Indústria

Produção de aço tem queda de 9%

A Notícia, de Flori
20/10/2005 00:00
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 Brasil vai perder posição no ranking mundial

A produção de aço bruto do País encolheu 9% no terceiro trimestre, ante o mesmo período do ano anterior, e as vendas internas se retraíram em 19%. O desempenho de produção no período foi o pior desde o primeiro trimestre de 2003. Segundo o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), a produção de 2005 ficará 4,5% abaixo da registrada no ano passado. Além disso, o País deverá perder a oitava colocação no ranking global para a Índia.

Segundo o presidente do IBS, Luiz André Rico Vicente, a desaceleração econômica afetou as vendas do setor. "Com o mercado mais fraco, as empresas anteciparam paradas programadas de manutenção. A política cambial prejudica, tira a competitividade no setor externo, os juros fortes freiam o consumo e o governo está com forte contingenciamento, o que adia obras", argumenta.

Comparado ao trimestre anterior, a produção do terceiro trimestre recuou 3,4%. Para o economista do Ipea Estêvão Kopschitz, confirmam o enfraquecimento da produção industrial no terceiro trimestre.

O Ipea estima queda de 1,6% na produção industrial de setembro, ante 2004. Na siderurgia, o recuo foi de 7,5% em setembro.

Política Monetária - Vicente disse que "a política monetária de juros crescentes" prejudicou o consumo. O recuo de vendas foi influenciado pela redução de estoques que estavam elevados e à uma queda de atividade de vários setores consumidores de aço. Para o IBS, a base de comparação ano passado é alta.

De janeiro a setembro, a produção de aço bruto somou 23,656 milhões de toneladas, 4,1% abaixo do ano passado. Em 2005, a produção deverá fechar em 31,4 milhões de toneladas - quase o mesmo nível de 2003 (31,1 milhões) e abaixo dos 32,9 milhões de toneladas de 2004. As vendas internas, que acumulam queda de 8,5% até agosto, deverão fechar 2005 com recuo de 3,8%. Pelas projeções para 2005, exportações caem 0,6% e importações crescem 9,3%. Apesar do quadro geral, o IBS acredita que haverá recuperação da demanda no último trimestre do ano e explica que, tradicionalmente, há mais projetos em anos eleitorais.

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