Mercado

Vale e Petrobras puxam queda do Ibovespa

Valor Econômico
15/08/2006 00:00
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O enfraquecimento do mercado acionário americano reforçou a pressão gerada pela queda das ações da Petrobras e da Vale do Rio Doce ontem. Em meio à expectativa por números de inflação e atividade nos Estados Unidos ao longo da semana, o tom foi mais conservador. O Ibovespa caiu 1,05%, aos 36.556 pontos. O giro foi de R$ 1,79 bilhão.

De acordo com o analista da corretora Ativa Guilherme Marins a queda acentuada das ações de Petrobras, Banco do Brasil e Vale do Rio Doce contribuíram para o descolamento parcial da Bovespa em relação às bolsas americanas. As preferenciais da Petrobras, que detêm 11,278% do Ibovespa, caíram 2,40%, a R$ 44,31. Já as ações PNA da mineradora (8,4015% ) perderam 1,66%, a R$ 41,30.

A queda de Petrobras refletiu a reação dos investidores ao lucro "um pouco abaixo" do esperado no segundo trimestre e à retração nos preços do petróleo no mercado mundial. Na sexta-feira, após o fechamento, a companhia divulgou ganho líquido de R$ 6,9 bilhões no período, alta de 42% ante igual trimestre de 2005. Já os contratos commodity do tipo WTI foram negociados em Nova York a US$ 73,53, com queda de US$ 0,82. No caso da Vale, o comportamento ainda refletiu a oferta de compra pela canadense Inco.

O gerente de mesa de Bovespa da SLW Corretora Cesar Alberto Lopes chamou a atenção para a forte queda registrada pelas ações ON do Banco do Brasil, após a divulgação do resultado entre março e junho. No período, o lucro líquido foi de R$ 1,546 bilhão, um aumento de 52,5% na comparação com trimestre equivalente em 2005. Na avaliação do especialista, o movimento refletiu uma realização de lucros, uma vez que o resultado do banco já teria sido antecipado. As ações ON perderam 4,76%, a R$ 50, a maior queda do Ibovespa.

O vencimento dos contratos de Ibovespa futuro e de opções sobre o índice, amanhã, também adicionaram volatilidade aos negócios.

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