Empresas

Santos Brasil quer entrar no ramo de operador logístico

<P>A Santos Brasil quer deixar os limites do terminal portuário. Os planos são de, cada vez mais, caminhar para um perfil de operador logístico, capaz de se responsabilizar por processos inteiros para seus clientes. Como, por exemplo, descarregar componentes importados, transportá-los até a fá...

Valor Econômico - SP
01/02/2007 22:00
Visualizações: 346

A Santos Brasil quer deixar os limites do terminal portuário. Os planos são de, cada vez mais, caminhar para um perfil de operador logístico, capaz de se responsabilizar por processos inteiros para seus clientes. Como, por exemplo, descarregar componentes importados, transportá-los até a fábrica e colocá-los dentro da linha de produção.

Não queremos ser apenas um carregador e descarregador de navios. O enfoque do operador logístico está no DNA da empresa, diz Richard Klien, presidente do conselho de administração da companhia e também um de seus controladores. No Rio de Janeiro, onde a família Klien controla a Multiterminais, que opera o Tecon 2, esse conceito já funciona.

Por enquanto, a empresa tem se concentrado em tornar a operação do Tecon1, o maior terminal de contêineres da América do Sul, mais eficiente. Desde que o contrato de concessão foi conquistado em leilão em setembro de 1997, por R$ 274 milhões (equivalentes a US$ 251 milhões à época), foram investidos pouco mais de R$ 400 milhões (valor histórico contábil).

O dinheiro, relata Wady Jasmin, presidente da empresa, foi aplicado na implantação de um moderno sistema de informática integrado, na compra de 12 guindastes de movimentação de carga e na ampliação e modernização do terminal. Em 1997, existiam apenas dois berços para os navios atracarem. Um terceiro foi construído e hoje o terminal tem uma área de 484 mil metros quadrados.

Em 1997, o terminal era uma plataforma de concreto virtualmente canibalizada pela falta de capacidade de investimentos do governo, lembra Klien.

De lá para cá, todos os números melhoraram. Em 1997, eram movimentados 297 mil TEUs por ano. Cada TEU equivale a um contêiner de 20 pés. No ano passado, foram 1,116 milhão de TEUs. O volume operado quase quadruplicou e representa 47% do movimento de contêineres do porto de Santos (que, por sua vez, representa 40% do volume de contêineres do país).

A velocidade da operação também cresceu. Na época da privatização eram feitos 11 movimentos por hora (cada movimento equivale a um contêiner embarcado ou desembarcado). Hoje, a empresa opera a uma velocidade média de 45 movimentos por hora. A média brasileira, que nos inclui, é de 29 movimentos por hora, compara Klien.

Com esse ganho de eficiência, os preços cobrados dos clientes caíram. De uma faixa de US$ 550 a US$ 600 por contêiner, baixaram para US$ 220 a US$ 230.

Essa queda no custo por contêiner decorrente das privatizações dos terminais tem viabilizado o transporte de cabotagem no país, tornado o seu custo competitivo, destaca o empresário.

Com R$ 280 milhões em caixa depois da oferta de ações e do abatimento de dívidas, a companhia quer seguir investindo. Nos planos, está a construção de um quarto berço no terminal, que permitirá que até três navios de grande porte atraquem ao mesmo tempo - hoje, só há espaço para dois grandes ou um grande e dois pequenos. Essa obra de ampliação tem custo estimado de R$ 200 milhões.

Entretanto, sua implantação está suspensa por uma liminar obtida pela Libra, principal concorrente da Santos Brasil no porto. A expansão ficou acertada em um aditivo do contrato de concessão assinado com a Codesp e que é contestado na Justiça. 

Fonte: Valor Econômico - SP

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Evento
ExpoPostos & Conveniência confirma Amyr Klink, Mark Wohl...
04/09/26
ESG
Petrobras lidera ranking ESG no segmento de Petróleo, Gá...
04/09/26
ANP
Aprovada a indicação de 24 blocos na Bacia Potiguar para...
04/09/26
Combustíveis
ANP realizará consulta e audiência públicas sobre novas ...
04/09/26
Rio de Janeiro
Firjan lança recorte Norte Fluminense do Anuário do Petr...
04/09/26
ANP
Revisão de regras do RenovaBio para novos distribuidores...
04/09/26
ANP
Prorrogado para 21/9 o prazo para inscrições no Prêmio A...
03/09/26
Saúde e Bem-estar
Nova clínica no Rio mira demanda de saúde ocupacional da...
03/09/26
ABPIP
Produtores independentes apresentam a candidatos ao Gove...
03/09/26
Bacia de Santos
Shell Brasil adquire participação no bloco exploratório ...
02/09/26
ROG.e 2026
Merax confirma participação na ROG.e 2026 com soluções p...
02/09/26
ANP
Jornada Empreendedora PRH-ANP 2026: anunciadas as seis e...
02/09/26
Mercado Livre
Comerc Energia celebra 25 anos com solidez financeira, e...
02/09/26
PPSA
TotalEnergies e Petrobras vencem lotes do 8º Leilão Spot...
02/09/26
ROG.e 2026
PRINER exibe na Rio Oil & Gas Energy o serviço de pintur...
01/09/26
ANP
Produção de petróleo e gás em julho de 2026 foram de 5,8...
01/09/26
Etanol de milho
Levedura desenvolvida na Unicamp pode tornar a produção ...
01/09/26
Biometano
CGOB: ANP publica Informes Técnicos que permitem início ...
01/09/26
Financiamento
BNDES aprova financiamento de R$ 10,6 milhões para AutoM...
01/09/26
Firjan
Economia desacelera, com crescimento concentrada em comm...
01/09/26
Energia Elétrica
CCEE lança campanha nacional para apresentar o mercado l...
01/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25