Preços

Petróleo e metais em ritmo de queda

Valor Econômico
21/07/2008 08:33
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Depois de uma tentativa de recomposição de preços no começo do dia de sexta-feira, os contratos futuros de petróleo inverteram o rumo e fecharam o pregão em queda. Os temores quanto a um enfraquecimento da demanda superaram a correção técnica após uma baixa de mais de 10% na semana passada. Os preços das commodities caíram, na sexta-feira, pelo quinto dia consecutivo. 


O contrato de WTI negociado para o mês de agosto em Nova York caiu 41 centavos de dólar, para US$ 128,88. O vencimento para o mês seguinte fechou cotado a US$ 129,47, com queda de 71 centavos de dólar. Em Londres, o barril de Brent para setembro caiu 88 centavos de dólar, para US$ 130,19. O vencimento para o mês de outubro terminou valendo US$ 131,11, com queda de 97 centavos de dólar. O preço do petróleo recuou 8,1% desde o início do mês. 


Os investidores desse mercado encerraram a semana ainda receosos de que a desaceleração econômica mundial, agravada pelos componentes inflacionários derivados do aumento das commodities, possa reduzir a demanda por petróleo e derivados. 


Outro fator que diminuiu a pressão sobre as cotações foi uma certa trégua nas tensões entre o Ocidente e o Irã por conta do programa nuclear do país. O governo americano anunciou que está enviando representantes para participar de negociações multilaterais sobre o projeto nuclear iraniano. 


Os preços das commodities registraram sua mais longa série de quedas desde novembro do ano passado e caindo até 10% em relação a seu recorde de alta de duas semanas atrás, devido ao receio de que a desaceleração do crescimento mundial irá corroer a demanda por combustíveis, grãos e metais. 


O Índice Reuters-Jefferies CRB Commodity recuou 7,4% na semana passada, puxado pelos declínios nos preços do petróleo, do milho e do açúcar. O índice caiu até 1,4% na sexta-feira, para 426,57 pontos, seu mais baixo patamar de seis semanas, após ter alcançado o recorde de 473,97 pontos em 3 de julho passado. O declínio de cinco dias foi o mais longo desde a semana encerrada em 30 de novembro. 


A economia da China no segundo trimestre deste ano se expandiu ao menor ritmo desde 2005, segundo mostrou um relatório divulgado semana passada. Ben S. Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed, BC dos Estados Unidos), disse ao Congresso americano em 15 de julho que o país enfrenta riscos "significativos" para seu crescimento. 


"Todas as commodities estão começando a mostrar sinais de que o grande mercado altista acabou e que os produtos com os quais as pessoas realmente faturaram mais nos últimos sete anos vão começar a cair substancialmente de preço", disse Michael Aronstein, presidente da Marketfield Asset Management de Nova York. 

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