Tecnologia

Petrobras e SBM são reconhecidas pelos desenvolvimentos técnicos realizados no Campo de Golfinho

Realizada ontem, durante as comemorações dos 40 anos da Society for Underwater Technology (SUT), a cerimônia de entrega do “Industry Achievement Award” à empresas Petrobras e SBM, devido aos desenvolvimentos técnicos realizados no Campo de Golfinho.

Da Redação
24/10/2006 00:00
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Durante as comemorações dos 40 anos da Society for Underwater Technology (SUT), realizada ontem no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ (Campus da Praia Vermelha, Urca), os avanços tecnológicos obtidos no Campo de Golfinho (ES) pela brasileira Petrobras e pela estrangeira SBM foram agraciados com o prêmio de reconhecimento industrial “Industry Achievement Award”.

O gerente de Produção do Campo de Golfinho, Ibsen Flores, após uma apresentação detalhada do perfil e das atividades, recebeu, em nome da Petrobras, o prêmio pelo desenvolvimento do campo submarino de Campo de Golfinho.

O gerente geral da SBM do Brasil, David Montgomery, falou sobre o processo de construção e recebeu o prêmio pela rapidez da construção do FPSO Capixaba, realizada em doze meses, entre a adaptação, módulos e integração. A FPSO Capixaba é a quarta plataforma construída pela SBM para o Brasil, as três primeiras foram a de Espadarte, a FPSO Brasil e a de Marlin sul.

Localizado no litoral norte do estado do Espírito Santo e com uma produção diária de 100 mil barris de petróleo por dia, o campo de Golfinho é uma reserva de óleo leve que varia de 28º a 40º API e foi descoberto em julho de 2003, no antigo bloco exploratório BES-100, na Bacia do Espírito Santo, através do poço 1-ESS-123.

Em lâmina d`água de 1.340 metros, o campo de Golfinho é uma reserva de óleo leve de excelente qualidade. Após sua descoberta, a estatal iniciou o Plano de Avaliação da área, com a perfuração de novos poços exploratórios, cujos resultados se mostraram amplamente satisfatórios, justificando a declaração de comercialidade do campo em janeiro de 2004. 

A entrada em produção do campo de Golfinho, teve como objetivo para aumentar a participação do óleo leve no portfólio da companhia, diminuindo assim a importação de petróleo leve, contribuindo para a auto-suficiência sustentável na produção de petróleo brasileiro.

“Este foi o primeiro grande projeto da Petrobras em águas profundas”, comentou Ibsen Flores. Segundo Ibsen, até 2008 a meta é alcançar a produção diária de 160 mil barris. “Não fossem as descobertas nessa região, as importações brasileiras de óleo leve representariam, no futuro, o dobro do que se compra hoje”, comentou.

Já o navio-plataforma FPSO Capixaba é uma embarcação que produz, processa, armazena e escoa petróleo e tem capacidade para processar 100 mil barris por dia de petróleo leve, de 28 a 40 graus API, e 3,5 milhões de m³/dia de gás natural. 

A embarcação foi afretada da empresa SBM, com sede em Mônaco, e resulta da conversão do navio Stena Congress realizada no Estaleiro Keppel, em Cingapura. "Tem 345 metros de comprimento (cerca de 3 campos oficiais de futebol), 27 metros de altura entre a quilha e o convés principal e 127 metros de altura entre a quilha e o topo do queimador, o equivalente a um edifício de 40 andares. E foi construída, dentro de todos os rigores exigidos, em tempo recorde", comentou David Montgomery.

A premiação foi organizada pela SUT, em conjunto com a Sociedade Americana de Engenharia Mecânica (ASME) e o UK Brazil Centre of Ocean Engineering, cujo chairman é o professor do Programa de Engenharia Oceânica da COPPE, Segen Estefen.

Fundada em 1966, a Society for Underwater Technology integra organizações e indivíduos com interesses em tecnologia submarina, ciências oceânicas e engenharia naval, tem associados em mais de 40 países, incluindo engenheiros, cientistas, profissionais e estudantes atuando nessas áreas. A organização integra organizações e indivíduos com interesses em tecnologia submarina, ciências oceânicas e engenharia naval. A filial da Sociedade no Brasil está sediada na COPPE, Bloco I-2000, sala 114.

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