Porto de Santos

Prejuízos com protesto chegam a US$ 5 milhões

O protesto dos trabalhadores avulsos (TPAs) em Santos causou um prejuízo de pelo menos US$ 5 milhões ao setor de navegação. O valor é referente ao custo fixo de um navio inoperante na barra (região da costa fora da Baía de Santos) ou atracado no

A Tribuna
01/06/2012 13:08
Visualizações: 945
O protesto dos trabalhadores avulsos (TPAs) do Porto de Santos causou um prejuízo de pelo menos US$ 5 milhões ao setor de navegação. O valor é referente ao custo fixo de um navio inoperante na barra (região da costa fora da Baía de Santos) ou atracado no complexo. O cálculo das perdas dos últimos três dias de paralisação foi feito pelo Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar).

A manifestação dos TPAs é uma reação à exigência do Ministério Público do Trabalho, para que fizessem um intervalo de 11 horas entre cada jornada de trabalho.

Na terça-feira (29), quando os trabalhadores cruzaram os braços pela primeira vez, 21 embarcações deixaram de movimentar cargas. Na quarta (30), foram 17 navios. Na quinta (31), as operações voltaram ao normal. Ficaram sem operar apenas os cargueiros prejudicados pela chuva, como os que movimentam açúcar.

No entanto, foi necessária a utilização novamente de mão de obra própria no período da tarde de ontem, afirmou o presidente do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), Querginaldo Camargo. Segundo ele, apenas pela manhã o trabalho foi realizado por avulsos do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo), já que houve maior engajamento desses profissionais.

Segundo o Ogmo, na escala das 7 horas, das 586 solicitações feitas, 301 foram atendidas. Já à tarde, às 13 horas, foram feitas 588 requisições, sendo 196 atendidas.

Nos primeiros dois dias de greve, os terminais da Santos Brasil, da Libra e do Tecondi já haviam utilizado mão de obra própria como um plano B para driblar o protesto. A estratégia teve como base uma brecha na Lei 8.630.

A medida foi aplicada emergencialmente, já que os avulsos não estavam atendendo as requisições das instalações. O cenário começou a melhorar na quinta, devido à liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. O documento determinou que 70% dos avulsos mantivessem as operações nos navios.


Prejuízos

O prejuízo do setor de navegação com o protesto dos TPAs ultrapassa os US$ 5 milhões, se forem contabilizadas as perdas indiretas, mencionou o diretor-executivo do Sindamar, José Roque. Uma delas é o maior gasto de combustível, que pode triplicar para que o navio possa navegar mais rápido e não perder o agendamento de atracação no próximo porto, após deixar Santos com atraso.

Custos maiores com armazenagem, dificuldade para cumprir prazos contratuais, gerando multas, e mudança de rota dos navios, com fuga de cargas, foram outros problemas destacados por Roque, devido à paralisação dos trabalhadores.

Alguns cargueiros não têm nem mesmo a chance de seguir para outros complexos. “Com a dragagem, Santos está recebendo navios com maior capacidade e volume maior de carga, que acabam não podendo ir para outros portos (ainda sem estrutura). Aqueles que, depois de Santos, vão seguir para Argentina e Uruguai também são obrigados a permanecer aqui, pois precisam descarregar para abrir espaço no navio”.

O desgaste na imagem do Porto também foi enfatizado por Roque. Isso porque o nível de segurança do complexo precisou ser elevado a 2, de acordo com as normas do ISPS Code, o código internacional antiterror. A medida foi adotada devido à possibilidade de reação dos TPAs, diante das determinações do Ministério Público do Trabalho, e a ocorrência de incidentes nas instalações portuárias. O nível 2 indica situação alta de ameaça.

“Nesse caso, são necessárias medidas adicionais de proteção. As seguradoras pedem reforço e pode haver aumento no frete”, explicou o diretor, lembrando que a elevação no nível teve início na último terça-feira e deve terminar nesta sexta (1º).
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Pessoas
Novo diretor do COPPEAD assume com desafio de ir além da...
21/08/26
Gás Natural
Firjan comemora adesão do Rio ao Pacto Nacional para o D...
21/08/26
Biodiesel
ANP fará consulta e audiência públicas sobre monitoramen...
21/08/26
Navalshore
BioRen apresenta tecnologia pioneira no combate às bioin...
21/08/26
Pré-Sal
Com 180 mil bpd, FPSO Alexandre de Gusmão atinge topo de...
21/08/26
Parceria
Petrobras e Marinha do Brasil assinam protocolo de inten...
21/08/26
Navalshore
Panorama Naval do Rio de Janeiro 2026, da Firjan, aponta...
20/08/26
Eficiência Energética
Shell Eco-marathon Brasil celebra dez anos com avanços e...
20/08/26
Combustíveis
Preços dos Combustíveis mantêm trajetória de queda em ag...
20/08/26
Pessoas
Bruno Monte assume comando da CPFL Renováveis
20/08/26
Bahia
Petrobras, PetroReconcavo, Brava Energia e Origem Energi...
20/08/26
Margem Equatorial
Após descoberta de petróleo, Governo do Amapá avança na ...
20/08/26
Descarbonização
ABPIP e ANP debatem novas regras de descarbonização do m...
19/08/26
Navalshore
Sotreq leva a Navalshore 2026 soluções em peças, motores...
19/08/26
Diesel
Vibra lança o Supera Plus, o único diesel premium desenv...
19/08/26
Termelétrica
Eneva e GE Vernova iniciam operações na usina Azulão
19/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana encerra 32ª edição com movimentação...
19/08/26
Navalshore
ABEEMAR e ApexBrasil lançam na Navalshore projeto para a...
18/08/26
Firjan
Panorama Naval no Rio de Janeiro destaca novo ciclo de o...
18/08/26
Gás Natural
Decisão judicial de São Paulo sobre taxa de fiscalização...
18/08/26
Navalshore
Firjan SENAI apresenta o Rede de Oportunidades para Forn...
17/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25