Mercado

Temor de corte nas cotas da Opep eleva preço do petróleo

Valor Econômico/Ag.
28/09/2006 00:00
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Os estoques americanos de gasolina e destilados voltaram a crescer na semana encerrada no dia 22, mas, ao contrário do que seria esperado, o efeito desse incremento sobre as cotações futuras de petróleo foi de alta ontem.

De acordo com agentes de mercado, devido à recente tendência declinante das cotações da commodity, no atual contexto o aumento das reservas eleva o temor de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) possa reduzir a meta de produção diária, o que pressionaria mais uma vez os preços do produto para cima.

O contrato de WTI negociado para novembro em Nova York fechou com alta de US$ 1,95, cotado a US$ 62,96. Para dezembro, o barril fechou a US$ 63,86, com elevação foi de US$ 1,94. Em Londres, o contrato do tipo Brent para novembro subiu US$ 2,09, fechando a US$ 62,21. Para o mês seguinte, o barril terminou valendo US$ 63,34, com valorização de US$ 1,94 no dia.

Conforme relatório divulgado ontem pelo departamento de energia dos Estados Unidos, na semana passada, as reservas de gasolina ampliaram-se em cerca de 6,3 milhões de barris, para 213,9 milhões. Já as reservas de destilados avançaram em 2,6 milhões, ficando em 151,3 milhões de barris. Os estoques de cru cederam em 100 mil barris, totalizando 324,8 milhões de barris.

O temor de que a Opep possa rebaixar a cota de produção de 28 milhões de barris diários de petróleo não está relacionado apenas com o aumento das reservas americanas. Diante desse novo incremento reportado ontem, o mercado considera também as revisões de aumento da demanda neste e no próximo ano, que tendem a ser menores do que o projetado anteriormente. Além disso, a tensão geopolítica no Oriente Médio perdeu fôlego nos últimos dias, diminuindo essa pressão pontual sobre os preços da commodity.

No início desta semana, a cautela em torno da Opep ficou mais forte, pois o dirigente do cartel, o nigeriano Edmund Daukoru, afirmou que apesar de não haver planos de corte da produção, os integrantes da organização têm conversado a respeito da queda dos preços do produto. A próxima reunião da entidade está marcada para dezembro.

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