Opinião

Setor petroquímico é um dos mais fragmentados

Valor Econômico
10/07/2008 08:43
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O segmento de transformação de matérias plásticas, também conhecido como a terceira geração da indústria petroquímica, citado pelos diretores do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como um dos candidatos receber apoio para consolidação, é um dos mais fragmentados do país. Segundo José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Filmes Flexíveis (Abrafilme), existem aproximadamente 11 mil empresas atuando, com uma média de 26 empregados por empresa. 


Essa característica, na avaliação do executivo, dificulta o acesso a crédito, investimentos em capacitação tecnológica e acesso a mercados. "Vamos ter que consolidar", sentencia. 


Coelho disse que o setor é um dos poucos com potencial para ganhar da China no mercado internacional, mas, paradoxalmente, vem sofrendo crescente concorrência do produto importado, seja por encarecimento das matérias-primas (resinas), seja por causa da falta de escala de produção. 


Para Coelho, as 11 mil empresas deveriam se transformar em 400 ou 500, lideradas por um grupo de "no máximo uma dúzia" de grande porte e internacionalizadas. Pulverizadas como se encontram, segundo ele, as empresas acabam tendo problemas com a falta de capacidade de gestão e a incapacidade para investir na modernização dos seus equipamentos de produção. Na sua opinião, "é aí que o BNDES precisa entrar, financiando fusões e aquisições, internacionalização e modernização do parque tecnológico." 


O presidente da União dos Produtores de Bioenergia (Udop), José Carlos Toledo, admite que o processo de consolidação no setor sucroalcooleiro ainda "ocorre timidamente", corroborando o que disse ao Valor o diretor de Planejamento do BNDES, João Carlos Ferraz, mas ressaltou que esse processo, por enquanto, vem sendo liderado pela chegada de grandes empresas estrangeiras. 


Ele deu como exemplos a compra da Dedini Agro pelo grupo espanhol Abengoa, no ano passado, e a aquisição, em abril deste ano, de 50% da Tropical Bioenergia, dos grupos Santelisa e Maeda, pela British Petroleum. De acordo com Toledo, as empresas nacionais estão muito alavancadas e o crescimento do mercado não está suportando a cobertura dessa alavancagem, facilitando a consolidação de fora para dentro. 


Para o presidente da Udop, é importante que o BNDES entre nesse processo, inclusive participando como acionista do capital de empresas nacionais de modo a torná-las mais robustas. 


Toledo pediu também maior velocidade na aprovação de projetos do setor por parte do banco estatal, argumentando que o mercado está muito dinâmico e exigindo mais rapidez nos investimentos.

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