Portos

Programa de arrendamentos portuários terá nova etapa, diz Silveira

O ministro-chefe da Secretaria de Portos (SEP), Antonio Henrique Silveira, disse hoje, no Senado Federal, que o Programa de Arrendamentos Portuários terá uma segunda etapa. Segundo o ministro, durante as audiências públicas do programa estão surgindo ideias n&atilde

SEP
13/11/2013 10:31
Visualizações: 940
O ministro-chefe da Secretaria de Portos (SEP), Antonio Henrique Silveira, disse hoje, no Senado Federal, que o Programa de Arrendamentos Portuários terá uma segunda etapa. “Nós demos um primeiro passo que abrange uma quantidade expressiva de portos. Mas não significa que vamos parar.” Segundo o ministro, durante as audiências públicas do programa estão surgindo ideias não contempladas nos quatro primeiros blocos - que envolvem 159 áreas passíveis de serem licitadas. Estas propostas, afirmou, serão desenvolvidas numa próxima fase.

Silveira apresentou aos senadores um resumo das ações desenvolvidas pela SEP em atendimento à Lei 12.815/2013, a Lei dos Portos. Ele lembrou que o novo marco deve modificar o atual cenário de estagnação dos portos organizados. “É importante soltar as amarras e trazer novos investimentos para aumentar a movimentação portuária e reduzir o custo Brasil”.

Durante a audiência pública realizada na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização, Silveira destacou três pontos que considera os principais avanços do novo marco regulatório do setor portuário: a reordenação das atribuições dos órgãos de planejamento, regulação e gestão dos portos; o fim da distinção entre carga própria e de terceiros nos Terminais de Uso Privado (TUP); e alternativas ao mecanismo de outorga nas licitações dos arrendamentos portuários.

Na avaliação do ministro, repassar a gestão dos portos para as Companhias Docas, por exemplo, conforme determina a nova legislação, implica na melhoria da interação com a comunidade, pois torna possível a realização de acordos das Autoridades Portuárias com as prefeituras, visando minimizar os impactos da atividade portuária nas cidades.

 Já as ações de planejamento e de regulação, incluindo os processos de concessão de áreas portuárias ao setor privado, ficaram sob de responsabilidade da SEP e da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (ANTAQ).

 No que se refere à terceirização de cargas nos TUPs, Silveira acredita que essa possibilidade gera  choque de oferta e aumenta a competição. “Isso promove um bem estar geral. Em determinadas situações, o terminal é o fim da cadeia produtiva”, observou.

A possibilidade de uso de outros mecanismos, que não outorga, nas licitações das áreas passíveis de arrendamento, na opinião do ministro, pode reduzir os custos portuários, o que beneficiará os portos com grande volume de movimentação de cargas, como Santos e Paranaguá.

 Questionado pelo senador Sergio Souza (PMDB-PR) sobre as dificuldades de colocar em prática a nova Lei de Portos, o Antonio Henrique, citou que além da implantação propriamente dita, o grande desafio é retomar a comunicação com toda a cadeia produtiva.

“Temos que ouvir cada segmento, pois houve um período de brechas, o que levou ao desenvolvimento de interesses conflituosos e judicializações, como o caso de alguns contêineres que se estabeleceram como terminais de uso privativo”, comentou.

O ministro disse ainda que, após pouco mais de um mês à frente da SEP, tem procurado trabalhar para promover um diálogo intenso com o setor, sempre atento aos aspectos legais.

Ele citou os estudos elaborados pela Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP) para as concessões de portos e arrendamentos de terminais portuários.

Todo o trabalho da EBP, disse o ministro, é submetido ao escrutínio público, “Não temos nos furtado a discutir e entender as insatisfações da comunidade portuária para construir uma proposta de concessão bem elaborada e atingir o objetivo final de reduzir os custos portuários, aumentar a eficiência e a competitividade dos portos”.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Resultado
Com um aumento de 11% na produção total de petróleo e gá...
06/03/26
FEPE
EMPREENDER DEMANDA RELAÇÕES DE CONFIANÇA - Entrevista co...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
IBP amplia agenda de equidade de gênero com segundo cicl...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Repsol Sinopec Brasil tem 38% de mulheres na liderança e...
06/03/26
Indústria Naval
SPE Águas Azuis realiza entrega da Fragata "Tamandaré" -...
06/03/26
Economia
Indústria volta a crescer em janeiro, mas Firjan alerta ...
06/03/26
Transpetro
Lucro líquido é 22% superior a 2024 e reflete novo momen...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Presença feminina cresce em cargos de liderança no setor...
06/03/26
Acordo
Firjan considera avanço significativo a aprovação do Aco...
06/03/26
Espírito Santo
Private Engenharia e Soluções debate segurança operacion...
06/03/26
Transição Energética
Braskem avança na jornada de transição energética com in...
05/03/26
Dia Internacional da Mulher
O mar é delas: a luta feminina por protagonismo no set...
05/03/26
Energia Solar
GoodWe e RB Solar anunciam parceria estratégica para ace...
05/03/26
Gás Natural
PetroReconcavo realiza primeira importação de gás bolivi...
04/03/26
iBEM26
Inovação, ESG e Sustentabilidade
04/03/26
Pré-Sal
PPSA realiza segunda etapa do 5º Leilão Spot da União do...
04/03/26
Apoio Offshore
OceanPact e CBO anunciam combinação de negócios
04/03/26
Dia Internacional da Mulher
Em indústria dominada por homens, Foresea avança e ating...
04/03/26
Biometano
Revisão de regras de especificação e controle da qualida...
04/03/26
FEPE
INOVAR É SEMPRE PRECISO - Entrevista com Orlando Ribeir...
04/03/26
Etanol
Nos 50 anos de ORPLANA, Cana Summit debate o futuro da p...
04/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.