Tecnologia

Utilidade de robôs vai da energia elétrica ao pré-sal

O que diminuirá riscos em inspeções e outros serviços.

Valor Econômico
01/11/2013 12:03
Visualizações: 1542

 

Em uma mesa no auditório do Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (Senai Cimatec), um conjunto de robôs chama a atenção do público. A engenhoca parece um pequeno carro com um braço gigante, que abre e fecha e se move em diferentes direções. Sem uma explicação seria impossível identificar sua função. Desenvolvido pela equipe do Senai Cimatec em parceria com engenheiros do Centro Alemão de Pesquisa para Inteligência Artificial (DFKI), o robô vai fazer a inspeção de linhas de transmissão de alta tensão para a Cemig. "Esse trabalho atualmente é feito por pessoas, mas oferece um alto risco", disse José Mascarenhas, presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb).
O robô de inspeção de linhas de transmissão faz parte de um conjunto de projetos em realização pelo Instituto Brasileiro de Robótica, inaugurado ontem (31) em Salvador. O Instituto é fruto de uma parceria entre o Senai Cimatec e o DFKI, e foi desenvolvido com recursos de R$ 18 milhões. Do total, R$ 6 milhões foram provenientes do governo federal, por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), e o restante foi fornecido pelo Senai Nacional, Senai-BA, governo da Bahia e investimentos privados.
O Instituto foi criado com o objetivo de estimular o desenvolvimento de robôs e equipamentos de automação para a indústria. Entre os setores apontados como prioritários estão os de petróleo e gás, petroquímica, aeroespacial e automotivo. "A indústria brasileira ainda tem pouca competitividade e custos altos, e a robótica pode contribuir para melhorar esse quadro", disse Mascarenhas. A instituição será presidida por Leone Peter Andrade, diretor regional do Senai, e terá em seu conselho professores da Unicamp, do ITA, da USP, da Universidade Federal da Bahia e da Universidade de Bremen, na Alemanha, além de representantes de indústrias como BG Brasil, Petrobras, Ford e Votorantim.
Andrade disse que o trabalho do Instituto será voltado a atender essencialmente a demandas das indústrias brasileiras. "O próximo projeto será a construção de um robô AUV [veículo subaquático autônomo] para pesquisas em campos do pré-sal", afirmou o executivo. O robô terá capacidade para fazer análises no oceano a uma profundidade de até 4 mil metros. O projeto está orçado em R$ 30 milhões e será desenvolvido durante quatro anos. A lista de projetos também inclui robôs para estaleiros, indústrias automotivas e até projetos de membros robóticos para reabilitação humana, disse Frank Kirchner, diretor do centro de robótica e inovação da DFKI.
A meta do Cimetec Senai e do DFKI é audaciosa: tornar o Instituto Brasileiro de Robótica um dos dez maiores centros de pesquisas em robótica no mundo até 2023. A instituição inicia as operações com dez pesquisadores, mas o plano é chegar a cem profissionais no longo prazo.
Para a Bahia, o desenvolvimento da área robótica contribuirá para aumentar a competitividade industrial e diversificar a produção do Estado, atualmente concentrada nos setores petroquímico e químico, de acordo com Mascarenhas. Em anos recentes, a Bahia recebeu uma série de investimentos de indústrias dos setores automotivo, energia eólica, química e mineração. Com base em 380 projetos já anunciados, a Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia informa que o Estado receberá investimentos de R$ 81,4 bilhões entre 2013 e 2016. Entre os projetos estão a ampliação da fábrica da Ford, a construção da fábrica da JAC Motors, a instalação de uma nova unidade de produção de turbinas da Gamesa e um projeto de exploração de uma mina de níquel pela Mirabela.
Kirchner, do DFKI, disse que os investimentos em robótica podem também estimular o surgimento de pequenas e médias empresas de inovação na região. O DFKI foi fundado em 2006 e é mantido com recursos do governo da Alemanha, da indústria da Alemanha e da União Europeia. Entre 2006 e 2013, o centro alemão captou € 50 milhões em recursos para pesquisas, e boa parte das inovações geradas foram adquiridas por empreendedores que criaram suas próprias empresas. "O trabalho de robótica do DFKI proporcionou o surgimento de 600 companhias pequenas e médias. A inovação contribui não só para grandes indústrias, mas também pode ser uma boa oportunidade para pequenas e médias empresas", disse Kirchner.

