Combustíveis

Petrobras pratica preços abaixo da paridade internacional, dizem importadores

Redação/Boletim SCA
14/10/2020 09:33
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A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) divulgou nota, nesta terça-feira (13), informando que a Petrobras está praticando preços abaixo da paridade internacional para a gasolina, mesmo após os reajustes mais recentes. No sábado, a estatal aumentou em 5% o preço médio do diesel e em 4%, o da gasolina.

Com os reajustes, o preço médio da Petrobras, nas refinarias, acumula uma queda de 5,3% para a gasolina e de 24,3% no caso do diesel em 2020.

"Nos polos onde existe concorrência na importação, a prática de preços abaixo da paridade internacional pode ser caracterizada como abuso de poder de mercado, o que, no contexto brasileiro, resulta em predação pela Petrobras de seus únicos concorrentes, os importadores... No momento em que se faz necessária a criação de um ambiente de negócio que estimule a realização de investimentos, esta prática afasta os investidores e favorece a perpetuação do monopólio no refino e a concentração no canal de distribuição de combustíveis", destaca a Abicom, na nota.

Institucional

A Petrobras, por sua vez, esclareceu que os preços de diesel e gasolina praticados pela petroleira seguem a dinâmica dos mercados de commodities num "ambiente de livre competição". A companhia afirma que o preço de paridade de importação é formado pelo valor do produto no mercado internacional acrescido de custos de importação, como frete de navios, taxas portuárias e demais custos internos de transporte. Ainda segundo a estatal, os reajustes ocorrem sem periodicidade definida, de acordo com as condições de mercado e da análise dos ambientes interno e externo.

"A Petrobras reitera compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com os mercados internacionais, o que pode ser comprovado pela continuidade das importações de diesel e gasolina por diversos agentes, distribuidoras e companhias de trading", afirma a estatal, em nota.

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