11ª Rodada

Organizações da sociedade civil pedem a suspensão do leilão

Existe o risco de grandes impactos ambientais.

Agência Brasil
10/05/2013 10:37
Visualizações: 628

 

O risco de grandes impactos ambientais e sociais causados pela exploração de petróleo motivou organizações da sociedade civil a reivindicar na quinta-feira (9) a suspensão da 11ª Rodada de Licitação de petróleo. O leilão está previsto para a próxima terça-feira (14), incluindo 289 blocos, em 11 bacias, no Maranhão, no Ceará, no Espírito Santo e no Amazonas.
Reunidas em evento no Rio até esta sexta-feira (10), 20 organizações informaram que os blocos a serem licitados para exploração em terra estão localizado sob cerca de 50 assentamentos do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra). No mar, estão próximos a áreas de grande diversidade ambiental como Abrolhos e Lençóis Maranhenses.
De acordo com o pesquisador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), Carlos Bittencourt, que participa do evento, a exploração dos poços afetará diretamente o modo de vida dos assentados e pode ser refletir em abandono de investimentos pelo Poder Público.
“Um assentamento requer investimentos de demarcação, de desapropriação, em agricultura e um bloco pode inviabilizar ações do estado nessas áreas”, completou. Segundo ele, não consta do edital de licitação da Agência Nacional do Petróleo (ANP) os impactos sobre essas áreas.
As organizações também pedem que a licitação só seja feita depois que o Ministério do Meio Ambiente apresentar um plano de contingência de grandes desastres durante a extração de petróleo e depois que o documento for aprovado pelo Congresso Nacional, para que se torne lei. De acordo com o ministério, o plano de contingência está sob análise no Ministério de Minas e Energia.
Outra preocupação das entidades é com o comprometimento de empresas estrangeiras com as questões trabalhistas no Brasil. Segundo levantamento do Ibase, das 64 empresas habilitadas para participar do leilão, 17 são brasileiras. Na avaliação de Carlos Bittencourt, as multinacionais têm precarizado a relação de trabalho e colocado em risco a vida de petroleiros.
“Quanto mais o ritmo da produção de petróleo acelera, mais acidentes, mortes acontecem, e também mais impactos ambientais”, disse. “O problema adicional é, que, como os blocos têm sido leiloados para empresas estrangeiras e o nível de terceirização tem sido maior, os trabalhadores estão submetidos a padrões inferiores ao da Petrobras”, completou.
Como exemplo, Bittencourt citou a escala de trabalho. Na estatal, são 14 dias de trabalho nas plataformas marítimas e 21 dias de folga no continente. Nas estrangeiras, são 14 dias na plataforma e uma semana a menos de folga em terra. “Isso tem implicações de saúde, não é uma jornada comum, é uma situação de prontidão de 12 horas ou 14 horas por dia”.
Participaram também do evento a Federação Única dos Petroleiros, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, além do Greenpeace e do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).

O risco de grandes impactos ambientais e sociais causados pela exploração de petróleo motivou organizações da sociedade civil a reivindicar na quinta-feira (9) a suspensão da 11ª Rodada de Licitação de petróleo. O leilão está previsto para a próxima terça-feira (14), incluindo 289 blocos, em 11 bacias, no Maranhão, no Ceará, no Espírito Santo e no Amazonas.


Reunidas em evento no Rio até esta sexta-feira (10), 20 organizações informaram que os blocos a serem licitados para exploração em terra estão localizado sob cerca de 50 assentamentos do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra). No mar, estão próximos a áreas de grande diversidade ambiental como Abrolhos e Lençóis Maranhenses.


De acordo com o pesquisador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), Carlos Bittencourt, que participa do evento, a exploração dos poços afetará diretamente o modo de vida dos assentados e pode ser refletir em abandono de investimentos pelo Poder Público.


“Um assentamento requer investimentos de demarcação, de desapropriação, em agricultura e um bloco pode inviabilizar ações do estado nessas áreas”, completou. Segundo ele, não consta do edital de licitação da Agência Nacional do Petróleo (ANP) os impactos sobre essas áreas.


As organizações também pedem que a licitação só seja feita depois que o Ministério do Meio Ambiente apresentar um plano de contingência de grandes desastres durante a extração de petróleo e depois que o documento for aprovado pelo Congresso Nacional, para que se torne lei. De acordo com o ministério, o plano de contingência está sob análise no Ministério de Minas e Energia.


Outra preocupação das entidades é com o comprometimento de empresas estrangeiras com as questões trabalhistas no Brasil. Segundo levantamento do Ibase, das 64 empresas habilitadas para participar do leilão, 17 são brasileiras. Na avaliação de Carlos Bittencourt, as multinacionais têm precarizado a relação de trabalho e colocado em risco a vida de petroleiros.


“Quanto mais o ritmo da produção de petróleo acelera, mais acidentes, mortes acontecem, e também mais impactos ambientais”, disse. “O problema adicional é, que, como os blocos têm sido leiloados para empresas estrangeiras e o nível de terceirização tem sido maior, os trabalhadores estão submetidos a padrões inferiores ao da Petrobras”, completou.


Como exemplo, Bittencourt citou a escala de trabalho. Na estatal, são 14 dias de trabalho nas plataformas marítimas e 21 dias de folga no continente. Nas estrangeiras, são 14 dias na plataforma e uma semana a menos de folga em terra. “Isso tem implicações de saúde, não é uma jornada comum, é uma situação de prontidão de 12 horas ou 14 horas por dia”.


Participaram também do evento a Federação Única dos Petroleiros, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, além do Greenpeace e do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).

 

Leia também: Novas fronteiras: obtenção de dados cabe aos concessionários

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Resultado
Produção total de petróleo em regime de partilha bate re...
19/05/26
Biometano
Naturgy debate cenário de gás natural e oportunidades co...
19/05/26
BOGE 2026
Impacto da geopolítica global no setor de petróleo loca...
19/05/26
Dia Internacional da Mulher
IBP celebra Dia Internacional da Mulher no Mar e reforça...
19/05/26
Meio Ambiente
Refinaria de Mataripe acelera agenda ambiental com uso e...
19/05/26
Etanol
Diretor da Fenasucro & Agrocana debate avanço da bioener...
19/05/26
Leilão
PPSA comercializa cargas de Atapu e de Bacalhau em junho
18/05/26
Participação especial
Valores referentes à produção do primeiro trimestre de 2...
18/05/26
Apoio Offshore
Petrobras assina contrato de R$ 11 bilhões para construç...
18/05/26
Logística
Wilson Sons planeja expansão do Tecon Rio Grande para at...
18/05/26
Combustíveis
Etanol mantém baixa na semana, mas Paulínia esboça reaçã...
18/05/26
Fertilizantes
Fafen celebra retomada da produção de fertilizantes na Bahia
18/05/26
Conteúdo Local
ANP abre consulta prévia sobre regras de preferência a f...
15/05/26
Etanol
Alteração de normas sobre comercialização de etanol anid...
15/05/26
Descomissionamento
ANP aprova realização de consulta e audiência públicas p...
15/05/26
Resultado
Vallourec registra alta eficiência operacional no Brasil...
15/05/26
Energia Elétrica
Encontro das Indústrias do Setor Elétrico reúne mais de ...
15/05/26
Apoio Marítimo
Wilson Sons lança novo rebocador para operar no Porto de...
14/05/26
Hidrogênio
ANP e OCDE realizam wokshop sobre gerenciamento de risco...
14/05/26
Pré-Sal
Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, recebe tec...
13/05/26
Resultado
No primeiro trimestre de 2026 Petrobras registra lucro l...
13/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23