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Shell eleva dividendos e estabiliza produção de petróleo em novo plano de CEO

Reuters, 14/06/2023
14/06/2023 07:15
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A Shell aumentará seus dividendos e recompras de ações, ao mesmo tempo em que manterá a produção de petróleo estável até 2030, disse a companhia nesta quarta-feira, à medida que o CEO Wael Sawan se movimenta para recuperar a confiança do investidores que vacilou com o anúncio de um plano de transição energética.

Em uma nova estrutura financeira anunciada antes de uma conferência com investidores em Nova York, a Shell disse que aumentará a distribuição geral dos acionistas para 30% a 40% do fluxo de caixa das operações, ante 20% a 30% anteriormente.

Isso inclui um aumento de 15% nos dividendos e um aumento na taxa de seu programa de recompra de ações no segundo trimestre para 5 bilhões de dólares, ante 4 bilhões de dólares nos últimos trimestres.

A estrutura financeira é a base do esforço de Sawan para impulsionar o desempenho das ações da Shell em relação aos seus pares americanos, depois que muitos investidores rejeitaram a empresa britânica mesmo depois de ela ter registrado um lucro recorde de 40 bilhões de dólares no ano passado.

O grupo tem enfrentado preocupações de que estaria se afastando das atividades de petróleo e do gás em um momento de alta nos preços da energia, enquanto os retornos de seus crescentes negócios de energia renovável e baixo carbono continuam fracos.

"Desempenho, disciplina e simplificação serão nossos princípios orientadores", disse Sawan, que assumiu o cargo em janeiro, em comunicado.

"Vamos investir nos modelos que funcionam -- aqueles com os maiores retornos que jogam com nossos pontos fortes."

Produção estabilizada
A Shell descartou sua meta anunciada anteriormente de reduzir a produção de petróleo em 20% até 2030, depois de ter atingido, em grande parte, o objetivo.

A companhia disse agora que manterá sua produção de petróleo estável até 2030 e reforçará seus negócios de gás natural para defender sua posição como o maior player mundial de gás natural liquefeito (GNL).

As despesas de capital serão reduzidas para uma faixa de 22 bilhões a 25 bilhões de dólares por ano em 2024 e 2025, de 23 bilhões a 27 bilhões planejados em 2023. A mudança da Shell segue um movimento semelhante da rival BP feito no início deste ano, quando o CEO Bernard Looney recuou dos planos de cortar sua produção de petróleo e gás em 40% até 2030.

Sawan, um canadense-libanês de 48 anos que anteriormente chefiou as divisões de petróleo, gás e renováveis ??da Shell, descartou vários projetos nos últimos meses, inclusive em energia eólica offshore, hidrogênio e biocombustíveis, devido a projeções de retornos fracos.

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