Estaleiros

OSX aposta em mudanças no projeto para garantir instalação de estaleiro em Biguaçu

O projeto do estaleiro OSX, em Biguaçu, vive entre o altíssimo investimento de R$ 2,5 bilhões e o difícil licenciamento ambiental. A empresa do bilionário Eike Batista enviou, na semana passada, um complexo relatório ao Instituto Chico Mendes para Conserva&c

Diário Catrinense
02/06/2010 06:48
Visualizações: 1455

O projeto do estaleiro OSX, em Biguaçu, vive entre o altíssimo investimento de R$ 2,5 bilhões e o difícil licenciamento ambiental. A empresa do bilionário Eike Batista enviou, na semana passada, um complexo relatório ao Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para tentar garantir a implantação do empreendimento.

 

 


Com base na primeira avaliação, a autarquia federal considerou que o estaleiro não seria viável em Biguaçu. Agora, a OSX espera pela nova análise e por uma reunião para tratar do tema. Na Fundação do Meio Ambiente (Fatma), o novo relatório ainda está em estudo, mas o presidente do órgão, Murilo Flores, garante que agendará as duas audiências públicas necessárias previstas pela lei para meados de julho.



Em entrevista ao Diário Catarinense, Paulo Monteiro, diretor de Sustentabilidade do Grupo EBX, que conduziu mais de cem licenciamentos ambientais para o grupo em áreas delicadas, falou dos desafios e dos questionamentos de ambientalistas.



Entre os entraves citados pelo ICMBio, estão a população de botos-cinza ou golfinhos da espécie Sotalia Guianenses, que usa a área como hábitat, e a concentração de arsênio, que, com a dragagem prevista pela obra, sairia do fundo do mar e se espalharia pela coluna de água.



Para Monteiro, o posicionamento do instituto chama a atenção:

— Normalmente é um órgão que não licencia, dá apenas o seu parecer. O que houve é que o ICMBio, em vez de questionar, negou.



Sobre o perigo que o projeto pode representar aos golfinhos, o diretor acredita que o problema é maior do que o provocado pelo estaleiro:

— Conosco ou sem nós, os golfinhos estão num processo de perigo de extinção. Eles não ficavam originariamente na Baía Norte. Derivaram para ali. Observar só a morte não resolve. Tem que ver o que pode ser feito. Não dá para dizer que é uma catástrofe para os golfinhos instalar o estaleiro. É uma catástrofe eles estarem morrendo há 20 anos.



A empresa reconhece que animais são sensíveis a perturbações sonoras. Para evitar que sejam expulsos da área, ela garante que a dragagem será feita quando os golfinhos não estiverem concentrados na região.



Arsênio



A empresa diz que o arsênio depositado na lama é originado pela decomposição das rochas de Anhatomirim. Para ser considerado tóxico, tem que ter concentração de 70 miligramas por quilo. Foram encontradas duas amostras que passam de 15 miligramas por quilo. A empresa promete continuar monitorando continuamente.

 



Monteiro salienta que é comum as pessoas confundirem porto com estaleiro. Isto prejudica o projeto.



— Falam que vai circular petroleiro. Isso não vai acontecer. Na produção plena serão seis plataformas por ano, no máximo. E quando chegar nisso vamos receber dois navios — conta o diretor.



Outros planos

 

Caso o empreendimento seja inviabilizado em Biguaçu, uma alternativa da OSX seria a Baía da Babitonga, entre Joinville e São Francisco do Sul.

 

Além dos entraves ambientais, questões legais também estão na agenda da OSX. Leis federais garantem o resguardo das áreas de proteção ambiental (APAs) e esses instrumentos precisariam ser revogados para a instalação do estaleiro em Biguaçu. A área escolhida para o empreendimento está entre três unidades de conservação federais, o que o inviabilizaria.

 

Fonte: DIÁRIO CATARINENSE

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Pessoas
Novo diretor do COPPEAD assume com desafio de ir além da...
21/08/26
Gás Natural
Firjan comemora adesão do Rio ao Pacto Nacional para o D...
21/08/26
Biodiesel
ANP fará consulta e audiência públicas sobre monitoramen...
21/08/26
Navalshore
BioRen apresenta tecnologia pioneira no combate às bioin...
21/08/26
Pré-Sal
Com 180 mil bpd, FPSO Alexandre de Gusmão atinge topo de...
21/08/26
Parceria
Petrobras e Marinha do Brasil assinam protocolo de inten...
21/08/26
Navalshore
Panorama Naval do Rio de Janeiro 2026, da Firjan, aponta...
20/08/26
Eficiência Energética
Shell Eco-marathon Brasil celebra dez anos com avanços e...
20/08/26
Combustíveis
Preços dos Combustíveis mantêm trajetória de queda em ag...
20/08/26
Pessoas
Bruno Monte assume comando da CPFL Renováveis
20/08/26
Bahia
Petrobras, PetroReconcavo, Brava Energia e Origem Energi...
20/08/26
Margem Equatorial
Após descoberta de petróleo, Governo do Amapá avança na ...
20/08/26
Descarbonização
ABPIP e ANP debatem novas regras de descarbonização do m...
19/08/26
Navalshore
Sotreq leva a Navalshore 2026 soluções em peças, motores...
19/08/26
Diesel
Vibra lança o Supera Plus, o único diesel premium desenv...
19/08/26
Termelétrica
Eneva e GE Vernova iniciam operações na usina Azulão
19/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana encerra 32ª edição com movimentação...
19/08/26
Navalshore
ABEEMAR e ApexBrasil lançam na Navalshore projeto para a...
18/08/26
Firjan
Panorama Naval no Rio de Janeiro destaca novo ciclo de o...
18/08/26
Gás Natural
Decisão judicial de São Paulo sobre taxa de fiscalização...
18/08/26
Navalshore
Firjan SENAI apresenta o Rede de Oportunidades para Forn...
17/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.