Preços

Petróleo opera de lado, após bater máximas recentes

Dow Jones Newswires, 02/05/2018
02/05/2018 09:34
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O petróleo opera sem sinal único, com investidores avaliando o risco de que os Estados Unidos abandonem o acordo nuclear internacional com o Irã. Os contratos não mostram fôlego, após fecharem ontem em queda de cerca de 2%, pressionados pelo câmbio e pelo aumento recente na produção dos Estados Unidos.

Às 7h59 (de Brasília), o petróleo WTI para junho subia 0,33%, a US$ 67,47 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para julho recuava 0,18%, a US$ 73,00 o barril, na ICE.

Há expectativa pela posição do presidente americano, Donald Trump, sobre a possível volta das sanções contra o Irã, caso o governo dos EUA recue do acordo nuclear. A decisão deve sair em 12 de maio.

Na semana passada, o barril do Brent bateu máxima desde 2014, o que abriu espaço para a realização de lucros. "Tudo dependerá do que Trump decida nos próximos dez dias, isso será a principal força" nesse mercado, disse Giovanni Staunovo, analista de commodities da UBS Wealth Management. Uma retirada do acordo poderia reduzir as exportações iranianas.

"Menos petróleo do Irã significaria uma oferta mais restrita, portanto os preços do petróleo seguiriam bem apoiados", afirmou em nota o Commerzbank. Nesta semana, o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, emitiu comunicado dizendo que há evidências de que o Irã mantém um plano secreto para construir armas nucleares.

Analistas mostraram-se céticos sobre qualquer revelação de Jerusalém, vendo as declarações como uma maneira de encorajar os EUA a desistir do acordo. "Os comentários dos especialistas foram bem claros, não havia nada novo no que ele comunicou", disse Staunovo.

Os preços do petróleo têm avançado cerca de 10% desde o início do ano, diante das maiores tensões geopolíticas, da queda na produção da Venezuela e de reduções na oferta de importantes produtores.

Nesta quarta-feira, investidores aguardam o relatório semanal de estoques dos Estados Unidos, às 11h30.

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