Bacia de Santos

Produção em Atlanta deve dobrar receita da Queiroz Galvão

Operação deve iniciar entre o fim de 2015 e o início de 2016.

Valor Econômico
25/09/2014 09:35
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A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) prevê mais que dobrar sua receita quando o campo de Atlanta, na Bacia de Santos, entrar em operação, entre o fim de 2015 e o início de 2016. A expectativa da companhia se deve ao fato de a produção atual da empresa ser basicamente de gás natural, no campo de Manati, na Bacia de Camamu-Almada (BA). Já Atlanta produzirá principalmente petróleo, que gera retorno maior ao projeto.
“Hoje produzimos 17 mil a 18 mil barris de óleo equivalente (BOE) por dia. Mas isso [a produção] é gás [natural], que é completamente diferente. A diferença, financeiramente, é muito grande”, afirmou o diretor de Produção da QGEP, Danilo Oliveira. No primeiro semestre, a produção média em Manati, no qual a QGEP detém 45%, foi de 6 milhões de metros cúbicos diários de gás. Os demais sócios são Petrobras (operadora com 35%), Brasoil (10%) e Geopark (10%).
Para extrair o óleo de Atlanta da forma mais rentável possível, o consórcio dono do campo trabalha hoje com a possibilidade de instalar uma plataforma flutuante de produção e armazenamento de óleo e gás (FPSO, na sigla em inglês) com capacidade para de 80 mil barris diários. Com isso, a QGEP (operadora, com 30% de participação) teria direito a 24 mil barris diários. Os outros sócios são Óleo e Gás Participações (OGPar, antiga OGX, com 40%) e Barra Energia (30%).
De acordo com a Queiroz Galvão, o processo de contratação da FPSO de Atlanta está na segunda fase. Na primeira, a companhia recebeu propostas com especificações técnicas. Na etapa atual, a petroleira está recebendo as propostas orçamentárias. A licitação deve ser concluída até o fim do ano.
Devido ao potencial de rentabilidade, a trata Atlanta como um projeto especial. O campo também é considerado um marco pela petroleira devido à complexidade tecnológica exigida para a extração de petróleo no local.
Por se tratar de um reservatório de óleo pesado, de 14 graus API, muito viscoso e localizado em águas ultra-profundas, Atlanta exige um conjunto de inovações tecnológicas para viabilizar sua produção. “Estamos abrindo uma nova fronteira para o desenvolvimento desse e diversos outros campos. É uma realidade. É possível produzir economicamente [em Atlanta] alavancando bom resultado para a empresa”, afirmou Oliveira.
O primeiro passo foi a perfuração de um poço horizontal, que amplia o acesso ao reservatório e aumenta a vazão do óleo produzido. Para atingir a angulação ideal, foi necessário utilizar um fluido de perfuração inédito, mais pesado. Segundo a empresa, pela primeira vez no Brasil, a perfuração usou uma técnica específica, chamada de “pump & dump” para alcançar a inclinação desejada nos estudos.
Para tirar o óleo em uma vazão considerada econômica no poço, de 12 mil barris diários, foi necessária a adoção de um método de elevação artificial. A opção escolhida foi a instalação de uma bomba centrífuga submersa (BCS).
“Um dos maiores desafios é a garantia de escoamento. Precisamos garantir que o óleo chegue íntegro ao FPSO. Ele [o óleo de Atlanta] é muito viscoso. Ele não pode esfriar”, afirmou Paulo Rocha, gerente de reservatório da Queiroz Galvão Exploração e Produção. Segundo ele, a temperatura no fundo do mar é de 4º a 5º C.
O investimento no sistema antecipado de produção de Atlanta, com dois poços produtores, foi estimado em cerca de US$ 450 milhões. “Logo que tenhamos o FPSO definido e contratado, faremos uma nova divulgação ao mercado já com o capex [investimento] atualizado e a previsão para o restante do projeto. São mais dez poços a serem perfurados”, afirmou o diretor.
A Queiroz Galvão Exploração e Produção entrou em Atlanta, em 2011, quando adquiriu a participação da Shell no bloco BS-4. Na ocasião, a área estava prestes a ser devolvida à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), porque os investidores estavam reticentes com relação à comercialidade do óleo encontrado na região.
“Estamos mostrando para a indústria que o óleo está lá e pode ser produzido”, disse o gerente de Perfuração da empresa, Jacques Salies. De acordo com relatório da certificadora Gaffney, Cline & Associates, emitido em 30 de abril, Atlanta possui reservas provadas (1P) de 147 milhões de barris de petróleo e 56 milhões de metros cúbicos de gás natural. O volume de reservas possíveis (3P) do campo é de 269 milhões de barris de petróleo e 311 milhões de metros cúbicos de gás.

