Política

Sem novidades, CPI da Petrobras no Senado marca depoimento de ex-diretor

Paulo Roberto Costa falará na terça-feira (10).

Agência Brasil
03/06/2014 15:13
Visualizações: 667

 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras do Senado marcou para a próxima terça-feira (10) o depoimento do ex-diretor da Abastecimento da empresa Paulo Roberto Costa. A informação foi dada pelo próprio presidente da CPI, Vital do Rêgo (PMDB-PB), no início da reunião de hoje (3).
Investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, Costa ficou dois meses preso por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$10 bilhões. Ele também responde a processo criminal por suposto desvio recursos da Refinaria de Pasadena, no estado norte-americano do Texas,  com o doleiro Alberto Youssef.
Na reunião desta terça-feira, mais uma vez só com a presença de senadores da base do governo, a CPI ouviu o ex-gerente executivo Internacional de Desenvolvimento de Negócios da Petrobras Luis Carlos Moreira da Silva. Foi ele quem assinou, em 2006, o documento interno para a diretoria executiva da estatal aprovar a compra de metade da Refinaria de Pasadena.
No depoimento Moreira repetiu muitas declarações já dadas por outros executivos da Petrobras na CPI e destacou que  as duas cláusulas omitidas do resumo executivo – put option e Marlin –  que serviram de base para a aprovação do negócio pelo Conselho de Administração eram “comuns” e não interfeririam na decisão de compra. A primeira  claúsula determinava que, em caso de desacordo entre os sócios, a outra parte seria obrigada a adquirir o restante das ações. Já a segunda garantia à Astra Oil, sócia da Petrobras, um lucro de pelo menos 6,9% ao ano.
Outro depoimento tomado hoje na CPI foi o do diretor de Segurança Empresarial da Petrobras, Pedro Aramis de Lima Arruda, que comandou as investigações internas na estatal sobre denúncias de pagamento de propina a funcionários da companhia brasileira pela empresa holandesa SMB Offshore. Aramis disse que, em 45 dias de investigações, nenhuma prova de envolvimento de funcionários da empresa em tal esquema foi constatada. Ele considerou o tempo de investigações internas suficiente, já que, nesse período, foram colhidas todas as informações que estavam ao alcance da empresa.
“Fizemos a entrega de todo o material que colhemos ao Ministério Público, à Controladoria-Geral da União e também ao Tribunal de Contas da União, e esses órgãos, então, poderão dar prosseguimento às investigações”, informou Aramis.
Segundo ele, em 2012, houve uma reunião de negócios na qual foi feito um comentário a respeito de possíveis pagamentos indevidos em países da África. “Na oportunidade, as pessoas da Petrobras que participaram da reunião perguntaram: "Foi identificada alguma coisa que possa envolver empregados da Petrobras?". E a resposta taxativa foi que não. Consequentemente a Petrobras entendeu que não havia o que fazer naquele momento”.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras do Senado marcou para a próxima terça-feira (10) o depoimento do ex-diretor da Abastecimento da empresa Paulo Roberto Costa. A informação foi dada pelo próprio presidente da CPI, Vital do Rêgo (PMDB-PB), no início da reunião de hoje (3).

Investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, Costa ficou dois meses preso por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$10 bilhões. Ele também responde a processo criminal por suposto desvio recursos da Refinaria de Pasadena, no estado norte-americano do Texas,  com o doleiro Alberto Youssef.

Na reunião desta terça-feira, mais uma vez só com a presença de senadores da base do governo, a CPI ouviu o ex-gerente executivo Internacional de Desenvolvimento de Negócios da Petrobras Luis Carlos Moreira da Silva. Foi ele quem assinou, em 2006, o documento interno para a diretoria executiva da estatal aprovar a compra de metade da Refinaria de Pasadena.

No depoimento Moreira repetiu muitas declarações já dadas por outros executivos da Petrobras na CPI e destacou que  as duas cláusulas omitidas do resumo executivo – put option e Marlin –  que serviram de base para a aprovação do negócio pelo Conselho de Administração eram “comuns” e não interfeririam na decisão de compra. A primeira  claúsula determinava que, em caso de desacordo entre os sócios, a outra parte seria obrigada a adquirir o restante das ações. Já a segunda garantia à Astra Oil, sócia da Petrobras, um lucro de pelo menos 6,9% ao ano.

Outro depoimento tomado hoje na CPI foi o do diretor de Segurança Empresarial da Petrobras, Pedro Aramis de Lima Arruda, que comandou as investigações internas na estatal sobre denúncias de pagamento de propina a funcionários da companhia brasileira pela empresa holandesa SMB Offshore. Aramis disse que, em 45 dias de investigações, nenhuma prova de envolvimento de funcionários da empresa em tal esquema foi constatada. Ele considerou o tempo de investigações internas suficiente, já que, nesse período, foram colhidas todas as informações que estavam ao alcance da empresa.

“Fizemos a entrega de todo o material que colhemos ao Ministério Público, à Controladoria-Geral da União e também ao Tribunal de Contas da União, e esses órgãos, então, poderão dar prosseguimento às investigações”, informou Aramis.

Segundo ele, em 2012, houve uma reunião de negócios na qual foi feito um comentário a respeito de possíveis pagamentos indevidos em países da África. “Na oportunidade, as pessoas da Petrobras que participaram da reunião perguntaram: "Foi identificada alguma coisa que possa envolver empregados da Petrobras?". E a resposta taxativa foi que não. Consequentemente a Petrobras entendeu que não havia o que fazer naquele momento”.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Negócios
Avanço acompanha expansão da cadeia de petróleo e gás e ...
23/09/26
ROG.e 2026
A energia inteligente no poço
23/09/26
ROG.e 2026
Como o profissional de Química impulsiona a inovação e a...
23/09/26
ROG.e 2026
IBP lança caderno de Projetos e Iniciativas de Responsab...
23/09/26
ROG.e 2026
Gigantes do setor e produtores independentes aceleram pr...
22/09/26
PPSA
PPSA publica pré-edital do 1º Leilão de Gás Natural da União
22/09/26
ABPIP
ABPIP terá programação própria de debates durante a ROG....
22/09/26
ROG.e 2026
MODEC debate desafios para um offshore mais eficiente na...
22/09/26
ROG.e 2026
Cladtek foi selecionada para desenvolver tecnologia que ...
22/09/26
ROG.e 2026
Abertura da ROG.e 2026 destaca transição energética just...
22/09/26
ROG.e 2026
Lideranças globais apontam Brasil como polo de estabilid...
22/09/26
ROG.e 2026
Firjan marca presença na abertura da ROG.e 2026 e firma ...
22/09/26
ROG.e 2026
ABB apresenta na ROG.e 2026 portfólio integrado para ope...
22/09/26
ROG.e 2026
Vallourec apresenta novas tecnologias que respondem aos ...
22/09/26
ROG.e 2026
Grupo Forship consolida liderança nacional em O&M (opera...
21/09/26
Brandend Content
Integridade de ativos offshore: como a integração entre ...
21/09/26
BOGE 2027
Bahia Oil & Gas Energy 2027 conecta negócios, inovação e...
21/09/26
Brandend Content
Descoberta e confiança: os dois tempos da venda industrial
21/09/26
ROG.e 2026
Confira a programação do estande do Espírito Santo na RO...
21/09/26
ROG.e 2026
Na ROG.e, Firjan SENAI promove a 30ª edição do programa ...
20/09/26
ROG.e 2026
Primeira edição da Energy Run reúne mais de 1 mil partic...
20/09/26
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25