Diesel

Um diesel melhor

O índice de não-conformidade do diesel brasileiro em abril foi de 3,5%, o que representa queda de 33% em relação aos 5,2% registrados em março, de acordo com o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis da ANP. Foram analisadas, em todo o Brasil, 4.586 amostras de diesel, das quai

ANP
17/05/2010 14:09
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 O índice de não-conformidade do diesel brasileiro em abril foi de 3,5%, o que representa queda de 33% em relação aos 5,2% registrados em março, de acordo com o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis da ANP. Foram analisadas, em todo o Brasil, 4.586 amostras de diesel, das quais 162 estavam fora dos padrões de qualidade estabelecidos pela Agência.

 

Os estados que apresentaram as reduções mais expressivas, na comparação dos meses de abril e março, foram: Bahia (de 9,2% para 1%), Espírito Santo (de 6,3% para 4,6%), Minas Gerais (de 9,4% para 6,7%), Rio de Janeiro (12,4% para 8%), Roraima (de 9,1% para 7,7%), São Paulo (de 6,8% para 4,1%), Pernambuco (de 1,7% para 1,3%), Rio Grande do Sul (2% para 1,5%) e Paraná (de 2,2% para 2,1%).


Com relação às críticas recentes de alguns segmentos do mercado sobre a qualidade do diesel vendido no país, é importante ressaltar que as não-conformidades relacionadas ao teor de biodiesel verificadas no Programa de Monitoramento da Qualidade dizem respeito, em sua maioria, às amostras que apresentaram teor de biodiesel abaixo do estabelecido em legislação. Essa constatação reforça o entendimento de que não haveria, em princípio, comprometimento do desempenho do combustível. Na verdade, o teor atual de biodiesel foi alcançado de forma gradativa e, por isso, entende-se que o comportamento do combustível com teores de biodiesel inferiores a 5% não compromete a aplicação do produto. A evolução do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel ocorreu exatamente com base nesse conhecimento adquirido ao longo do tempo.

O biodiesel produzido de acordo com as especificações estabelecidas pela ANP atende aos requisitos necessários ao uso em veículo automotivo. No entanto, algumas particularidades do biodiesel levam à necessidade da adoção de procedimentos de controle da qualidade no seu manuseio e armazenagem por todos os elos da cadeia de distribuição e revenda de combustíveis.  A entrada do biodiesel vem sendo revestida de toda a atenção e cuidados necessários. Sob essa perspectiva, a ANP coordenou o grupo que elaborou a norma da ABNT: NBR 15512 que trata do armazenamento, transporte, abastecimento e controle da qualidade de biodiesel e/ou mistura de óleo diesel/biodiesel.
Passados mais de dois anos da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, o conhecimento técnico sobre o produto mostra que os benefícios existem, mas devem ser dispensados maiores cuidados, não só ao biodiesel como também ao óleo diesel contendo biodiesel.

Esse fato foi observado em reunião realizada recentemente no escritório central da Agência com os agentes do mercado, na qual destacou-se a importância da divulgação de boas práticas necessárias nas etapas de armazenagem, distribuição e revenda do combustível. A ANP vem atuando junto ao setor para que o produto disponível pelo mercado ao consumidor seja adequado ao uso.

 

PROGRAMA DE MONITORAMENTO CHEGA À 100ª. EDIÇÃO

Em sua 100ª. edição o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis da ANP, que começou com a coleta de 24.455 amostras em 2000, chega a 1,4 milhão de amostras analisadas em 2010. Esta edição especial do boletim do Programa traz em sua capa informações relativas à evolução histórica desse Programa que alavancou ações diretas e indiretas para a melhoria da qualidade dos combustíveis comercializados no país. O boletim está disponível na página da ANP na internet: http://www.anp.gov.br/?dw=24114.

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