A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) prevê mais que dobrar sua receita quando o campo de Atlanta, na Bacia de Santos, entrar em operação, entre o fim de 2015 e o início de 2016.

A expectativa da companhia se deve ao fato de a produção atual da empresa ser basicamente de gás natural, no campo de Manati, na Bacia de Camamu-Almada (BA).

Já Atlanta produzirá principalmente petróleo, que gera retorno maior ao projeto.

“Hoje produzimos 17 mil a 18 mil barris de óleo equivalente (BOE) por dia. Mas isso [a produção] é gás [natural], que é completamente diferente. A diferença, financeiramente, é muito grande”, afirmou o diretor de Produção da QGEP, Danilo Oliveira.

No primeiro semestre, a produção média em Manati, no qual a QGEP detém 45%, foi de 6 milhões de metros cúbicos diários de gás.

Os demais sócios são Petrobras (operadora com 35%), Brasoil (10%) e Geopark (10%).

Para extrair o óleo de Atlanta da forma mais rentável possível, o consórcio dono do campo trabalha hoje com a possibilidade de instalar uma plataforma flutuante de produção e armazenamento de óleo e gás (FPSO, na sigla em inglês) com capacidade para de 80 mil barris diários.

Com isso, a QGEP (operadora, com 30% de participação) teria direito a 24 mil barris diários.

Os outros sócios são Óleo e Gás Participações (OGPar, antiga OGX, com 40%) e Barra Energia (30%).

De acordo com a Queiroz Galvão, o processo de contratação da FPSO de Atlanta está na segunda fase.

Na primeira, a companhia recebeu propostas com especificações técnicas. Na etapa atual, a petroleira está recebendo as propostas orçamentárias. A licitação deve ser concluída até o fim do ano.

Devido ao potencial de rentabilidade, a trata Atlanta como um projeto especial. O campo também é considerado um marco pela petroleira devido à complexidade tecnológica exigida para a extração de petróleo no local.

Por se tratar de um reservatório de óleo pesado, de 14 graus API, muito viscoso e localizado em águas ultra-profundas, Atlanta exige um conjunto de inovações tecnológicas para viabilizar sua produção. “Estamos abrindo uma nova fronteira para o desenvolvimento desse e diversos outros campos. É uma realidade. É possível produzir economicamente [em Atlanta] alavancando bom resultado para a empresa”, afirmou Oliveira.

O primeiro passo foi a perfuração de um poço horizontal, que amplia o acesso ao reservatório e aumenta a vazão do óleo produzido. Para atingir a angulação ideal, foi necessário utilizar um fluido de perfuração inédito, mais pesado.

Segundo a empresa, pela primeira vez no Brasil, a perfuração usou uma técnica específica, chamada de “pump & dump” para alcançar a inclinação desejada nos estudos.

Para tirar o óleo em uma vazão considerada econômica no poço, de 12 mil barris diários, foi necessária a adoção de um método de elevação artificial. A opção escolhida foi a instalação de uma bomba centrífuga submersa (BCS).

“Um dos maiores desafios é a garantia de escoamento. Precisamos garantir que o óleo chegue íntegro ao FPSO. Ele [o óleo de Atlanta] é muito viscoso. Ele não pode esfriar”, afirmou Paulo Rocha, gerente de reservatório da Queiroz Galvão Exploração e Produção. Segundo ele, a temperatura no fundo do mar é de 4º a 5º C.

O investimento no sistema antecipado de produção de Atlanta, com dois poços produtores, foi estimado em cerca de US$ 450 milhões. “Logo que tenhamos o FPSO definido e contratado, faremos uma nova divulgação ao mercado já com o capex [investimento] atualizado e a previsão para o restante do projeto. São mais dez poços a serem perfurados”, afirmou o diretor.

A Queiroz Galvão Exploração e Produção entrou em Atlanta, em 2011, quando adquiriu a participação da Shell no bloco BS-4. Na ocasião, a área estava prestes a ser devolvida à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), porque os investidores estavam reticentes com relação à comercialidade do óleo encontrado na região.

“Estamos mostrando para a indústria que o óleo está lá e pode ser produzido”, disse o gerente de Perfuração da empresa, Jacques Salies. De acordo com relatório da certificadora Gaffney, Cline & Associates, emitido em 30 de abril, Atlanta possui reservas provadas (1P) de 147 milhões de barris de petróleo e 56 milhões de metros cúbicos de gás natural.

O volume de reservas possíveis (3P) do campo é de 269 milhões de barris de petróleo e 311 milhões de metros cúbicos de gás.

 

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