Licitação

Panergy vence em rodada disputada

A empresa ofereceu o maior bônus de todas rodadas e o PTI máximo para a área. A ANP adquiriu R$ 2.382.650,00 em bônus e R$ 8.880.000,00 em garantias financeiras referentes ao PTI.


29/06/2006 00:00
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A Panergy venceu a rodada mais disputada da Segunda Rodada de Licitações de áreas inativas da Agência Nacional do Petróleo (ANP) até o momento. A disputa pela área de Espigão, na bacia de Barreirinhas, no Maranhão, recebeu ofertas de 10 consórcios e empresas. A vencedora ofereceu o maior bônus de assinatura até agora, no valor de R$ 1.115.550,00 e 266 unidades de trabalho, referente ao Programa de Trabalho Inicial (PTI).

O PTI para a área prevê o investimento de R$ 2.660.000,00, no entanto o diretor da Panergy, James Correa acredita que o investimento no campo será maior. A perspectiva é de atingir a produção de 30 mil m³ de gás por dia. O objetivo da empresa, segundo explica, Correa é fornecer gás aos postos de combustíveis de Barreirinhas até São Luís através da distribuidora local, a Gasmar. O transporte seria por meio de carretas de gás natural comprimido, uma vez que não rede de gasodutos na região.

"O Maranhão terá gás até 2007", prevê o executivo que pretende iniciar a produção em meados do próximo ano, conforme o andamento do licencimento ambiental.

Na rodada anterior de campos marginais, a Panergy ofertou o maior bônus e o maior programa de trabalho de toda a rodada. Foram R$ 710 mil de bônus e 1386 unidades de trabalho. No entanto, Normando Costa Paes, também da Panergy, esclarece que os critérios de contagem do PTI era difernte na rodada anterior.

Além do campo de Espigão, outra rodada disputada foi da área de Rio Ipiranga, na bacia do Espírito Santo. A área adquirida pela Chein Transportes Ltda, com bônus de R$ 611.000 e PTI de 266, recebeu nove ofertas.

O diretor presidente da Chein, José Geraldo Chein, afirmou que pretende investir cerca de R$ 4,5 milhões e pretende extrair cerca de 50 barris de petróleo por dia de cada poço. No total, os quatro poços do campo estariam produzindo cerca de 200 barris por dia, considerando a utilização de novas tecnologias. A empresa espera começar a produzir em 18 meses.

Na bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, foram adquiridas ainda as áreas de Rio do Carmo, pela companhia Proen - Engenharia, com o bônus de R$ 51.100 e PTI de 116 unidades de trabalho (R$ 1.160.000,00); de Riacho Velho, pela Genesis, com bônus de R$ 500.000 e PTI de 116 UT; e a de Chauá, adquirda pela Sollitta, com bônus de R$ 105.000 e PTI de 116 UT.

As áreas de Carnaubais, também na bacia Potiguar, e Rio Barra Nova, no Espírito Santo não receberam ofertas.

Até a metade da Rodada, quando já foram ofertados sete áreas das 14 previstas, a ANP havia arrecadado um total de R$ 2.382.650,00 em bônus e R$ 8.880.000,00 em garantias financeiras do Programa de Trabalho Inicial (PTI). 

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