Infraestrutura

Preço de energia de curto prazo é o quinto mais alto desde 2001

Levantamento foi feito pelo engenheiro e consultor Humberto Viana Guimarães.

Valor Econômico
28/01/2014 09:48
Visualizações: 1089

 

Preço de energia de curto prazo é o quinto mais alto desde 2001
Com os seguidos recordes de demanda de energia no sistema e um regime de chuvas desfavorável, o preço de liquidação das diferenças (PLD) - o preço de energia de curto prazo - divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para esta semana, de R$ 486,59 por megawatt-hora (MWh), é o quinto maior desde a crise energética de 2001, que levou ao racionamento no país.
O levantamento foi feito pelo engenheiro e consultor Humberto Viana Guimarães. Segundo ele, em julho de 2001, ainda na época do Mercado Atacadista de Energia (MAE), o preço de curto prazo atingiu R$ 684 por MWh. Depois, os maiores valores foram observados em janeiro de 2008 (R$ 569,59, janeiro de 2013 (R$ 554,82) e fevereiro de 2008 (R$ 550,28.
Segundo Guimarães, o preço alto deve-se a vários fatores, como a queda do nível de armazenamento dos reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, em pleno período chuvoso, e o aumento do consumo de energia. Ele acredita que o recorde do PLD de 2001 pode ser quebrado, se a situação não mudar nas próximas semanas.
Outros especialistas também compartilham dessa visão e avaliam que o PLD pode superar R$ 500/MWh, ou até mesmo alcançar o teto regulatório (R$ 822,83/MWh, em fevereiro.
Segundo o executivo de uma comercializadora de energia que prefere não se identificar, se os preços se mantiverem altos, é possível que algumas indústrias eletrointensivas desliguem parte de suas linhas de produção para liquidar a energia excedente no mercado pelo preço alto. Ele, porém, não acredita em racionamento, devido ao parque térmico existente no país hoje, mais robusto do que aquele de 2001.
Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste marcam hoje 41,4% de armazenamento. No Nordeste, os lagos das usinas estão com 42,6% de acumulação, enquanto os do Sul registram 61,5% e os do Norte, 57,8%.
Diante do cenário crítico, o ONS está despachando 13,6 mil MW médios de termelétricas, incluindo usinas a óleo combustível. O volume equivale a quase um terço da produção total de energia elétrica do país hoje.
O acionamento das térmicas levanta outro problema: o custo de operação. O Valor apurou que o governo estuda não repetir o subsídio dado às distribuidoras em 2013, por meio de aportes do Tesouro Nacional na Conta de Desenvolvimento Energético.
Segundo uma fonte, se as distribuidoras tiverem que arcar com o custo das usinas térmicas, elas terão que utilizar recursos destinados a investimentos em qualidade do serviço. Se isso ocorrer, o resultado pode ser a piora dos indicadores de continuidade do serviço.
Apesar da situação delicada, o governo ainda não planeja ligar a térmica de Uruguaiana, de 600 MW, a gás, na fronteira com a Argentina. Para o governo, a operação da usina é complexa e cara. "A operação de Uruguaiana continua hibernando. A empresa ressalta que mantém conversas constantes com o CMSE [Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico]", afirmou a AES Brasil, dona da termelétrica, em nota.

Com os seguidos recordes de demanda de energia no sistema e um regime de chuvas desfavorável, o preço de liquidação das diferenças (PLD) - o preço de energia de curto prazo - divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para esta semana, de R$ 486,59 por megawatt-hora (MWh), é o quinto maior desde a crise energética de 2001, que levou ao racionamento no país.

O levantamento foi feito pelo engenheiro e consultor Humberto Viana Guimarães. Segundo ele, em julho de 2001, ainda na época do Mercado Atacadista de Energia (MAE), o preço de curto prazo atingiu R$ 684 por MWh. Depois, os maiores valores foram observados em janeiro de 2008 (R$ 569,59, janeiro de 2013 (R$ 554,82) e fevereiro de 2008 (R$ 550,28.

