Portos e Logística

Rumo mira pacote de licitações portuárias

Empresa criada pelo grupo Cosan para movimentar commodities agrícolas por ferrovia, com destaque para açúcar, a Rumo Logística tem interesse em expandir sua atuação no setor portuário. O alvo da empresa é o pacote de investimentos no setor, a

Valor Econômico
27/11/2012 09:09
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Empresa criada pelo grupo Cosan para movimentar commodities agrícolas por ferrovia, com destaque para açúcar, a Rumo Logística tem interesse em expandir sua atuação no setor portuário. O alvo da empresa é o pacote de investimentos no setor, a ser lançado pelo governo federal até o fim do ano.
 

O presidente da Rumo, Julio Fontana, diz que a companhia pretende atuar como operadora portuária em terminais de Paranaguá, principal porto do Estado do Paraná, além de fortalecer sua operação no litoral paulista (Santos).
 

Hoje, a companhia executa investimentos de R$ 60 milhões em uma estrutura no porto de Santos, que permitirá carregar navios de granéis sólidos mesmo sob chuva. No momento, dependendo da condição climática, é preciso parar as operações de carregamento para que a carga não molhe.
 

A Rumo já tem operação portuária no litoral santista, herdado da Cosan. Até 2014, o terminal receberá investimentos de R$ 90 milhões. As instalações tem plano de chegar a capacidade de embarque anual de 11 milhões de toneladas de açúcar, além de outros granéis.
 

Além de projetos a serem licitados, Fontana acredita que o novo pacote trará uma série de ações para destravar investimentos no setor. Uma delas, acredita ele e outros executivos do setor, deve flexibilizar a legislação que obriga as empresas a movimentar predominantemente carga própria nos terminais. Poucas empresas conseguem atender a essa norma, dizem executivos.
 

A Rumo planeja fortalecer também suas operações nas ferrovias. Isso, diz Fontana, independe da conclusão do negócio entre a controladora Cosan e a concessionária de ferrovias América Latina Logística (ALL). O grupo fez oferta de aquisição de 49% do bloco de controle da ferrovia e o negócio está em fase final.
 

O objetivo da Rumo é se tornar uma operadora ferroviária no novo modelo de concessões elaborado pelo governo federal, por meio do Programa de Investimentos em Logística - lançado em 15 de agosto deste ano. O Planalto pretende atrair R$ 90 bilhões para as ferrovias, em 12 trechos de 10 mil quilômetros ao todo. No novo formato de licitações, uma concessionária será responsável por construir ou reformar uma estrada de ferro. Depois de realizado o investimento, vários operadores poderão utilizar esse trecho (menos quem investiu nos trilhos).
 

A Rumo pretende transportar commodities agrícolas tradicionais, como soja e trigo, e outras que podem ser classificadas como produtos industriais (dependendo da empresa), como celulose.
 

Além dos trechos anunciados em agosto, a linha entre Palmas (TO) e Estrela D'Oeste (SP) é um dos que mais atraem a empresa. Caso conquiste o trecho, ela terá o domínio de um dos dois grandes corredores ferroviários que ligam o Centro-Oeste ao litoral do país. E, caso a venda da ALL seja efetivada, a Cosan terá também o outro corredor: de Rondonópolis (MT) ao Estado de São Paulo/Santos.
 

Fontana adianta ainda que o terminal da companhia em Itirapina (SP), que entrou em operação neste mês, deve receber investimentos - por parte de um cliente - para instalação de uma moagem de fertilizantes com capacidade de produção de 1 milhão de toneladas ao ano. A companhia está quase finalizando o contrato com a empresa investidora - que já tem experiência no ramo, disse o executivo, embora não tenha adiantado fornecido detalhes.
 

Quando finalizado, o complexo logístico em Itirapina deve se transformar no maior terminal da Rumo. Com 15 mil metros quadrados de área construída, o projeto recebeu investimento de R$ 100 milhões na primeira etapa e prevê outros R$ 150 milhões em expansão. Terá estrutura para receber 11 mil toneladas de carga por dia. Ao todo, o investimento da Rumo será de R$ 1,3 bilhão até 2014. A maior parte dos recursos será em trilhos (R$ 600 milhões) e em material rodante (R$ 400 milhões). 

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