Tecnologia
Valor Econômico
A Polibrasil é um dos raros casos de empresas brasileiras que investem pesado em pesquisas na área de nanotecnologia. A companhia, que atua na fabricação de polipropileno, uma matéria-prima usada na produção de resinas plásticas, destinou recursos da ordem de US$ 20 milhões para experiências na área.
A iniciativa começou há pouco mais de um ano. Até agora, a Polibrasil não criou nenhum novo produto baseado em nanotecnologia, mas a expectativa é que até o final do ano cheguem ao mercado dois frutos diretos dos investimentos nessa área.
Cláudio Marcondes, gerente de desenvolvimento de novos produtos da Polibrasil, conta que um deles será voltado para a indústria automobilística e outro para embalagem de alimentos.
No primeiro caso, trata-se de um plástico com propriedades mecânicas, como a resistência e a flexibilidade, vantajosas para aplicações em pára-choques e painéis. Já na área de embalagem os materiais que estão sendo desenvolvidos têm alta impermeabilidade - dificultam a troca de fluidos e gases com o exterior -, o que ajuda a preservar alimentos e aumenta a vida útil de diversos produtos na gôndola.
O gerente explica que uma parte das pesquisas é feita em parceria com instituições de ensino como a Universidade Federal de São Carlos, Unicamp e USP. "Emprestamos equipamentos, compramos materiais e financiamos bolsas de mestrado e algumas pesquisas", afirma.
As nanomoléculas empregadas pela Polibrasil não são desenvolvidas no país. A empresa compra as moléculas de fornecedores internacionais. A tecnologia desenvolvida localmente visa a incorporar as propriedades dessas moléculas no polipropileno.
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