GNL

Wilson Sons tem recorde de operações ship-to-ship de GNL na divisão de Rebocadores

Entre janeiro e outubro, foram mais de 15 operações ship-to-ship em terminais de regaseificação para transferência de gás natural liquefeito (GNL), o maior número já registrado pela Companhia

Redação TN Petróleo/Assessoria
29/11/2021 14:15
Wilson Sons tem recorde de operações ship-to-ship de GNL na divisão de Rebocadores Imagem: Divulgação Wilson Sons Visualizações: 2800

Com o aumento da atividade das termoelétricas em 2021, a Wilson Sons registrou nos últimos 10 meses um recorde de operações ship-to-ship (STS). Os rebocadores da Companhia atuaram em mais de 15 operações para transferência de gás natural liquefeito (GNL) de navios gaseiros a Unidades Flutuantes de Armazenamento e Regaseificação de Gás Natural (FSRU, sigla em inglês). A maioria ocorreu no terminal da Celse, em Barra de Coqueiros (SE), seguida pelo terminal da GNA, no Porto do Açu (RJ).

Somente no mês de outubro, foram seis operações STS, sendo uma delas com navio do tipo Q-FLEX, considerado um dos maiores do mundo, com capacidade de 215 mil m³ de gás, um recorde para o setor. Até o fim deste ano, estão previstas mais cinco operações em Sergipe. “O ano de 2022 também promete bons resultados para o mercado de apoio portuário no setor de GNL. Três novos terminais devem entrar em operação: um em Barcarena, o Gás Sul em Santa Catarina e o terceiro em Suape”, destaca Elísio Dourado, diretor comercial da unidade.

Hoje, cinco terminais de GNL, que utilizam FSRUs, estão em operação no Brasil. São três da Petrobras, um da Celse e um da GNA. A Wilson Sons atua na unidade da Petrobras em Pecém (CE), além dos terminais da Celse e da GNA. “A perspectiva se mantém positiva no médio prazo, com a possibilidade da entrada de novos operadores no mercado para projetos de gas to wire, quando a termelétrica é implantada próxima ao campo produtor de gás natural, e de small scale (GNL em pequena escala)”, avalia Dourado.

A Companhia está preparada para atender o aumento da demanda. Com 80 rebocadores, possui a maior e mais potente frota da costa brasileira – 93% dos rebocadores têm propulsão azimutal (ASD) e quatro são escort tugs – e, este ano, iniciou a construção de uma série de outras seis embarcações de alta potência no estaleiro da Wilson Sons no Guarujá (SP). “As novas unidades terão padrão IMO TIER III, com redução de mais de 75% das emissões de óxidos de nitrogênio, que é considerado um gás do efeito estufa”, conta o diretor.

As operações STS de GNL são de alta complexidade e exigem grau elevado de segurança, principalmente, quando realizadas em mar aberto, onde as circunstâncias de navegação demandam grande atenção. “Segurança é, sem dúvida, um dos principais pilares do Grupo Wilson Sons. Além da experiência de nossos profissionais, contamos com uma estrutura robusta. Juntos são diferenciais para os clientes desse setor. Isso porque trabalhamos com eles desde o planejamento do projeto e de cada operação, e não somente na execução, o que nos possibilita garantir o sucesso do trabalho, mesmo com alto nível de complexidade”, explica Dourado.

Um importante aliado nesse quesito é a Central de Operações de Rebocadores (COR). A unidade monitora as embarcações 24 horas por dia, em tempo real, por meio da rede de antenas de AIS e utiliza tecnologias como inteligência artificial para elaboração de estratégias de manobras. A divisão de Rebocadores conta, ainda, com o Centro de Aperfeiçoamento Marítimo, composto por um simulador de manobras próprio, apto a prever diferentes cenários operacionais. O equipamento é utilizado para treinar sistematicamente o quadro de profissionais marítimos, gestores e equipes de apoio da empresa, além de também ser utilizado por clientes e parceiros para a preparação e testes de projetos e operações de grande porte.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
P&D
Centro de pesquisa na USP inaugura sede e impulsiona tec...
17/04/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 182 mil barris por ...
17/04/26
Reforma Tributária
MODEC patrocina debate sobre reforma tributária no setor...
17/04/26
E&P
Revisão de resolução sobre cessão de contratos de E&P é ...
17/04/26
Estudo
Consumo de gás natural cresce 3,8% em 2025 no Brasil
17/04/26
Apoio Marítimo
Mesmo com tensões globais, setor marítimo avança e refor...
17/04/26
Internacional
Petrobras assina participação em novo bloco exploratório...
17/04/26
PPSA
Petrochina arremata carga da União de Bacalhau em leilão...
17/04/26
Rio de Janeiro
Firjan calcula que, só em 2025, estado do Rio acumulou p...
16/04/26
Refino
Refinaria de Mataripe, da Acelen, reduz consumo total de...
16/04/26
Cana Summit
No Cana Summit 2026, ORPLANA e UNICA formalizam revisão ...
16/04/26
Royalties
Firjan anuncia mobilização para defender interesse do RJ...
16/04/26
Reconhecimento
3º Prêmio Foresea de Fornecedores premia melhores empres...
16/04/26
Cana Summit
Abertura do Cana Summit 2026: autoridades e especialista...
15/04/26
Gás Natural
TBG e SCGás inauguram nova estação em Santa Catarina e a...
15/04/26
Espírito Santo
Indústria de Petróleo e Gás no ES deve investir mais de ...
15/04/26
Investimentos
SEAP: Bacia Sergipe-Alagoas irá receber dois FPSOs
14/04/26
Petrobras
US$450 milhões serão investidos no maior projeto de moni...
14/04/26
Combustíveis
Etanol gera economia superior a R$ 2,5 bilhões em março ...
14/04/26
Espírito Santo
Próximo pico da produção de petróleo no ES será em 2027
14/04/26
ANP
Oferta Permanente de Concessão (OPC): edital com inclusã...
14/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23