Negócios

Projeto de empresa é duplicar movimento da Tietê-Paraná

Um dos maiores projetos da iniciativa privada para uso de hidrovias no Brasil nos últimos anos pode ter o início de suas operações limitado pela falta de infraestrutura da Tietê-Paraná. O plano da Logum Logística, que tem entre seus sócios a Pet

Valor Econômico
13/01/2012 08:47
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Um dos maiores projetos da iniciativa privada para uso de hidrovias no Brasil nos últimos anos pode ter o início de suas operações limitado pela falta de infraestrutura da Tietê-Paraná. O plano da Logum Logística, que tem entre seus sócios a Petrobras, é duplicar a movimentação de cargas pelo trecho com o transporte de etanol por embarcações. "Hoje, dá para navegar, mas de forma lenta e limitada. Dada a quantidade de eclusas [construção para subir e descer embarcações em desnível de leito] e de travessias de pontes, são necessárias melhorias para tornar essa opção competitiva", resume o presidente da Logum, Alberto Guimarães.
 
O sistema de transporte de etanol do Centro-Oeste para o Sudeste feito pela empresa custará R$ 7 bilhões e, além da hidrovia, usará uma extensa rede de dutos que percorrerá quatro Estados. Embora o projeto só deva estar 100% concluído em 2016, o cronograma prevê que as primeiras embarcações sejam entregues já neste ano. A fabricação foi contratada pela Transpetro (braço logístico da Petrobras), que encomendou 20 comboios de navegação ao preço total de US$ 239,1 milhões (cerca de R$ 430 milhões). Cada comboio é composto por quatro barcaças (que levam as cargas) e um empurrador (barco a motor que movimenta as barcaças), com capacidade para carregar 7,6 milhões de litros de etanol. Pela hidrovia, o volume anual transportado deverá chegar a 4 bilhões de litros, segundo a Transpetro.
 
A encomenda praticamente dobrará o número de barcaças em operação na hidrovia - hoje, os três operadores do trecho operam 21 comboios.
 
Por meio das embarcações, o etanol recolhido das regiões produtoras seguirá até o terminal de Anhembi, em São Paulo. De lá, o combustível será bombeado por duto até a Refinaria de Paulínia, também no interior paulista, de onde sairá para abastecer tanto o mercado interno como o externo. Terminais marítimos nos litorais de São Paulo e Rio de Janeiro receberão o produto e o destinarão à exportação.
 
O responsável pela fabricação das embarcações é o Estaleiro Rio Tietê, controlado por Rio Maguari, e Estre Petróleo, da Estre Ambiental, cujo grupo de sócios é liderado pelo empresário Wilson Quintella. O estaleiro ainda está em construção no município de Araçatuba, ao custo aproximado de R$ 50 milhões - a previsão para o término das obras é março deste ano. Segundo Rodrigo Andrade, diretor do Estaleiro Rio Tietê, a entrega das barcaças e empurradores começa a ser feita em agosto e vai até julho de 2015.
 
Terminada a produção para a Transpetro, o estaleiro ficará liberado para atender novos pedidos. "Depois dessas encomendas, pode haver demanda por produção de barcaças e empurradores vinda de outros operadores da região", diz Andrade. Segundo ele, há expectativa por parte dos sócios do estaleiro que, após, 2015, haja crescimento na demanda por embarcações na hidrovia.
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