Mercado

Petróleo supera os US$ 48

Reuters
18/02/2005 00:00
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Os preços do petróleo aumentaram nesta sexta-feira (18/02), impulsionados pela expectativa de um possível corte de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e revertendo a redução na sessão prévia que foi apoiada pelo aumento dos estoques dos Estados Unidos.
Mas os volumes foram modestos em uma sessão reduzida pelo Feriado do Dia do Presidente, na segunda-feira.
O petróleo leve norte-americano para contratos futuros aumentou 66 centavos, a US$ 48,20 o barril na Nymex. O Brent também subiu 43 centavos, a US$ 46,25.
O petróleo norte-americano tocou a maior alta em três semanas, atingindo os US$ 48,65, mas cedeu sensivelmente na quinta-feira. Os estoques de petróleo no maior consumidor de energia do mundo estão em torno dos 8,5% superiores do que no ano passado, enquanto o estoque de gasolina está 7,4% acima do nível mais alto desde 1999.
Os inventários de destilados, que inclui óleo de calefação, continuam movendo-se lentamente nos níveis do ano passado, declinaram, mas os analistas estão começando a direcionar seu foco para o estoque de gasolina conforme o inverno no hemisfério norte for chegando perto do fim.
"As únicas notícias de alta no período são as dos destilados, mas isso é muito tarde na estação", diz Deborah White, analista senior na SG Commodities.
A situação de estoques mais confortável é em parte renovada pela expectativa de que a OPEP, que se encontra no Irã em março, reduza a produção se os preços caírem muito.
O secretário geral da OPEP em exercício disse esta semana que o cartel tem a tendência de reduzir a produção para defender os preços contra o segundo trimestre, mas a extensão de qualquer corte depende da demanda.
A demanda global subiu muito mais rápido do que a maiores dos analistas esperava para os últimos dois anos, impulsionando o petróleo ao recorde de preços de US$ 55,67 no mês de outubro do ano passado.
Além do mais, ocorreram muitas surpresas, produtores e consumidores se ajustaram rapidamente aos novos níveis de preço e sustentaram a economia na Ásia e os Estados Unidos, suportanto  o panorama mais alto de custo de combustíveis sem que isso afetasse o crescimento severamente. 
"Eu creio que o mundo pode viver com um petróleo a US$ 45", disse Jefrei Immelt, CEO de diversificação de negócios da GE.

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