Previsão

Setor de máquinas fecha o ano com retração de 4%

Dados são da Abimaq.

Valor Econômico
28/11/2013 18:58
Visualizações: 1131

 

Ao contrário do que se previa, o setor de máquinas e equipamentos terminará o ano com queda no valor total de suas vendas. A previsão da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que resumiu 2013 como "um ano perdido", é de redução de 4% em relação aos R$ 80 bilhões do ano passado, em termos nominais, de acordo com Mario Bernardini, assessor econômico da associação.
Depois de um 2012 que também foi ruim - com queda de 3% no faturamento em relação a 2011 - no primeiro bimestre a Abimaq previa alta de 5% a 7% em 2013. No entanto, logo no primeiro trimestre os pedidos e as vendas frustraram as companhias. Ao fim de junho, o setor tinha redução de 8% nas receitas. Apesar de uma leve melhora no segundo semestre, o resultado registrado pela Abimaq até outubro é uma contração de 5% no faturamento em relação aos primeiros dez meses do ano passado, com R$ 67 bilhões. A demanda fraca, a redução de 12% no nível de exportações até outubro e o aumento de 7% nas importações contribuíram para um ano ruim.
As empresas afirmam que após investimentos feitos nos últimos anos para elevar a produção no país, chegaram a ter de reduzir preços de máquinas em alguns segmentos. Segundo a Abimaq, os reajustes de preços ficaram 18% abaixo da inflação. "Os fabricantes de máquinas não puderam repassar para o preço o proporcional ao aumento de produção", diz Carlos Pastoriza, diretor-secretário da Abimaq, em coletiva de imprensa.
De acordo com a Abimaq, o setor de máquinas e equipamentos operou em outubro com uma utilização de 76,8% de sua capacidade instalada e teve uma carteira de pedidos 1,4% menor do que a do mesmo mês do ano passado.
Para o ano que vem, as empresas esperam aumento na demanda por máquinas usadas em obras das concessões públicas. As expectativas são de continuidade da melhora mês a mês, como aconteceu em outubro com relação a setembro.
A Abimaq diz que 2014 poderá ser um pouco melhor do que 2013 caso medidas do governo ajudem o setor. A entidade considera fundamental a prorrogação, com as mesmas condições atuais, do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que garante financiamento com crédito mais barato para a compra de máquinas. Em 2013, "o PSI foi o oxigênio que manteve as empresas", afirmou Pastoriza.
A Abimaq espera que o governo lance os programas Inovar Máquinas e Mais Investimentos, hoje em discussão com o governo.

Ao contrário do que se previa, o setor de máquinas e equipamentos terminará o ano com queda no valor total de suas vendas. A previsão da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que resumiu 2013 como "um ano perdido", é de redução de 4% em relação aos R$ 80 bilhões do ano passado, em termos nominais, de acordo com Mario Bernardini, assessor econômico da associação.

Depois de um 2012 que também foi ruim - com queda de 3% no faturamento em relação a 2011 - no primeiro bimestre a Abimaq previa alta de 5% a 7% em 2013. No entanto, logo no primeiro trimestre os pedidos e as vendas frustraram as companhias. Ao fim de junho, o setor tinha redução de 8% nas receitas. Apesar de uma leve melhora no segundo semestre, o resultado registrado pela Abimaq até outubro é uma contração de 5% no faturamento em relação aos primeiros dez meses do ano passado, com R$ 67 bilhões. A demanda fraca, a redução de 12% no nível de exportações até outubro e o aumento de 7% nas importações contribuíram para um ano ruim.

As empresas afirmam que após investimentos feitos nos últimos anos para elevar a produção no país, chegaram a ter de reduzir preços de máquinas em alguns segmentos. Segundo a Abimaq, os reajustes de preços ficaram 18% abaixo da inflação. "Os fabricantes de máquinas não puderam repassar para o preço o proporcional ao aumento de produção", diz Carlos Pastoriza, diretor-secretário da Abimaq, em coletiva de imprensa.

De acordo com a Abimaq, o setor de máquinas e equipamentos operou em outubro com uma utilização de 76,8% de sua capacidade instalada e teve uma carteira de pedidos 1,4% menor do que a do mesmo mês do ano passado.

Para o ano que vem, as empresas esperam aumento na demanda por máquinas usadas em obras das concessões públicas. As expectativas são de continuidade da melhora mês a mês, como aconteceu em outubro com relação a setembro.

A Abimaq diz que 2014 poderá ser um pouco melhor do que 2013 caso medidas do governo ajudem o setor. A entidade considera fundamental a prorrogação, com as mesmas condições atuais, do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que garante financiamento com crédito mais barato para a compra de máquinas. Em 2013, "o PSI foi o oxigênio que manteve as empresas", afirmou Pastoriza.

A Abimaq espera que o governo lance os programas Inovar Máquinas e Mais Investimentos, hoje em discussão com o governo.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Petroquímica
Referência mundial em sustentabilidade, I’m green™ bio-b...
25/09/26
ROG.e 2026
Escassez de engenheiros preocupa setores estratégicos e ...
25/09/26
ROG.e 2026
Constellation é reconhecida pela Petrobras como a melhor...
25/09/26
ROG.e 2026
Na ROG.e 2026, Shell destaca parcerias, inovação e disci...
25/09/26
ROG.e 2026
Nikki Martin, presidente e CEO da EnerGeo Alliance falou...
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e OceanPact assinam acordo para expansão de...
25/09/26
ROG.e 2026
Mayekawa apresenta soluções para óleo, gás e energia na ...
25/09/26
ROG.e 2026
Shell destaca papel da capacitação para aproximar jovens...
25/09/26
Terminais
Ultracargo é reconhecida pelo quarto ano consecutivo com...
25/09/26
GNL
Edge e Governo do Rio Grande do Sul assinam Memorando de...
25/09/26
E&P
ANP contrata B3 para assessoria técnica às licitações de E&P
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e Perenco Brasil assinam acordo para primei...
25/09/26
Brandend Content
Brasil Aços amplia estoque de tubos de aço carbono NACE...
24/09/26
ROG.e 2026
Lideranças apontam o Brasil como pilar de segurança ener...
24/09/26
ROG.e 2026
Firjan SENAI e Sebrae Rio conectam MPEs a grandes empres...
24/09/26
ROG.e 2026
Estudo da PPSA identifica boas práticas para apoiar deci...
24/09/26
ROG.e 2026
EAS participa da ROG.e 2026
24/09/26
ROG.e 2026
ROG.e 2026 reforça agenda de DE&I no setor de energia co...
24/09/26
ROG.e 2026
Programa Offshore do Futuro deve chegar a Sergipe para f...
24/09/26
ROG.e 2026
Shell Energy Brasil destaca oportunidade de ampliar inte...
24/09/26
PPSA
A parcela de petróleo da União foi de 328 mil barris por...
24/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25