Energia

São Paulo disputa o capital eólico

Estado quer se inserir no setor que está concentrado no Nordeste.

Valor Econômico
02/10/2013 15:04
Visualizações: 766

 

O governo paulista pretende disputar com o Nordeste e o Rio Grande do Sul os bilionários investimentos que estão sendo despejados na geração de energia eólica no país. Amanhã (3), o secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, reúne-se com a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo, para discutir a inserção do mercado paulista no setor. Também foram convidados para o encontro representantes das indústrias de equipamentos, que possuem fábricas no estado.
Apesar de estar próximo dos grandes centros de consumo de energia elétrica e de concentrar boa parte dos fabricantes de equipamentos, o São Paulo não conseguiu capturar ainda uma parte do capital dos empreendedores eólicos. Segundo Aníbal, essa falta de investimentos "não se justifica". De acordo com o secretário, não existem motivos para que não se sejam construídos parques em São Paulo. "Preciso descobrir o por quê".
Só no último leilão de energia organizado pelo governo federal, em agosto, 66 parques eólicos saíram do papel. Os empreendimentos vão consumir R$ 5,5 bilhões em investimentos. Deste total, o Nordeste ficará com R$ 5,2 bilhões, dos quais R$ 2,1 bilhões serão destinados à Bahia, R$ 1,4 bilhão ao Piauí e R$ 660 milhões vão para Pernambuco. No Rio Grande do Sul, serão construídos quatro parques, que vão custar R$ 305 milhões.
Segundo a presidente da Abeeólica, não existem incentivos tributários nos locais onde estão sendo instalados os parques eólicos. O que explica a escolha são a velocidade e outras qualidades dos ventos. Em São Paulo, os ventos sopram a 6,5 metros por segundo, enquanto, na Bahia, a velocidade é de 10 metros. Seria natural que a indústria se instalasse primeiramente nos locais com clima mais propício. Mas as inovações tecnológicas hoje já permitem um melhor aproveitamento em regiões que antes eram considerados menos atraentes, diz Elbia.
Apesar de não ter ainda investimentos em geração de energia, São Paulo já possui um papel preponderante para a indústria eólica nacional se considerada a fabricação de componentes, afirma Elbia. Os investimentos em geração certamente virão. "É só uma questão de tempo", disse a executiva. Segunda ela, o mapa eólico realizado pelo governo paulista, com as medições dos ventos, é um passo importante para a instalação de usinas. Mas esse estudo, divulgado no fim do ano passado, é recente. É preciso dar tempo para que os empresários analisem os projetos, o que pode levar anos.
Entre os fabricantes que estão instalados em São Paulo, Elbia cita a fornecedora de aerogeradores Wobben e a produtora brasileira de pás Tecsis, que exporta para os Estados Unidos. Ambas possuem fábricas em Sorocaba desde 1996 e foram pioneiras na indústria eólica nacional. No estado, também estão instalados outros grandes fabricantes mundiais, como a GE e a Siemens.
São Paulo também oferece outras vantagens competitivas, como custos logísticos mais baixos para transporte dos equipamentos e a proximidade com o centros de consumo. O estado também já possui uma ampla malha de transmissão. No Nordeste, muitos dos parques eólicos que ficaram prontos não puderam ser conectados à rede elétrica devido ao atraso na construção de linhas de transmissão.

O governo paulista pretende disputar com o Nordeste e o Rio Grande do Sul os bilionários investimentos que estão sendo despejados na geração de energia eólica no país. Amanhã (3), o secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, reúne-se com a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo, para discutir a inserção do mercado paulista no setor. Também foram convidados para o encontro representantes das indústrias de equipamentos, que possuem fábricas no estado.


Apesar de estar próximo dos grandes centros de consumo de energia elétrica e de concentrar boa parte dos fabricantes de equipamentos, o São Paulo não conseguiu capturar ainda uma parte do capital dos empreendedores eólicos. Segundo Aníbal, essa falta de investimentos "não se justifica". De acordo com o secretário, não existem motivos para que não se sejam construídos parques em São Paulo. "Preciso descobrir o por quê".


