Sistemas de Produção

Petrobras opera o maior número de plataformas flutuantes no mundo

Agência Petrobras
16/01/2015 10:04
Petrobras opera o maior número de plataformas flutuantes no mundo Imagem: Agência Petrobras Visualizações: 2125

A Petrobras é a empresa que opera o maior número de plataformas flutuantes de produção (entre próprias e afretadas) no mundo, segundo a consultoria Petrodata, especializada em informações sobre a indústria mundial de petróleo. De acordo com os últimos dados da companhia, em dezembro de 2014 ela operava 110 unidades de produção offshore na costa brasileira. Desse total, 45 são plataformas flutuantes – das quais 29 do tipo FPSO (unidade que produz, armazena e transfere petróleo), 15 semissubmersíveis, e uma unidade de produção que difere dos FPSOs por não armazenar petróleo: a P-53. Além dessas 45 flutuantes, a companhia opera, ainda, quatro plataformas do tipo FSO, que apenas armazenam e transferem petróleo.

A produção operada pela Petrobras em plataformas flutuantes na costa brasileira em dezembro de 2014 atingiu a média de 2 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) - o que corresponde a 88% do volume total de óleo produzido no país - e 51 milhões de m³ de gás por dia, que representam 57% da produção de gás nacional. Esses volumes não incluem a parcela da Petrobras produzida pelos FPSOs Frade e Fluminense, instalados nos campos de Frade e Bijupirá-Salema, na Bacia de Campos, cujos operadores são, respectivamente, a Chevron e a Shell, com participação minoritária da Petrobras.
Primeiros sistemas offshore

Com a descoberta das jazidas de petróleo em águas rasas, na plataforma continental, nos anos 1960, as primeiras unidades de produção instaladas pela empresa no mar foram as plataformas fixas, cravadas no leito marinho, primeiro no Nordeste brasileiro e posteriormente na costa do Sudeste. Com o avanço da exploração para águas profundas, na Bacia de Campos, na primeira metade dos anos 80, a alternativa da empresa para colocar em produção os novos campos foram as plataformas semissubmersíveis e os FPSOs.

Uma das maiores vantagens dos FPSOs é que eles dispensam a instalação de infraestrutura de escoamento de óleo, já que são equipados com sistemas de armazenagem e a transferência do petróleo produzido para a costa é feita por navios aliviadores. Além disso, como podem ser construídos a partir da conversão de um casco de navio preexistente, permitem que se ponha um campo em produção mais rapidamente, antecipando receita.

Pioneirismo dos FPSOs

O avanço da exploração para águas profundas, em plena crise do petróleo, exigia uma solução rápida e economicamente viável para colocar em produção os campos como Marlim e Albacora, os primeiros localizados a profundidades superiores a 500 metros. Nesse horizonte de profundidade era tecnicamente inviável instalar plataformas fixas, cravadas no leito marinho. Assim, em meio a uma crise aguda de oferta de petróleo, que exigia que os campos recém-descobertos fossem colocados rapidamente em produção, a solução foi converter navios petroleiros de grande porte, com a instalação de módulos de processamento no convés, transformando-os em unidades de produção.

Com experiência de mais de 30 anos na utilização desse tipo de plataforma, a Petrobras é, também, a empresa que opera o maior número de FPSOs no mundo. A experiência pioneira nesse campo foi a conversão de um petroleiro em um navio-plataforma, em 1977. Foi a solução encontrada para antecipar a produção do campo de Garoupa, em águas rasas, na Bacia de Campos, com a conversão do petroleiro Presidente Prudente de Moraes. O resultado foi uma significativa economia de tempo e de recursos. Foi, também, a primeira vez que a Petrobras utilizou o conceito de FPSO, adaptado ao cenário de águas profundas brasileiro.

Com os bons resultados da experiência, a companhia passaria a investir cada vez mais na conversão de navios petroleiros existentes em sistemas definitivos de produção. Os novos navios-plataforma eram a melhor estratégia para uma empresa cuja maior parte da produção passaria a ser em águas profundas e ultraprofundas. Hoje, quase todo petróleo produzido pela empresa (cerca de 90%) vem do mar, tanto em águas rasas quanto profundas e ultraprofundas, pelos diversos tipos de unidades de produção.

Tecnologias inovadoras

Apoiada numa vasta rede de inovação integrada por instituições de pesquisas de todo o país a Petrobras daria, então, uma sólida contribuição tecnológica para as modernas plataformas. O desenvolvimento de tecnologias inovadoras pelo seu Centro de Pesquisas (Cenpes) consagraria os FPSOs como uma das soluções mais adequadas para campos distantes da costa e em águas profundas e ultraprofundas. Soluções inovadoras, como os cabos de poliéster e a âncora-torpedo, concebidos por técnicos brasileiros, aperfeiçoaram os sistemas de ancoragem e viabilizaram melhor distribuição dos sistemas submarinos, assim como a instalação de maior número de plataformas numa mesma área.

Com a descoberta dos campos do pré-sal, na Bacia de Santos, nos anos 2000, localizados a mais de 250 quilômetros da costa e em profundidades d’água acima de 2 mil metros, os FPSOs representam naturalmente a melhor solução técnico-econômica. Essa província já concentra, atualmente, sete FPSOs, incluindo duas unidades que operam os Testes de Longa Duração (TLDs).

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Descomissionamento
Descomissionamento: ANP realiza audiência pública sobre ...
13/08/26
Geração de Energia
Campo Grande recebe quatro dias de debates sobre bioener...
12/08/26
Biometano
Com salto de 75% na produção, setor de biometano lança d...
12/08/26
Agronegócio
Firjan comemora aprovação do Programa de Desenvolvimento...
12/08/26
Internacional
KPMG: consumo de combustível fóssil cai, apesar da parti...
12/08/26
Fenasucro
Abertura da Fenasucro & Agrocana destaca liderança do Br...
12/08/26
Terminais
Ultracargo finaliza investimentos em melhorias no termin...
11/08/26
Evento
IBP e BIP reúnem líderes para discutir a tecnologia no f...
11/08/26
Evento
Gestão de Ativos ganha protagonismo na estratégia empres...
11/08/26
Fenasucro
CEO da ORPLANA modera debate sobre cana e milho na Fenas...
11/08/26
Macaé
Foresea participa do WSOP 2026 e reforça que segurança é...
11/08/26
Pessoas
Atvos anuncia novo CEO
11/08/26
Bacia de Sergipe-Alagoas
Siemens Energy expande atuação no offshore brasileiro co...
10/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana começa nesta terça-feira, dia 11, c...
10/08/26
Biometano
Copa Energia amplia debate sobre o futuro do biometano n...
10/08/26
PD&I
Softwares da Unicamp para segurança industrial são testa...
10/08/26
PPSA
8º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Búzios e de ...
10/08/26
Etanol
Etanol encerra a semana estável, com leve alta no hidratado
10/08/26
Fenasucro
Vallourec leva inovação para aumentar a eficiência das u...
07/08/26
Gás Natural
Gas release: ANP aprova relatório e abertura de consulta...
07/08/26
ANP
Fórum da ANP na Rio Innovation Week teve mais de 20 pain...
07/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.