Combustíveis

Preços dos combustíveis sobem em janeiro, com etanol liderando alta de 2,6%, aponta levantamento Veloe

Apesar da alta, etanol ainda é opção mais favorável em muitos estados, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste.

Redação TN Petróleo/Assessoria Valoe
05/02/2025 07:10
Preços dos combustíveis sobem em janeiro, com etanol liderando alta de 2,6%, aponta levantamento Veloe Imagem: Divulgação Visualizações: 2265

Todos os combustíveis sofreram aumento de preço em janeiro de 2025, com destaque para o etanol, que teve a maior alta de 2,6%, aponta o Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, desenvolvido em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

De acordo com os resultados do levantamento, os preços dos combustíveis em janeiro de 2025 foram os seguintes: o litro da gasolina comum custou, em média, R$ 6,252; a gasolina aditivada, R$ 6,398/litro; o etanol hidratado, R$ 4,270/litro; o GNV, R$ 4,773/litro; o diesel comum, R$ 6,202/litro; e o diesel S-10, R$ 6,249/litro. Na apuração dos números, são empregados e combinados dados transacionais da Veloe, informações de coletas realizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além de resultados do Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC-Fipe) para gasolina comum, etanol hidratado e GNV na capital paulista

Na comparação com as médias em dezembro/2024, todos os seis combustíveis monitoradas ficaram mais caros para os consumidores brasileiros, com destaque para o etanol (2,6%). Na sequência, figuraram a gasolina comum e o diesel comum, ambos com alta de 0,6%. O preço do diesel S-10, por sua vez, subiu 0,5%, enquanto o valor do litro da gasolina aditivada aumentou 0,4% e o GNV teve um reajuste de 0,3%.

No acumulado de 12 meses, o etanol hidratado também foi o combustível com a maior variação de preço, com alta de 22,1%, sendo seguido pela gasolina comum, com aumento de 10,3%, e a gasolina aditivada, com +10,2%. No caso do diesel comum e diesel S-10, os incrementos foram mais moderados (+4,1% e +3,8%, respectivamente). O preço médio do GNV, por outro lado, apresentou apenas uma discreta variação entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025 (+0,9%).

O levantamento também destacou as expressivas diferenças regionais nos preços dos combustíveis, em parte explicadas por questões logísticas. Consumidores que abasteceram em estados e capitais do Norte e Nordeste, em geral, pagaram mais para abastecer com gasolina comum e do etanol. Em contraste, nas regiões Sul e Sudeste, os brasileiros encontravam os menores valores por litro pela gasolina comum; e em estados do Sudeste e Centro-Oeste, o menor custo pelo etanol.

No gráfico a seguir, é possível notar o contraste entre os preços dos combustíveis encontrados em São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e os identificados no Acre, Roraima, Rondônia e Amazonas. Por outro lado, alguns estados do Sudeste e Centro-Oeste (como Mato Grosso, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo e Goiás) também se destacaram pelas maiores elevações de preço nos últimos 12 meses, conforme se nota no gráfico seguinte.

Indicador de Custo-Benefício Flex
O Indicador de Custo-Benefício Flex compara o preço médio do etanol com o da gasolina comum, levando em consideração o rendimento de cada combustível. Em janeiro de 2025, o preço médio nacional do etanol correspondeu a 71,4% do valor médio da gasolina comum, resultado que representou uma discreta vantagem em favor do abastecimento com a opção de origem fóssil. Embora o encarecimento do etanol tenha contribuído em favor do custo-benefício da gasolina nos últimos meses, a economia com a escolha entre um ou outro combustível ainda é bastante discreta para o consumidor.

Por outro lado, as diferenças regionais de preço podem justificar uma economia relevante com a escolhe entre as alternativas para veículos equipados com tecnologia flex fuel: em estados como o Rio Grande do Sul e o Maranhão, por exemplo, a gasolina mostrou-se bem mais vantajosa, com a relação de custo-benefício favorecendo o abastecimento com esse combustível. Já em estados como Mato Grosso, São Paulo e Goiás, a opção pelo etanol ainda se mostra mais vantajosa.

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