Preços

Temor do efeito do inverno nos EUA faz petróleo subir

Valor Econômico/Ag
14/10/2004 00:00
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O preço futuro do petróleo negociado em Nova York fechou com alta de mais de um dólar por barril ontem, recuperando a perda de terça-feira, devido às preocupações com os estoques que levaram os preços do óleo para aquecimento a novo pico histórico. O mercado começou o dia em baixa, com a cotação caindo mais de um dólar, devido a um relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) prevendo queda de demanda em 2005.
O contrato de petróleo com vencimento em novembro fechou com ganho de US$ 1,14, a US$ 53,65 o barril, depois de alcançar US$ 53,95. Na mínima da sessão, o petróleo chegou a ser cotado a US$ 52,50 o barril em um movimento de realização de lucro. Na terça-feira, o petróleo caiu US$ 1,13 o barril, depois de ter alcançado o maior patamar da história a US$ 54,45 o barril.
Em Londres, o petróleo tipo Brent para novembro recuperou as perdas do início do dia e fechou em alta de 45 centavos de dólar, a US$ 50,05 o barril.
"Há certa incerteza sobre como será o inverno (no Hemisfério Norte) e a queda dos estoques de óleo para aquecimento vai certamente assustar o mercado", disse Jim Ritterbusch da Ritterbusch e Associados.
O governo dos Estados Unidos divulga hoje um relatório sobre os estoques de petróleo e derivados, inclusive óleo de calefação. Uma pesquisa da Reuters realizada com analistas, na terça-feira, prevê redução de 1,1 milhão de barris nos estoques de combustíveis derivados na semana que terminou em 8 de outubro. Espera-se que a demanda do óleo para calefação aumente ainda mais com o inverno.
A Administração de Informação de Energia também deverá apontar aumento de cerca de 1,7 milhão de barris de petróleo em seu relatório, que será anunciado hoje, de acordo com expectativa de analistas.
A IEA, sediada em Paris, reduziu em 320 mil barris sua estimativa referente ao consumo diário no ano que vem. A produção de petróleo do Golfo do México está quase 25% menor devido à passagem do Furacão Ivan. "Eu acho que a indicação da IEA, de que a demanda pode cair no ano que vem, serviu como um ligeiro alerta", disse Bill O´Grady, diretor do setor de pesquisa dos fundamentos econômicos do mercado de futuros da A.G. Edwards & Sons .
"Agora, temos que esperar e observar os dados do Departamento de Energia dos EUA."
"Houve uma boa alta´´ dos preços, disse Justin Fohsz, corretor da Starsupply Petroleum, de Nova Jersey. "Os preços subiram bastante num curto espaço de tempo. Vários corretores acreditam que agora o período de valorização acabou e que esse é o momento para realizar lucros."
A agência de energia, que dá consultoria a 26 países industrializados, disse que o consumo aumentará em 1,45 milhões de barris diários, passando a 83,9 milhões de barris/dia em 2005. Este ano, o consumo mundial crescerá 3,4%, para um total de 82,4 milhões barris/dia.
Ontem, um oleoduto da estatal Petroleos Mexicanos (Pemex) rompeu-se e causou um incêndio onde três pessoas ficaram feridas e 400 foram evacuadas perto da cidade de Omealca, na costa do Golfo. Uma falha no sistema de bombeamento causou o acidente.

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