Pré-Sal

União e estatal podem rever acordo

Renegociação dos termos da cessão onerosa deve ocorrer ainda este ano.

Valor Econômico
13/03/2014 10:21
Visualizações: 1193

 

O volume de óleo recuperável na área da cessão onerosa, região do pré-sal adquirida pela Petrobras no processo de capitalização, pode chegar ao dobro dos 5 bilhões de barris previstos em 2010. Segundo estimativas do diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Florival Carvalho, com base nas recentes descobertas feitas pela petroleira, existem 10 bilhões de barris na área.
"Dos 5 bilhões de barris, estimamos que possa chegar talvez ao dobro em termos de óleo recuperável", afirmou ontem o diretor, em seminário na sede da agência, no Rio. Em seguida, em entrevista a jornalistas, ele foi mais cauteloso ao explicar que a estimativa é uma visão "otimista" e que os números ainda são muito "primários". "Vamos ter mais dados quando a Petrobras declarar a comercialidade das demais áreas. A nossa perspectiva é que vai dar mais de cinco bilhões [de barris]. Se vai ser seis, sete, oito ou nove, vamos ver".
O governo e a Petrobras devem renegociar os termos do acordo da cessão onerosa ainda este ano, mas apenas quando a petroleira tiver declarado a comercialidade de todas as áreas da região, o que está previsto para setembro. Em dezembro foram declarados comerciais Franco e Tupi Sul.
O preço do petróleo nas áreas da cessão onerosa negociado com a União foi de US$ 8,5 por barril, na média. A renegociação será feita com base nos novos preços do petróleo e dos custos de extração, quando se esclarecerá se a Petrobras pagou muito ou pouco por esses barris. Existe também a opção de devolver barris, que foi descartada pelo diretor de exploração e produção da Petrobras, José Formigli, na entrevista de apresentação do Plano de Negócios 2014-2018. Se a avaliação ficar abaixo do que foi pago, o governo terá que devolver a diferença para a estatal. Em relatório sobre a estatal feito pelo Credit Suisse, os analistas Vinicius Canheu e André Sobreira não apostam em mudanças.
"Não achamos que a [nova] avaliação vai ser muito diferente: os preços do petróleo mais elevados agora são compensados por atrasos e inflação de custos. Além disso, mesmo se Petrobras tiver que pagar mais [pelos barris], a empresa teria até três anos após a conclusão da renegociação para pagar, ou seja, provavelmente em um momento em que o balanço estará mais saudável", afirmam os analistas.
O diretor da ANP estimou que as vendas de combustíveis este ano deverão crescer entre 4% e 5% em relação a 2013. No ano passado, o consumo de combustíveis no país totalizou 136,2 bilhões, com alta de 5% na comparação com 2012. O destaque foi o óleo combustível, cujas vendas cresceram 26,8% (para 5 bilhões de litros), motivada principalmente pelo acionamento das usinas termelétricas.

O volume de óleo recuperável na área da cessão onerosa, região do pré-sal adquirida pela Petrobras no processo de capitalização, pode chegar ao dobro dos 5 bilhões de barris previstos em 2010. Segundo estimativas do diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Florival Carvalho, com base nas recentes descobertas feitas pela petroleira, existem 10 bilhões de barris na área.

"Dos 5 bilhões de barris, estimamos que possa chegar talvez ao dobro em termos de óleo recuperável", afirmou ontem o diretor, em seminário na sede da agência, no Rio. Em seguida, em entrevista a jornalistas, ele foi mais cauteloso ao explicar que a estimativa é uma visão "otimista" e que os números ainda são muito "primários". "Vamos ter mais dados quando a Petrobras declarar a comercialidade das demais áreas. A nossa perspectiva é que vai dar mais de cinco bilhões [de barris]. Se vai ser seis, sete, oito ou nove, vamos ver".

O governo e a Petrobras devem renegociar os termos do acordo da cessão onerosa ainda este ano, mas apenas quando a petroleira tiver declarado a comercialidade de todas as áreas da região, o que está previsto para setembro. Em dezembro foram declarados comerciais Franco e Tupi Sul.

O preço do petróleo nas áreas da cessão onerosa negociado com a União foi de US$ 8,5 por barril, na média. A renegociação será feita com base nos novos preços do petróleo e dos custos de extração, quando se esclarecerá se a Petrobras pagou muito ou pouco por esses barris. Existe também a opção de devolver barris, que foi descartada pelo diretor de exploração e produção da Petrobras, José Formigli, na entrevista de apresentação do Plano de Negócios 2014-2018. Se a avaliação ficar abaixo do que foi pago, o governo terá que devolver a diferença para a estatal. Em relatório sobre a estatal feito pelo Credit Suisse, os analistas Vinicius Canheu e André Sobreira não apostam em mudanças.

"Não achamos que a [nova] avaliação vai ser muito diferente: os preços do petróleo mais elevados agora são compensados por atrasos e inflação de custos. Além disso, mesmo se Petrobras tiver que pagar mais [pelos barris], a empresa teria até três anos após a conclusão da renegociação para pagar, ou seja, provavelmente em um momento em que o balanço estará mais saudável", afirmam os analistas.

O diretor da ANP estimou que as vendas de combustíveis este ano deverão crescer entre 4% e 5% em relação a 2013. No ano passado, o consumo de combustíveis no país totalizou 136,2 bilhões, com alta de 5% na comparação com 2012. O destaque foi o óleo combustível, cujas vendas cresceram 26,8% (para 5 bilhões de litros), motivada principalmente pelo acionamento das usinas termelétricas.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gás Natural
TBG lança consulta ao mercado para fornecimento de gás d...
10/09/26
Tecnologia e Inovação
Vallourec inicia obras de linha de produção no Brasil pa...
10/09/26
ExpoPostos & Conveniência
Segundo dia da ExpoPostos & Conveniência 2026 debate des...
10/09/26
PD&I
Projeto Heavy Oil Emulsions, liderado pela Unicamp, busc...
10/09/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Preços seguem em alta com clima chuvoso
10/09/26
Águas Profundas
Firjan promove Agrega+Indústria Especial SEAP II e SEAP I
09/09/26
Expopostos & Conveniência
Vibra integra tecnologia, qualidade e serviços para ampl...
09/09/26
Comunicado
ANP implementará o Gov.BR Nível Ouro para acesso aos sis...
09/09/26
ABPIP
STJ julga fracking amanhã e ABPIP defende análise técnic...
08/09/26
Investimento
Naturgy lança segunda Chamada Pública para aquisição de ...
08/09/26
ANP
Prêmio ANP de Inovação Tecnológica: live amanhã (9/9) es...
08/09/26
ROG.e 2026
PRINER exibe na Rio Oil & Gas Energy o serviço de pintur...
05/09/26
ANP
Aprovada resolução que revisa norma sobre tratamento dif...
04/09/26
Margem Equatorial
Ibama autoriza Petrobras a perfurar três novos poços na ...
04/09/26
Apoio Offshore
OceanPact conclui a aquisição do Estaleiro Dock Brasil
04/09/26
Evento
ExpoPostos & Conveniência confirma Amyr Klink, Mark Wohl...
04/09/26
ESG
Petrobras lidera ranking ESG no segmento de Petróleo, Gá...
04/09/26
ANP
Aprovada a indicação de 24 blocos na Bacia Potiguar para...
04/09/26
Combustíveis
ANP realizará consulta e audiência públicas sobre novas ...
04/09/26
Rio de Janeiro
Firjan lança recorte Norte Fluminense do Anuário do Petr...
04/09/26
ANP
Revisão de regras do RenovaBio para novos distribuidores...
04/09/26
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25