Porto de Santos

Portugueses defendem indústrias alfandegadas

<P>Empresários portugueses e consultores internacionais defendem a implantação de indústrias alfandegadas na Baixada Santista para aumentar a participação dos municípios da região no comércio exterior brasileiro. Os benefícios do projeto serão debatidos em Portugal para verificar a viabil...

A Tribuna - SP
12/03/2007 21:00
Visualizações: 648

Empresários portugueses e consultores internacionais defendem a implantação de indústrias alfandegadas na Baixada Santista para aumentar a participação dos municípios da região no comércio exterior brasileiro. Os benefícios do projeto serão debatidos em Portugal para verificar a viabilidade de investimentos estrangeiros neste segmento na região.

O projeto de indústrias alfandegadas, desenvolvido pela empresa santista Ciesa S.A., foi um dos temas debatidos na última quarta-feira, durante o I Encontro de Oportunidades de Negócios Brasil-Portugal, realizado em Santos, pelo Conselho Empresarial do Entre Douro e Vouga, de Portugal.

As indústrias alfandegadas consistem na implantação de linhas de montagem em unidades alfandegadas. Por meio delas, os investidores poderão importar matéria-prima e exportar o produto acabado livre dos impostos incidentes nas operações.

De acordo com o empresário Norberto Rodrigues, da portuguesa Metalinsia, a implantação de indústrias alfandegadas na Baixada Santista deve favorecer a troca de mercadorias entre os dois países. É interesse do governo lusitano tornar o país um centro distribuidor das cargas brasileiras na Europa.

‘‘A proposta da empresa Ciesa é muito interessante e vai ao encontro dos nossos anseios. É válida e merece ser estudada pelas asssociações empresariais de Portugal. Se forem regradas (as indústrias alfandegadas) no Brasil, os investimentos de Portugal podem ser analisados’’, disse.

A condição para estudo da proposta é decorrente das barreiras legais que ainda impedem a abertura das indústrias alfandegadas. Em meados do ano passado, o Governo Federal encaminhou uma medida provisória para promover um novo modelo de abertura dos portos secos, áreas onde as linhas de montagem poderiam ser concretizadas. Porém, a MP foi rejeitada pelo Senado e a Câmara dos Deputados terá de reavaliar as mudanças.

De antemão, Rodrigues afirmou que levará o projeto ao conhecimento da Associação Empresarial do Conselho de Oliveira de Azeméis (Aecoa), região com potencial de investimentos no setor logístico.

O presidente do Conselho Empresarial do Entre Douro e Vouga (CEDV), região próxima ao porto de Aveiros, Eduardo Oliveira Costa, também defendeu a regulamentação das estruturas de beneficiamento. Segundo ele, tudo que puder incrementar a logística de escoamento de cargas no Porto de Santos, estratégico nos planos portugueses, tem o apoio da classe empresarial. ‘‘Nosso trabalho é envolver os empresários da Baixada Santista e de Portugal para promover um sistema logístico que tenha benefícios comuns para os dois lados’’.

Internacionalização - O professor e consultor internacional Nelson Alonso, que participou do ciclo de palestras do seminário, destacou que as indústrias alfandegadas vão proporcionar a internacionalização das empresas da região. Segundo ele, esse segmento apresenta números irrisórios em comparação aos volumes exportados pelo Porto de Santos. ‘‘A internacionalização é viável. Com a possibilidade das indústrias alfandegadas e o aeroporto de Praia Grande (em desenvolvimento) será possível agregar valor às mercadorias e conquistar um espaço no mercado internacional’’.

O também consultor Eduardo Marostica sugeriu que os micro e pequenos empresários da região formem consórcios de exportação para ter mais competitividade no exterior. ‘‘A indústria alfandegada poderia reunir empresas de micro e pequeno porte e partir para o mercado. Hoje, somente 2% do que é exportado saem das micro e pequenas empresas, que representam 80% do total de empresas’’.

Fonte: A Tribuna - SP

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Combustíveis
Distribuidoras de combustíveis cobram avanço imediato do...
23/06/26
Energy Summit
Energy Summit 2026: Tecnologias da Embrapii fortalecem a...
22/06/26
Energy Summit
Biodiesel e combustíveis renováveis entram no centro da ...
22/06/26
Gás Natural
ANP prorroga consulta pública sobre cálculo do Método do...
22/06/26
Rio de Janeiro
Anuário do Petróleo no Rio, da Firjan, destaca que recor...
22/06/26
Biometano
Com mercado cinco vezes maior desde 2020, setor de biome...
22/06/26
Petrobras
Com investimento estimado de US$ 1,2 bilhão, Petrobras a...
22/06/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em recuperação e mostra sinais de ...
22/06/26
Inteligência Artificial
Impacto industrial: Executivo brasileiro integra novo co...
20/06/26
Indústria Naval
Ecovix assina contrato para a construção de quatro navio...
19/06/26
Exportações
Para ONIP tributação sobre exportações de petróleo compr...
18/06/26
Aviação
Fórum IBP SAF reúne setor privado e agentes públicos par...
18/06/26
Pré-Sal
Consórcio de Libra liderado pela Petrobras contrata Cepe...
18/06/26
Eólica Offshore
Com representante no Comitê Diretor da CEM, o WFO reforç...
18/06/26
Combustíveis
ANP realiza segunda parte de audiência pública sobre car...
18/06/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 187 mil barris por ...
18/06/26
ANP
ANP faz pesquisa para aprimorar sua Carta de Serviços
17/06/26
Resultado
Atlas Portuário do ES: portos capixabas movimentam 137,5...
17/06/26
Hidrogênio Verde
SENAI CIMATEC, HYTRON e PETROGAL BRASIL (JV Galp/Sinopec...
17/06/26
Apoio Offshore
Transporte aéreo no setor do petróleo cresce 21% em dois...
17/06/26
Pessoas
ENGIE Brasil nomeia Michele Schifino como diretora de Co...
16/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.