Paranaguá

Porto faz dragagem emergencial para evitar colapso

<P>A dragagem no Canal da Galheta, programada para ter início nos próximos dias, evitará o colapso do acesso ao Porto de Paranaguá. Essa é a razão dada pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) para fazer a obra de maneira emergencial. </P><P>Segundo o superintendente da ...

Gazeta do Povo
01/02/2009 22:00
Visualizações: 351

A dragagem no Canal da Galheta, programada para ter início nos próximos dias, evitará o colapso do acesso ao Porto de Paranaguá. Essa é a razão dada pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) para fazer a obra de maneira emergencial.

Segundo o superintendente da Appa, Daniel Lúcio Oliveira de Souza, já existem justificativas técnicas para que o calado (a altura do navio que fica submersa) permitido para o tráfego no canal fosse rebaixado dos atuais 11,3 metros para 9,9 metros – medida que foi evitada com a proibição para a navegação noturna e com restrições de maré e de condições do mar para a circulação de embarcações de grande porte.

“Não trabalhávamos com a possibilidade de uma obra emergencial, mas a situação ficou dramática”, diz o superintendente. Os técnicos da empresa Somar, escolhida para fazer a dragagem através de uma tomada pública de preços, encontrarão um canal em forma de “S”, o que exige uma manobra dos navios para desviar de um ponto onde o assoreamento é mais intenso. Eles retirarão 3,7 milhões de metros cúbicos de areia, que serão depositados em um ponto a 16 quilômetros do centro do canal. No fim dos trabalhos, os 6 quilômetros da Galheta voltarão a ter 15 metros de profundidade, em média, e 200 metros de largura.

O prazo para execução da obra é de 100 dias. Como o escoamento da safra começa em março, a dragagem emergencial, em um primeiro momento, evitará que o calado do porto seja rebaixado. Quando ela estiver completa, a Capitania dos Portos autorizará uma profundidade maior de navegação.

A obra, contratada por R$ 30 milhões, não contempla toda a extensão percorrida pelos navios para entrar em Paranaguá, mas mexe com o ponto mais problemático. O Canal da Galheta está entre a Ilha da Galheta e a Ilha do Mel e desemboca no mar aberto. Sua base é um enorme banco de areia que foi escavado na década de 70 para que fosse criada uma nova entrada para o porto – por isso, esse ponto está sujeito ao constante assoreamento causado pelo movimento do mar.

Sem dragagem desde 2005, o canal está descaracterizado. Durante três anos, a força da corrente que vai do sul para o norte empurrou para dentro do canal montanhas de areia que estão em suas bordas, também chamadas de taludes. Entre a metade de 2006 e o fim de 2007, o talude avançou 45 metros em alguns pontos. Foi o que levou às primeiras restrições à navegação impostas pela Capitania dos Portos – em dezembro de 2007 ela reduziu o calado máximo em Paranaguá para 11,89 metros.

Entre o fim de 2007 e agosto de 2008, o avanço do talude foi mais lento, de apenas 4 metros. Esse período de estabilidade foi seguido por uma aceleração no assoreamento. Para completar o quadro, um ciclone extratropical, que faz a correnteza entrar pela direção nordeste, fez com que houvesse pequenos deslocamentos nos taludes do lado direito do navio que entra no porto. “O canal está com várias pequenas curvas. Essa sinuosidade pode limitar o comprimento dos navios que entram em Paranaguá”, diz Souza.

A percepção de que o canal estava se estreitando fez com que a Capitania dos Portos reduzisse novamente o calado em Paranaguá para 11,3 metros, em setembro do ano passado. “É um processo que já ocorria há algum tempo. O calado foi reduzido porque navios grandes simplesmente não fariam a curva para desviar do banco de areia”, lembra o engenheiro Geert Prange, especialista em dragagens que acompanhou uma comissão para discutir o problema em Paranaguá em 2007. Se novas restrições fossem feitas, o porto ficaria inviável para os navios de grande porte.

Início

O trabalho da Somar deve começar nesta semana. A draga holandesa HAM 310 trazida pela empresa estava em Dubai, nos Emirados Árabes, em obras de ilhas artificiais, e havia sido contratada pela Somar para dragar o Porto de Suape, em Pernambuco. Deslocada para Paranaguá, ela precisa de licenças da Capitania dos Portos, da Receita Federal, por ser um equipamento trazido de fora do país, e da Polícia Federal, já que sua tripulação é estrangeira e precisa de vistos de trabalho. “É um alívio ver a draga aqui”, diz o presidente da Associação Comercial e Industrial de Paranaguá, Yahia Hamud. “A urgência para a obra é grande e não adianta agora discutir por que o problema chegou a esse ponto.”

Mais Lidas De Hoje
veja Também
SOG 2026
AZ-TECH apresenta soluções de engenharia industrial no S...
30/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 começa com foco em investimentos,...
30/07/26
SOG 2026
Diretora da Petrobras abre o Sergipe Oil & Gas com anál...
30/07/26
Firjan
Agrega + Indústria reúne entidades, empresas e governo p...
29/07/26
SOG 2026
ABPIP leva ao Sergipe Oil & Gas debate sobre o fortaleci...
28/07/26
GLP
Copa Energia reúne setor de GLP em ação nacional voltada...
27/07/26
Biodiesel
Volatilidade do petróleo reforça importância estratégica...
27/07/26
Fenasucro
ApexBrasil traz investidores internacionais de SAF e e-S...
27/07/26
Energia Elétrica
ENGIE contrata WEG para fornecimento de equipamentos da ...
27/07/26
Combustíveis
Etanol amplia perdas e encerra a semana pressionado
27/07/26
ANP
ANP aprova relatório de estudo sobre controle de queima ...
24/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 impulsiona inovação e investiment...
24/07/26
Gás Natural
ANP aprova participação no Pacto Nacional para o Desenvo...
24/07/26
Combustíveis
ANP aprova Avaliação de Resultado Regulatório sobre ativ...
24/07/26
Evento
BR Aviation apresenta seu portfólio de soluções personal...
23/07/26
Royalties
Royalties: valores referentes à produção de maio foram d...
23/07/26
Combustíveis
Setor de combustíveis e lubrificantes registra queda 1,8...
22/07/26
Gestão
Constellation alcança paridade de gênero pela segunda ve...
21/07/26
IBP
Estudos apontam redundância do imposto de exportação e e...
21/07/26
Combustíveis
Queda do diesel puxa recuo dos combustíveis em julho e e...
21/07/26
PPSA
7º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Atapu e de B...
20/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.