Petroquímica

Polibrasil prevê taxas menores de crescimento em cinco anos

Valor Econômico
16/02/2005 00:00
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A Polibrasil teve lucro líquido de R$ 142 milhões no ano passado, uma alta de 133% sobre o ano anterior. A receita bruta, por sua vez, foi de R$ 2,37 bilhões, com crescimento de 45%.
O maior volume de produção por conta da expansão da fábrica de Mauá (SP) e o aumento nos preços do polipropileno usado pela indústria de plástico contribuíram para o resultado da companhia no ano passado. Mas a fabricante de resinas anunciou que espera taxas menores de crescimento para os próximos cinco anos.
Ao apresentar os resultados financeiros do ano passado, a Polibrasil disse que a meta de crescimento do lucro líquido deve ficar em 9,8% ao ano para o período de 2005 a 2009. Entre 2000 e 2004, o ganho aumentou 41,9% ao ano.
A receita bruta deve aumentar 11,9% para os próximos cinco anos, diante de uma alta de 29,7% no último intervalo.
A empresa alega que a desaceleração da taxa de crescimento está relacionado ao fato de a empresa ter elevado substancialmente sua capacidade há dois anos, quando ampliou sua produção para mais 300 mil toneladas por ano. Disse que a alta de preço da resina também contribuiu para o bom desempenho no período passado.
Por conta da eliminação de alguns gargalos de produção de suas unidades, a empresa deve fazer duas paradas para ampliação da capacidade nos próximos anos. A primeira, em Duque de Caxias (RJ), está prevista para o fim de 2005, e a outra em Mauá, no fim de 2006. Essas paradas devem afetar os resultados futuros.
Neste ano, a Polibrasil prevê um ambiente favorável de crescimento dos negócios, com uma demanda aquecida e preços estáveis em patamares altos. "Nossa expectativa é crescer o volume de vendas em 8,9%", disse o diretor-superintendente da Polibrasil, José Ricardo Roriz Coelho. Segundo o executivo, o desempenho do setor petroquímico dependerá do comportamento das economias dos EUA e da China. Ele prevê uma redução nos preços antes de 2009.
A empresa informou que houve forte aquecimento da demanda por polipropileno no mercado mundial nas duas últimas semanas de janeiro. De acordo com o diretor comercial Carlos Belli, a cotação aumentou US$ 110 por tonelada, passando para quase US$ 1,1 mil no mercado asiático. Nos EUA, o preço alcança US$ 1,4 mil por tonelada.

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