Segundo Guimarães, o preço alto deve-se a vários fatores, como a queda do nível de armazenamento dos reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, em pleno período chuvoso, e o aumento do consumo de energia. Ele acredita que o recorde do PLD de 2001 pode ser quebrado, se a situação não mudar nas próximas semanas.

Outros especialistas também compartilham dessa visão e avaliam que o PLD pode superar R$ 500/MWh, ou até mesmo alcançar o teto regulatório (R$ 822,83/MWh, em fevereiro.

Segundo o executivo de uma comercializadora de energia que prefere não se identificar, se os preços se mantiverem altos, é possível que algumas indústrias eletrointensivas desliguem parte de suas linhas de produção para liquidar a energia excedente no mercado pelo preço alto. Ele, porém, não acredita em racionamento, devido ao parque térmico existente no país hoje, mais robusto do que aquele de 2001.

Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste marcam hoje 41,4% de armazenamento. No Nordeste, os lagos das usinas estão com 42,6% de acumulação, enquanto os do Sul registram 61,5% e os do Norte, 57,8%.

Diante do cenário crítico, o ONS está despachando 13,6 mil MW médios de termelétricas, incluindo usinas a óleo combustível. O volume equivale a quase um terço da produção total de energia elétrica do país hoje.

O acionamento das térmicas levanta outro problema: o custo de operação. O Valor apurou que o governo estuda não repetir o subsídio dado às distribuidoras em 2013, por meio de aportes do Tesouro Nacional na Conta de Desenvolvimento Energético.

Segundo uma fonte, se as distribuidoras tiverem que arcar com o custo das usinas térmicas, elas terão que utilizar recursos destinados a investimentos em qualidade do serviço. Se isso ocorrer, o resultado pode ser a piora dos indicadores de continuidade do serviço.

Apesar da situação delicada, o governo ainda não planeja ligar a térmica de Uruguaiana, de 600 MW, a gás, na fronteira com a Argentina. Para o governo, a operação da usina é complexa e cara. "A operação de Uruguaiana continua hibernando. A empresa ressalta que mantém conversas constantes com o CMSE [Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico]", afirmou a AES Brasil, dona da termelétrica, em nota.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
SOG 2026
AZ-TECH apresenta soluções de engenharia industrial no S...
30/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 começa com foco em investimentos,...
30/07/26
SOG 2026
Diretora da Petrobras abre o Sergipe Oil & Gas com anál...
30/07/26
Firjan
Agrega + Indústria reúne entidades, empresas e governo p...
29/07/26
SOG 2026
ABPIP leva ao Sergipe Oil & Gas debate sobre o fortaleci...
28/07/26
GLP
Copa Energia reúne setor de GLP em ação nacional voltada...
27/07/26
Biodiesel
Volatilidade do petróleo reforça importância estratégica...
27/07/26
Fenasucro
ApexBrasil traz investidores internacionais de SAF e e-S...
27/07/26
Energia Elétrica
ENGIE contrata WEG para fornecimento de equipamentos da ...
27/07/26
Combustíveis
Etanol amplia perdas e encerra a semana pressionado
27/07/26
ANP
ANP aprova relatório de estudo sobre controle de queima ...
24/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 impulsiona inovação e investiment...
24/07/26
Gás Natural
ANP aprova participação no Pacto Nacional para o Desenvo...
24/07/26
Combustíveis
ANP aprova Avaliação de Resultado Regulatório sobre ativ...
24/07/26
Evento
BR Aviation apresenta seu portfólio de soluções personal...
23/07/26
Royalties
Royalties: valores referentes à produção de maio foram d...
23/07/26
Combustíveis
Setor de combustíveis e lubrificantes registra queda 1,8...
22/07/26
Gestão
Constellation alcança paridade de gênero pela segunda ve...
21/07/26
IBP
Estudos apontam redundância do imposto de exportação e e...
21/07/26
Combustíveis
Queda do diesel puxa recuo dos combustíveis em julho e e...
21/07/26
PPSA
7º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Atapu e de B...
20/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.