Expansão

WEG quer dobrar produção externa

Em meio ao seu projeto de internacionalização, a WEG, fabricante de equipamentos eletroeletrônicos de uso industrial, espera dobrar a produção no exterior de 10% para 20% do total da receita bruta, segundo o atual diretor regional da Europa, Harry Schmelzer Jr., que assume a presidência da com

Jornal do Commercio
25/10/2007 00:00
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Em meio ao seu projeto de internacionalização, a WEG, fabricante de equipamentos eletroeletrônicos de uso industrial, espera dobrar a produção no exterior de 10% para 20% do total da receita bruta, segundo o atual diretor regional da Europa, Harry Schmelzer Jr., que assume a presidência da companhia a partir de janeiro. O atual presidente, Décio da Silva, disse acreditar que isso ocorra dentro de um a dois anos.

Fora do Brasil, a WEG tem fábricas na Argentina, no México, em Portugal e na China e, de acordo com os executivos, a empresa deve dar passos importantes na Ásia, Leste Europeu e Oriente Médio. Para atender a esta última região, a companhia inaugurará em 2008 subsidiária em Dubai, nos Emirados Árabes.

Os executivos, no entanto, não revelaram prazos, nem se a entrada nesses mercados se dará pela construção de fábricas, via aquisições ou simplesmente pela abertura de escritórios de representação.

"Há mercados em que não estamos presentes e vamos continuar abrindo filiais", disse Schmelzer Jr. Uma dessas novas filiais será na Rússia, cujo mercado é atendido a partir da Alemanha mas, até o final de 2008, contará com o escritório de vendas.

Já a Índia, onde a WEG tem filial desde 2003, poderá ter uma fábrica. "Está em estudo", afirmou Silva. Questionado se algum desses projetos é para esse ano, o executivo, disse apenas que há processos em andamento.

Embora não tenham revelado o valor dos investimentos para 2008 - este ano o orçamento é de R$ 260 milhões -, os executivos informaram que não vêem, nesse momento, necessidade de acessarem o mercado de capitais brasileiro ou externo, tendo recursos em caixa suficientes para expansões no exterior, além de contarem com o suporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"Sempre tivemos situação saudável para aproveitar as oportunidades", afirmou Silva.

A ação agressiva em novos mercados explica, segundo Schmelzer Jr., o crescimento de 32,7% na receita bruta no terceiro trimestre deste ano em relação a 2006, para R$ 1,218 bilhão. "A companhia tem ações ousadas na busca de produtividade e redução de custos", disse.

Entre as ações, os executivos citaram a redução da exposição cambial com o aumento da compra de matéria-prima no Brasil. Segundo Schmelzer Jr,. metade da receita líquida da WEG é gasta com matéria-prima e, deste total, apenas metade tem preço dolarizado.

A WEG, que no Brasil trabalha em muitas áreas com 100% da capacidade instalada, acaba de adquirir uma área em Itajaí, em Santa Catarina, onde irá transferir parte da produção das unidades de Jaraguá e Blumenau, no mesmo estado.

"Começamos a descentralizar. Não podemos só crescer em Jaraguá", afirmou Silva. Ele não revelou números dessa nova fábrica, mas disse esperar que 300 pessoas sejam contratadas no primeiro semestre de 2008. "Tem setores em que os prazos das encomendas alongaram-se". Neste ano, a empresa contratou duas mil pessoas.


Apesar dos números do terceiro trimestre apresentados ontem aos investidores terem superado as expectativas, a WEG manteve a aposta de crescimento para o ano em 15%, para resultado pouco acima de R$ 4 bilhões.

No terceiro trimestre, a empresa apresentou lucro líquido 18,8% maior que no mesmo período do ano passado, de R$ 157,014 milhões. A margem Ebitda (lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu de 21,8% para 26,0%. "A WEG tem uma marca importante que é crescimento com rentabilidade e meu objetivo é manter isso", disse Schmelzer Jr.
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