Coronavírus

Roberto Castello Branco, da Petrobras garantiu que empresa não fará demissões em massa

Redação/Agência Brasil
17/04/2020 16:43
Visualizações: 1436

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou hoje (17) que a estatal não planeja fazer demissões em massa em meio à crise do coronavírus, que afetou a demanda e os preços no setor de petróleo. O executivo e diretores da estatal concederam entrevista coletiva por videoconferência no início da tarde de hoje (17) para comentar as medidas tomadas durante a pandemia de coronavírus.

"A Petrobras não está demitindo, não tem planos de fazer demissões em massa e isso nunca esteve sob consideração", disse Castello Branco. "Quanto aos terceirizados, eles não são empregados da Petrobras. Eles não têm contrato [com a Petrobras]. São das empresas fornecedoras de mão de obra, então essa pergunta tem que ser endereçada a essas empresas, e não à Petrobras".

A estatal informou que tem 160 casos confirmados de coronavírus, sendo metade deles de empregados e a outra metade de trabalhadores terceirizados. Duas plataformas afretadas estão com a produção parada neste momento devido ao vírus: a FPSO Cidade de Santos, que deve retomar a produção no fim de semana, e a FPSO Capixaba, que ainda deve ficar parada por cerca de 10 dias.

O diretor executivo de relacionamento institucional, Roberto Ardenghy, afirmou que a empresa aplica protocolos rígidos discutidos com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e as autoridades, e está estudando a possibilidade de realizar testes de coronavírus em trabalhadores próprios e terceirizados antes do embarque offshore.

"Estamos discutindo com a Anvisa e já estamos conversando com os fornecedores de testes para saber de que maneiras podemos começar a testar, caso seja a recomendação das autoridades sanitárias", disse o diretor. Ele afirmou que a empresa já realiza anamnese e checagem de temperatura antes do embarque para as plataformas.

Imposto sobre importação

O presidente da Petrobras alertou, durante a coletiva, que um aumento no imposto sobre a importação da gasolina poderia tornar o combustível mais caro e prejudicar a oferta de gás de cozinha, já que a produção dos dois combustíveis nas refinarias é interligada. Segundo Castello Branco, esse é um pedido de produtores de etanol, que desejam aumentar a competitividade do álcool frente à gasolina.

O executivo argumentou que tornar a gasolina menos competitiva em um cenário em que a demanda pelo combustível já é baixa pode obrigar as refinarias a reduzirem a produção do combustível, o que consequentemente levaria a uma redução da produção do gás de cozinha.

"Isso nos levará à necessidade de importar mais GLP [gás de cozinha] para abastecer o mercado, e como existe uma capacidade limitada de internação de GLP importado, isso significaria um risco de desabastecimento no mercado brasileiro".

A diretora de refino e gás natural, Anelise Lara, acrescentou que um aumento na Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) que incide sobre a gasolina poderia ter o mesmo impacto, prejudicando a oferta de gás de cozinha como consequência. "Acarreta desorganização na cadeia", avaliou.

O diretor de Exploração e Produção, Carlos Alberto Pereira de Oliveira, disse aos jornalistas que o corte de 200 mil barris na produção diária que foi implementado em meio à crise está "dentro da ordem de grandeza" do cenário atual. "Vamos fazer uma administração dia a dia em torno desse valor. E obviamente vai depender da evolução do cenário em relação à demanda mundial de petróleo."

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gás Natural
Naturgy, Agenersa e Governo do Estado assinam acordo sob...
02/10/26
Margem Equatorial
Nova descoberta de petróleo em águas ultra profundas na ...
02/10/26
Biometano
Corredor Verde com 100 caminhões a biometano e pontos de...
02/10/26
Gasodutos
Acesso de terceiros a gasodutos de escoamento e instalaç...
02/10/26
Margem Equatorial
ANP aprova delimitação de 11 novos setores exploratórios...
02/10/26
Agronegócio
Agro diversifica matriz energética e busca alternativas ...
02/10/26
Firjan
Manifesto Firjan defende o voto consciente em 4 de outubro
02/10/26
PPSA
ExxonMobil e TotalEnergies vencem o 9º Leilão Spot de Pe...
02/10/26
Workshop
Petrobras, Shell, ArcelorMittal e IBRAM discutem desafio...
01/10/26
Resultado
Produção de petróleo e gás em agosto de 2026 alcançou 6,...
01/10/26
Normas
ANP recebe contribuições sobre revisão da norma para reg...
01/10/26
ROG.e 2026
Petrobras e Petronect levam nova solução para compras de...
30/09/26
Premiação
Mirante Tecnologia vence prêmio da Petrobras de melhor f...
30/09/26
ROG.e 2026
Empresa Piracicaba apresentou lançamentos em um dos prin...
30/09/26
Combustíveis
Diesel S-10 acumula alta de 15,1% em 12 meses, aponta Mo...
30/09/26
Segurança + IA
CTO da Oakmont é um dos representantes brasileiros no en...
29/09/26
Gás Natural
ANP realiza 2° Workshop para debater Gas Release
29/09/26
Sustentabilidade
Prêmio Firjan de Sustentabilidade: conheça as empresas e...
29/09/26
Etanol de milho
Produtores de etanol de cana investem em usinas híbridas...
29/09/26
ANP
Royalties: valores referentes à produção de julho foram ...
29/09/26
ROG.e 2026
Oil States destaca integração entre engenharia, fabricaç...
28/09/26
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25