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Petrobras lucra R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026

Resultados foram impulsionados pelo desempenho operacional do período, marcado por recordes nos segmentos de E&P e Refino.

Redação TN Petróleo/Agência Petrobras
07/08/2026 09:52
Petrobras lucra R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026 Imagem: FPSO P-79/Agência Petrobras Visualizações: 115

A Petrobras apresentou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões (US$ 10,4 bilhões) no segundo trimestre de 2026, 97% a mais do que o mesmo período de 2025. O EBITDA ajustado foi de R$ 93,8 bilhões (US$ 18,6 bilhões). O desempenho operacional da companhia impulsionou os resultados financeiros deste trimestre, marcado por recordes na produção própria de óleo no Brasil, que atingiu 2,7 milhões de barris por dia, 15% superior ao segundo trimestre de 2025, e na utilização do parque de refino, com Fator de Utilização (FUT) de 101%, ampliando a oferta de derivados no mercado nacional. O fluxo de caixa operacional (FCO) alcançou R$ 61,8 bilhões (US$ 12,3 bilhões), um crescimento de 46% em 12 meses.

Confira aqui a íntegra do Relatório de Desempenho Financeiro do 2T26 da Petrobras

O aumento na produção de petróleo favoreceu o crescimento das exportações no trimestre, que chegaram a quase um milhão de barris por dia. Já a elevada utilização do parque de refino resultou em maiores patamares de produção registrados no período, com destaque para 509 mil bpd de diesel S10 e 109 mil bpd de QAV. A produção de derivados atingiu 1,9 milhão de bpd, que representa um crescimento de 5,6% comparada ao primeiro trimestre de 2026. Em um período de volatilidade do cenário internacional, esse aumento da produção de derivados favoreceu a redução das importações em 40% comparado com o trimestre anterior.

“Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras. O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa”, destaca Fernando Melgarejo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores.

No segundo trimestre de 2026, foram pagos R$ 88,6 bilhões em tributos para as esferas Federal, estaduais e municipais e em participações governamentais (PGOV). Este valor representa um aumento de aproximadamente R$ 22 bilhões em relação aos tributos que foram pagos pela Petrobras no mesmo período do ano passado.

Foram aprovados R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio para o período, que serão distribuídos entre acionistas privados e públicos.

Sem os eventos exclusivos, o lucro líquido foi de R$ 55,8 bilhões (US$ 11,1 bilhões). Já o EBITDA ajustado, excluindo os efeitos exclusivos, foi de R$ 100,6 bilhões (US$ 20 bilhões).

A dívida bruta encerrou o trimestre em US$ 70,8 bilhões, abaixo do limite de US$ 75 bilhões previsto no Plano de Negócios 2026-2030. A companhia mantém a expectativa de convergência para US$ 65 bilhões no horizonte do Plano.

Investimentos

Foram investidos R$ R$ 26,7 bilhões (US$ 5,3 bilhões) no segundo trimestre de 2026. Deste valor, 82% foram destinados para o segmento de Exploração e Produção com objetivo de sustentar a curva de produção ascendente da companhia, com foco em atividades relacionadas a projetos novos e complementares.

Neste trimestre, destacam-se os investimentos na construção das unidades P-80, P-82 e P-83, próximos FPSOs destinados ao campo de Búzios, com entrada em operação previstas para 2027. Os investimentos também contribuíram para o aumento nas atividades de interligação de poços voltados para o topo de produção (ramp-up) dos projetos de Búzios 6 (P-78) e Búzios 8 (P-79), já em operação.

Outros destaques operacionais

Recordes de produção

  • Produção total de óleo e gás natural (3,34 milhões boed), produção total operada (4,87 milhões boed) e produção total própria no pré-sal (2,78 milhões boed)
  • Parte significativa desses recordes se deve ao aumento da eficiência operacional dos ativos de 3,1%, que permitiu a adição de 70 mil bpd na comparação anual entre trimestres
  • As plataformas de Búzios atingiram a marca de produção operada de 1,219 milhão bpd em 26 de junho, com a entrada em produção da P-79
  • Aumento de produção diária em Mero com 788,4 mil bpd atingido em 23 de junho

Aquisição de novas áreas e direitos

  • Aquisição de participação e assunção da operação do bloco 3, no offshore de São Tomé e Príncipe, na África
  • Aquisição de 100% de uma porção do ring-fence do Campo de Argonauta (Concessão BC-10), na Bacia de Campos
  • Aquisição de 50% de participação do bloco Itaimbezinho, no offshore da Bacia de Campos

Andamento de projetos do E&P

  • P-79: primeiro óleo em maio e injeção de gás em 56 dias após primeiro óleo, novo recorde entre unidades próprias, em junho de 2026
  • Assinatura dos contratos dos FPSOs P-81 e P-87 para SEAP I e II, em maio de 2026

FUT e produção de derivados

  • Recorde trimestral de 101,2% de FUT no 2T26, com destaque para os meses de abril e maio, quando o indicador atingiu 102,5%
  • Produção de 1,918 milhão de bpd, crescimento de 5,6% ante o 1T26, com 68% da produção composta por derivados de maior valor agregado: diesel, gasolina e QAV
  • No trimestre, foram alcançados recordes de produção de Diesel S10 (509 mil bpd) e QAV (109 mil bpd)

Fertilizantes

  • Assinatura dos contratos para retomada das obras da UFN-III, em junho de 2026

Comercialização e Logística

  • Foram comercializados 6,1 mil m³ do Combustível Sustentável de Aviação (SAF), produzido por coprocessamento na REDUC com 1% de conteúdo renovável
  • A Gasolina Petrobras Podium alcançou, em maio de 2026, o maior volume mensal de vendas nos seus 24 anos de história, com 12,49 milhões de litros comercializados
  • Recorde mensal de movimentação de derivados nos polos do Centro-Oeste em maio de 2026
  • Chegada do Navio Janeiro Knutsen em 29 de junho, com liberação em tempo recorde de 1 dia
  • Assinatura de contrato para construção e operação de quatro embarcações do tipo RSV, em maio de 2026
  • Em junho de 2026, foram movimentados 15,4 milhões de barris por CTV (Cargo Transfer Vessel), navio que permite a transferência de petróleo diretamente das plataformas para navios de maior porte em alto-mar
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