Em uma mesa no auditório do Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (Senai Cimatec), um conjunto de robôs chama a atenção do público. A engenhoca parece um pequeno carro com um braço gigante, que abre e fecha e se move em diferentes direções. Sem uma explicação seria impossível identificar sua função. Desenvolvido pela equipe do Senai Cimatec em parceria com engenheiros do Centro Alemão de Pesquisa para Inteligência Artificial (DFKI), o robô vai fazer a inspeção de linhas de transmissão de alta tensão para a Cemig. "Esse trabalho atualmente é feito por pessoas, mas oferece um alto risco", disse José Mascarenhas, presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb).

O robô de inspeção de linhas de transmissão faz parte de um conjunto de projetos em realização pelo Instituto Brasileiro de Robótica, inaugurado ontem (31) em Salvador. O Instituto é fruto de uma parceria entre o Senai Cimatec e o DFKI, e foi desenvolvido com recursos de R$ 18 milhões. Do total, R$ 6 milhões foram provenientes do governo federal, por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), e o restante foi fornecido pelo Senai Nacional, Senai-BA, governo da Bahia e investimentos privados.

O Instituto foi criado com o objetivo de estimular o desenvolvimento de robôs e equipamentos de automação para a indústria. Entre os setores apontados como prioritários estão os de petróleo e gás, petroquímica, aeroespacial e automotivo. "A indústria brasileira ainda tem pouca competitividade e custos altos, e a robótica pode contribuir para melhorar esse quadro", disse Mascarenhas. A instituição será presidida por Leone Peter Andrade, diretor regional do Senai, e terá em seu conselho professores da Unicamp, do ITA, da USP, da Universidade Federal da Bahia e da Universidade de Bremen, na Alemanha, além de representantes de indústrias como BG Brasil, Petrobras, Ford e Votorantim.

Andrade disse que o trabalho do Instituto será voltado a atender essencialmente a demandas das indústrias brasileiras. "O próximo projeto será a construção de um robô AUV [veículo subaquático autônomo] para pesquisas em campos do pré-sal", afirmou o executivo. O robô terá capacidade para fazer análises no oceano a uma profundidade de até 4 mil metros. O projeto está orçado em R$ 30 milhões e será desenvolvido durante quatro anos. A lista de projetos também inclui robôs para estaleiros, indústrias automotivas e até projetos de membros robóticos para reabilitação humana, disse Frank Kirchner, diretor do centro de robótica e inovação da DFKI.

A meta do Cimetec Senai e do DFKI é audaciosa: tornar o Instituto Brasileiro de Robótica um dos dez maiores centros de pesquisas em robótica no mundo até 2023. A instituição inicia as operações com dez pesquisadores, mas o plano é chegar a cem profissionais no longo prazo.

Para a Bahia, o desenvolvimento da área robótica contribuirá para aumentar a competitividade industrial e diversificar a produção do Estado, atualmente concentrada nos setores petroquímico e químico, de acordo com Mascarenhas. Em anos recentes, a Bahia recebeu uma série de investimentos de indústrias dos setores automotivo, energia eólica, química e mineração. Com base em 380 projetos já anunciados, a Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia informa que o Estado receberá investimentos de R$ 81,4 bilhões entre 2013 e 2016. Entre os projetos estão a ampliação da fábrica da Ford, a construção da fábrica da JAC Motors, a instalação de uma nova unidade de produção de turbinas da Gamesa e um projeto de exploração de uma mina de níquel pela Mirabela.

Kirchner, do DFKI, disse que os investimentos em robótica podem também estimular o surgimento de pequenas e médias empresas de inovação na região. O DFKI foi fundado em 2006 e é mantido com recursos do governo da Alemanha, da indústria da Alemanha e da União Europeia. Entre 2006 e 2013, o centro alemão captou € 50 milhões em recursos para pesquisas, e boa parte das inovações geradas foram adquiridas por empreendedores que criaram suas próprias empresas. "O trabalho de robótica do DFKI proporcionou o surgimento de 600 companhias pequenas e médias. A inovação contribui não só para grandes indústrias, mas também pode ser uma boa oportunidade para pequenas e médias empresas", disse Kirchner.

 

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