Porto de Santos

Vistoria naval interrompe dragagem de aprofundamento

Segundo a CPSP, a Hang Jung 5001 parou de operar na primeira quinzena do último mês. Na vistoria, exigida de todas as embarcações prestadoras de serviço, foram encontradas pendências, que tinham de ser solucionadas pela firma responsável pelo equipament

Redação/ Agência
09/10/2012 11:48
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A draga chinesa Hang Jung 5001, atualmente a única embarcação utilizada no aprofundamento do canal de navegação (calha central) do Porto de Santos, ficou sem operar por mais de 20 dias. Nesse período, ela permaneceu atracada no cais do Armazém 10 e o serviço foi interrompido. Isso ocorreu pois a draga teve de passar por uma nova vistoria da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP).

Os trabalhos de dragagem só foram reiniciados no último sábado.

Mesmo com a conclusão do serviço, a Hang Jung 5001 permaneceu na cidade para fazer os últimos ajustes no aprofundamento da calha. A medida foi necessária pois o Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) encontrou “inconsistências de dados” na batimetria (exame que mede a profundidade de uma área marítima ou fluvial) realizada nos trechos 1 e 2 (da entrada do Porto à Torre Grande) do canal de navegação. A avaliação identificou pontos que não alcançaram 15 metros e indicou a necessidade de reparos.

De acordo com o diretor de Infraestrutura e Execução de Obras da Codesp, Paulino Moreira Vicente, desde o dia 1º do mês passado, a draga recomeçou os trabalhos no Trecho 1. Porém, os serviços tiveram que ser interrompidos por conta de uma inspeção obrigatória, realizada pela Capitania.

Segundo a CPSP, a Hang Jung 5001 parou de operar na primeira quinzena do último mês. Na vistoria, exigida de todas as embarcações prestadoras de serviço, foram encontradas pendências, que tinham de ser solucionadas pela firma responsável pelo equipamento.

As irregularidades não foram divulgadas pela Capitania. O órgão apenas destacou que eram “aspectos relevantes” para os serviços no complexo santista. Sobre o tempo que a draga ficou parada, a justificativa foi a demora no atendimento às exigências por parte da empresa responsável pelo equipamento.

O consórcio Draga Brasil, liderado pela empresa DTA Engenharia, executa o serviço no cais santista. Além de aprofundar o canal, a obra vai alargar sua calha de navegação (leito navegável central) de 150 para 220 metros. A firma foi procurada, mas os responsáveis não foram encontrados para prestar esclarecimentos sobre os ajustes necessários.

A Secretaria de Portos (SEP), que supervisiona a obra, também não se manifestou sobre a paralisação do serviço. A pasta apenas destacou a vistoria da Capitania como o motivo para a interrupção dos trabalhos.


Espera

A homologação da nova profundidade do canal de navegação do Porto é aguardada com ansiedade por operadores e usuários do complexo. O problema, neste caso, é a demora na expedição do aval por parte da Autoridade Marítima.

A espera, porém, não é motivada apenas pelo tempo exigido para a análise das batimetrias, mas também pela necessidade de correção dos defeitos encontrados nos serviços executados. As falhas identificadas no Trecho 1 (que vai da entrada do canal ao entreposto de pesca) impedem embarcações com maiores calados de acessarem o Porto.

Com a interrupção nos trabalhos da Hang Jung 5001, os ajustes na profundidade dos trechos 1 e 2 devem demorar ainda mais para serem feitos.
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