Só no último leilão de energia organizado pelo governo federal, em agosto, 66 parques eólicos saíram do papel. Os empreendimentos vão consumir R$ 5,5 bilhões em investimentos. Deste total, o Nordeste ficará com R$ 5,2 bilhões, dos quais R$ 2,1 bilhões serão destinados à Bahia, R$ 1,4 bilhão ao Piauí e R$ 660 milhões vão para Pernambuco. No Rio Grande do Sul, serão construídos quatro parques, que vão custar R$ 305 milhões.


Segundo a presidente da Abeeólica, não existem incentivos tributários nos locais onde estão sendo instalados os parques eólicos. O que explica a escolha são a velocidade e outras qualidades dos ventos. Em São Paulo, os ventos sopram a 6,5 metros por segundo, enquanto, na Bahia, a velocidade é de 10 metros. Seria natural que a indústria se instalasse primeiramente nos locais com clima mais propício. Mas as inovações tecnológicas hoje já permitem um melhor aproveitamento em regiões que antes eram considerados menos atraentes, diz Elbia.


Apesar de não ter ainda investimentos em geração de energia, São Paulo já possui um papel preponderante para a indústria eólica nacional se considerada a fabricação de componentes, afirma Elbia. Os investimentos em geração certamente virão. "É só uma questão de tempo", disse a executiva. Segunda ela, o mapa eólico realizado pelo governo paulista, com as medições dos ventos, é um passo importante para a instalação de usinas. Mas esse estudo, divulgado no fim do ano passado, é recente. É preciso dar tempo para que os empresários analisem os projetos, o que pode levar anos.


Entre os fabricantes que estão instalados em São Paulo, Elbia cita a fornecedora de aerogeradores Wobben e a produtora brasileira de pás Tecsis, que exporta para os Estados Unidos. Ambas possuem fábricas em Sorocaba desde 1996 e foram pioneiras na indústria eólica nacional. No estado, também estão instalados outros grandes fabricantes mundiais, como a GE e a Siemens.


São Paulo também oferece outras vantagens competitivas, como custos logísticos mais baixos para transporte dos equipamentos e a proximidade com o centros de consumo. O estado também já possui uma ampla malha de transmissão. No Nordeste, muitos dos parques eólicos que ficaram prontos não puderam ser conectados à rede elétrica devido ao atraso na construção de linhas de transmissão.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
SOG 2026
ABPIP leva ao Sergipe Oil & Gas debate sobre o fortaleci...
28/07/26
GLP
Copa Energia reúne setor de GLP em ação nacional voltada...
27/07/26
Biodiesel
Volatilidade do petróleo reforça importância estratégica...
27/07/26
Fenasucro
ApexBrasil traz investidores internacionais de SAF e e-S...
27/07/26
Energia Elétrica
ENGIE contrata WEG para fornecimento de equipamentos da ...
27/07/26
Combustíveis
Etanol amplia perdas e encerra a semana pressionado
27/07/26
ANP
ANP aprova relatório de estudo sobre controle de queima ...
24/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 impulsiona inovação e investiment...
24/07/26
Gás Natural
ANP aprova participação no Pacto Nacional para o Desenvo...
24/07/26
Combustíveis
ANP aprova Avaliação de Resultado Regulatório sobre ativ...
24/07/26
Evento
BR Aviation apresenta seu portfólio de soluções personal...
23/07/26
Royalties
Royalties: valores referentes à produção de maio foram d...
23/07/26
Combustíveis
Setor de combustíveis e lubrificantes registra queda 1,8...
22/07/26
Gestão
Constellation alcança paridade de gênero pela segunda ve...
21/07/26
IBP
Estudos apontam redundância do imposto de exportação e e...
21/07/26
Combustíveis
Queda do diesel puxa recuo dos combustíveis em julho e e...
21/07/26
PPSA
7º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Atapu e de B...
20/07/26
Fenasucro
Bioenergia amplia aporte econômico e energético do Brasil
20/07/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em queda, mas mercado dá sinais de...
20/07/26
Negócio
ENGIE Brasil Energia conclui oferta subsequente de ações...
17/07/26
Resultado
Produção de petróleo da União chega a 244 mil barris por...
17/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.