Investimento

Shell planeja tornar Brasil plataforma para distribuição de biocombustíveis

O Estado de S.Paulo
21/09/2010 10:08
Visualizações: 1255
Com um orçamento de US$ 1,5 bilhão para investimentos na nova empresa que está compondo com a Cosan, a Shell está confiante de que fará do Brasil sua plataforma de distribuição de biocombustíveis para o mundo. Além dos aportes na ampliação das atividades brasileiras, a companhia espera testar, no País, tecnologias de etanol de segunda geração que vêm sendo desenvolvidas pela Iogen Energy, que faz parte do acordo com a Cosan.
 

"No longo prazo, o objetivo é criar uma companhia global de biocombustíveis e penso que a joint venture (com a Cosan) tem potencial não só no Brasil, mas para ser um grande ator nesse mercado", disse o vice-presidente de estratégia, portfólio e energia alternativa do grupo Shell, Mark Gainsborough, que veio ao País participar da feira Rio Oil & Gas, na semana passada.


A joint venture com a Cosan foi anunciada em fevereiro e prevê a fusão dos ativos das duas companhias nos segmentos de distribuição de combustíveis e produção e pesquisa de novas tecnologias de etanol. Com valor estimado em US$ 12 bilhões, a companhia nasceu com 4,5 mil postos de combustíveis, além da maior capacidade para produção de etanol do País.


"O negócio (de distribuição de combustíveis) vai crescer nos próximos anos e estamos com uma posição bastante forte no mercado", disse Gainsborough. Ele disse esperar a aprovação da joint venture pelos órgãos de defesa da concorrência para os próximos meses, dando início ao processo de consolidação e investimentos da nova empresa. Já a partir do próximo ano, a rede de postos Esso, controlada pela Cosan, deve começar a receber a marca da Shell.


Exterior. O passo principal, porém, será dado em direção ao mercado externo. "Achamos que há um grande potencial para o etanol de cana-de-açúcar do Brasil. O mundo já percebeu que o Brasil criou, nos últimos anos, um mercado de biocombustíveis bastante competitivo", afirmou Gainsborough.


Ele reconhece, porém, que há um "grande trabalho" a ser feito em termos logísticos e políticos - neste caso, no sentido de romper barreiras comerciais e tarifárias impostas pelos países desenvolvidos. Mas acredita que a presença da Shell nos maiores mercados consumidores pode ajudar o esforço brasileiro pelo fim das barreiras.


No final do ano, os Estados Unidos decidem pela renovação ou não dos subsídios concedidos aos produtores locais. "Nossa percepção é que muitos formuladores de políticas começam a reconsiderar a questão das tarifas de importação", disse. "Manter as tarifas não faz muito sentido quando se fala em sustentabilidade."


O executivo evitou dar maiores detalhes sobre os primeiros movimentos da nova empresa com a Cosan, mas disse que uma das possibilidades futuras é intensificar a pesquisa com biocombustíveis de segunda geração também no Brasil.


"Combinar a expertise operacional da Cosan com a expertise da Shell em pesquisa é uma forma de acelerar o desenvolvimento dos biocombustíveis", disse o executivo. A Shell tem hoje quatro centros de pesquisa relacionados aos biocombustíveis ao redor do mundo. Já os investimentos em pesquisa da Cosan são mais voltados à produção agrícola.


Para Gainsborough, a chegada dos biocombustíveis de celulose aos mercado europeu e americano abrirá portas para o etanol brasileiro. "É preciso ter acesso ao biocombustível de celulose para que as pessoas se acostumem com isso."
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Fenasucro
Pela primeira vez, Brasil recebe congresso latino-americ...
23/06/26
Energy Summit
Com quatro prêmios, ENGIE é destaque no Energy Summit Awards
23/06/26
Combustíveis
Distribuidoras de combustíveis cobram avanço imediato do...
23/06/26
Energy Summit
Energy Summit 2026: Tecnologias da Embrapii fortalecem a...
22/06/26
Energy Summit
Biodiesel e combustíveis renováveis entram no centro da ...
22/06/26
Gás Natural
ANP prorroga consulta pública sobre cálculo do Método do...
22/06/26
Rio de Janeiro
Anuário do Petróleo no Rio, da Firjan, destaca que recor...
22/06/26
Biometano
Com mercado cinco vezes maior desde 2020, setor de biome...
22/06/26
Petrobras
Com investimento estimado de US$ 1,2 bilhão, Petrobras a...
22/06/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em recuperação e mostra sinais de ...
22/06/26
Inteligência Artificial
Impacto industrial: Executivo brasileiro integra novo co...
20/06/26
Indústria Naval
Ecovix assina contrato para a construção de quatro navio...
19/06/26
Exportações
Para ONIP tributação sobre exportações de petróleo compr...
18/06/26
Aviação
Fórum IBP SAF reúne setor privado e agentes públicos par...
18/06/26
Pré-Sal
Consórcio de Libra liderado pela Petrobras contrata Cepe...
18/06/26
Eólica Offshore
Com representante no Comitê Diretor da CEM, o WFO reforç...
18/06/26
Combustíveis
ANP realiza segunda parte de audiência pública sobre car...
18/06/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 187 mil barris por ...
18/06/26
ANP
ANP faz pesquisa para aprimorar sua Carta de Serviços
17/06/26
Resultado
Atlas Portuário do ES: portos capixabas movimentam 137,5...
17/06/26
Hidrogênio Verde
SENAI CIMATEC, HYTRON e PETROGAL BRASIL (JV Galp/Sinopec...
17/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.