Artigo

Como priorizar a segurança do trabalhador na indústria, por Giordania R. Tavares

Redação TN Petróleo/Assessoria
04/05/2023 08:42
Como priorizar a segurança do trabalhador na indústria, por Giordania R. Tavares Imagem: Divulgação Visualizações: 1829

Com a proximidade do mês em que é celebrado o Dia do Trabalhador, os números mais recentes de acidentes ocupacionais assustam. Segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho (MPT), para a população com vínculo de emprego regular, foram 612,9 mil notificações de acidentes em todo o Brasil em 2022. Já em relação aos casos fatais, foram registrados 2,5 mil. As atividades com o maior número de registros foram da área hospitalar, com 59 mil casos, sendo os profissionais de enfermagem os mais acidentados, somando 36 mil ocorrências. 

A vida, sem dúvida, é a mais importante nesse debate, por isso não podemos fechar os olhos quanto às violações de direitos humanos laborais dada a identificação de ambientes de trabalho insalubres e inseguros. Para além disso, há perdas também econômicas devido a doenças e acidentes ocupacionais, que em sua maioria poderiam ser evitados com medidas de prevenção adequadas, chegando a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. O que reflete não só na geração de distribuição de riquezas, mas na produtividade do trabalho como um todo. 

Na indústria, seja ela de qualquer segmento, o colaborador vai se deparar com algumas situações de alto risco de acidentes. Por isso, o uso de equipamentos de proteção individual (EPI) não deve ser negligenciado pela empresa e nem pelo colaborador, visto que é indispensável para diminuir as ocorrências de mortes e ferimentos. As companhias precisam estar de acordo com a Lei 6.514/77, que obriga o uso de EPIs como parte da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e ter como um importante instrumento de proteção da segurança do trabalhador. 

Além da conformidade com a lei, a empresa pode advertir o funcionário sempre que necessário para que não tenha despesas onerosas como multas por descumprimento. A conscientização é fundamental nesses casos e a organização pode atuar com realização de palestras de profissionais qualificados, investir na inspeção de um técnico de segurança do trabalho periodicamente, entre outras iniciativas. 

Contudo, o alinhamento entre as responsabilidades da empresa e do colaborador não deve se limitar apenas ao uso de EPIs. Outros equipamentos com tecnologia e inovação podem ser inseridos em toda a cadeia produtiva para garantir ainda mais segurança aos envolvidos. Há no mercado portas automáticas que são sensíveis ao movimento e evitam a colisão com carrinhos, empilhadeiras e aproximação de um colaborador, evitando acidentes. Outra possibilidade ainda é a adoção de niveladora de docas em galpões logísticos, que reduz o tempo de carga e descarga dos caminhões, tornando a operação muito mais ágil e segura sem oferecer riscos aos operadores, pois seu acionamento é automatizado. 

Com o avanço do uso de robôs, que no Brasil teve aumento de 3% desde 2015, segundo o ‘2021 World Robot Report’, divulgado pela Federação Internacional de Robótica (IFR), foi necessário aumentar a segurança dos trabalhadores em contato com essas máquinas. Soluções como janelas de segurança, desenvolvidas sob medida e de acordo com cada necessidade, realizam a proteção de máquinas e instalações em cabines de teste, linhas de produção automatizadas, células de solda e outras aplicações que podem oferecer riscos. Essas janelas são projetadas para ilimitadas aberturas e fechamentos, restringindo ao máximo o acesso de pessoas durante a movimentação de máquinas, o que garante também a segurança do colaborador. 

Os dados e recursos para as indústrias evidenciam que o trabalho realizado é de suma importância para toda a cadeia produtiva de um país. Para tanto, deve ser realizado de forma respeitável, inteligente, tecnológica, inovadora e, principalmente, segura para o trabalhador, o protagonista e responsável pelo dia a dia da produção nas mais diversas áreas e setores.

Sobre a autora: Giordania R. Tavares é graduada em administração pela UNICID, com especialização pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.  A executiva tem mais de 20 anos de experiência no mercado de portas rápidas industriais e equipamentos desenvolvidos especialmente para isolamento e segurança dos mais variados ambientes industriais e logísticos, e como CEO foi responsável por tornar a Rayflex expoente de mercado no Brasil e na América Latina.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ANP
Prêmio ANP de Inovação Tecnológica: live amanhã (9/9) es...
08/09/26
ANP
Aprovada resolução que revisa norma sobre tratamento dif...
04/09/26
Margem Equatorial
Ibama autoriza Petrobras a perfurar três novos poços na ...
04/09/26
Apoio Offshore
OceanPact conclui a aquisição do Estaleiro Dock Brasil
04/09/26
Evento
ExpoPostos & Conveniência confirma Amyr Klink, Mark Wohl...
04/09/26
ESG
Petrobras lidera ranking ESG no segmento de Petróleo, Gá...
04/09/26
ANP
Aprovada a indicação de 24 blocos na Bacia Potiguar para...
04/09/26
Combustíveis
ANP realizará consulta e audiência públicas sobre novas ...
04/09/26
Rio de Janeiro
Firjan lança recorte Norte Fluminense do Anuário do Petr...
04/09/26
ANP
Revisão de regras do RenovaBio para novos distribuidores...
04/09/26
ANP
Prorrogado para 21/9 o prazo para inscrições no Prêmio A...
03/09/26
Saúde e Bem-estar
Nova clínica no Rio mira demanda de saúde ocupacional da...
03/09/26
ABPIP
Produtores independentes apresentam a candidatos ao Gove...
03/09/26
Bacia de Santos
Shell Brasil adquire participação no bloco exploratório ...
02/09/26
ROG.e 2026
Merax confirma participação na ROG.e 2026 com soluções p...
02/09/26
ANP
Jornada Empreendedora PRH-ANP 2026: anunciadas as seis e...
02/09/26
Mercado Livre
Comerc Energia celebra 25 anos com solidez financeira, e...
02/09/26
PPSA
TotalEnergies e Petrobras vencem lotes do 8º Leilão Spot...
02/09/26
ROG.e 2026
PRINER exibe na Rio Oil & Gas Energy o serviço de pintur...
01/09/26
ANP
Produção de petróleo e gás em julho de 2026 foram de 5,8...
01/09/26
Etanol de milho
Levedura desenvolvida na Unicamp pode tornar a produção ...
01/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25