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Usinas de Jirau e Santo Antônio em novo conflito

Questão envolve volume de água reservada.

Valor Econômico
10/02/2014 11:40
Visualizações: 1029

 

Em plena época de escassez de chuvas e preocupações com o nível baixo dos reservatórios das hidrelétricas do país, as usinas de Santo Antônio e Jirau, em construção no rio Madeira, em Porto Velho (RO), voltam a ter conflitos por conta do alto volume de água que Santo Antônio estaria reservando, comprometendo as estruturas de Jirau.
O 'Valor' apurou que o consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR), dono da usina de Jirau, encaminhou uma notificação à Agência Nacional de Águas (ANA), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), afirmando que a hidrelétrica de Santo Antônio estaria desrespeitando o limite de acúmulo de água permitido pelo projeto.
Como Jirau está sendo construída cerca de 70 km acima da usina de Santo Antônio, esse acúmulo de água no reservatório estaria comprometendo as estruturas de Jirau.
O 'Valor' teve acesso exclusivo à carta enviada pelo ESBR. No documento, o consórcio afirma que a autorização concedida pelo Ibama, órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, dá conta de que a altura máxima suportada por Jirau é de 74,8 metros em relação ao reservatório da usina de Santo Antônio. Esta, no entanto, estaria operando com um reservatório que, na semana passada, teria ultrapassado a cota de 75 metros.
"Tal fato, além de não respeitar o limite estabelecido por imposição do projeto estrutural da usina de Jirau, está ocasionando diversos impactos na estrutura do empreendimento e demais existentes no canteiro de obras", alega o ESBR no documento.
Segundo o consórcio, o reservatório de Santo Antônio já chega a comprometer, inclusive, o sistema de transposição dos peixes, um tipo de escada de concreto por onde os peixes sobem a corredeira do rio.
A situação estaria comprometendo até a instalação de novas turbinas de Jirau, por conta de "consequente inundação de toda casa de força, devido à pressão sobre a mesma, para a qual não está dimensionada".
O consórcio ESBR pede, no documento, o imediato esvaziamento do reservatório, para que a situação volte ao normal.
Representantes da concessionária Santo Antônio Energia não foram encontrados, ontem (9), para comentar o assunto.

Em plena época de escassez de chuvas e preocupações com o nível baixo dos reservatórios das hidrelétricas do país, as usinas de Santo Antônio e Jirau, em construção no rio Madeira, em Porto Velho (RO), voltam a ter conflitos por conta do alto volume de água que Santo Antônio estaria reservando, comprometendo as estruturas de Jirau.

O 'Valor' apurou que o consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR), dono da usina de Jirau, encaminhou uma notificação à Agência Nacional de Águas (ANA), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), afirmando que a hidrelétrica de Santo Antônio estaria desrespeitando o limite de acúmulo de água permitido pelo projeto.

Como Jirau está sendo construída cerca de 70 km acima da usina de Santo Antônio, esse acúmulo de água no reservatório estaria comprometendo as estruturas de Jirau.

O 'Valor' teve acesso exclusivo à carta enviada pelo ESBR. No documento, o consórcio afirma que a autorização concedida pelo Ibama, órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, dá conta de que a altura máxima suportada por Jirau é de 74,8 metros em relação ao reservatório da usina de Santo Antônio. Esta, no entanto, estaria operando com um reservatório que, na semana passada, teria ultrapassado a cota de 75 metros.

"Tal fato, além de não respeitar o limite estabelecido por imposição do projeto estrutural da usina de Jirau, está ocasionando diversos impactos na estrutura do empreendimento e demais existentes no canteiro de obras", alega o ESBR no documento.

Segundo o consórcio, o reservatório de Santo Antônio já chega a comprometer, inclusive, o sistema de transposição dos peixes, um tipo de escada de concreto por onde os peixes sobem a corredeira do rio.

A situação estaria comprometendo até a instalação de novas turbinas de Jirau, por conta de "consequente inundação de toda casa de força, devido à pressão sobre a mesma, para a qual não está dimensionada".

O consórcio ESBR pede, no documento, o imediato esvaziamento do reservatório, para que a situação volte ao normal.

Representantes da concessionária Santo Antônio Energia não foram encontrados, ontem (9), para comentar o assunto.

 

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