Biocombustíveis

Acelen Renováveis e Dia Mundial da Água: cultivo da macaúba para produção de biocombustível é modelo de gestão hídrica

No Acelen Agripark, em Montes Claros (MG), empresa desenvolve pesquisa agronômica e práticas de eficiência hídrica.

Redação TN Petróleo/Assessoria Acelen Renováveis
29/03/2026 10:20
Acelen Renováveis e Dia Mundial da Água: cultivo da macaúba para produção de biocombustível é modelo de gestão hídrica Imagem: Divulgação Visualizações: 1735

Maximizar a eficiência no uso da água, garantindo precisão operacional, sanidade das plantas e escalabilidade com responsabilidade ambiental. Estes são os principais objetivos da Acelen Renováveis, empresa de energia do Mubadala Capital, no que se refere à produção de mudas de macaúba – matéria-prima sustentável e inovadora para o diesel renovável (HVO) e o combustível sustentável de aviação (SAF) – no Acelen Agripark, em Montes Claros (MG), inaugurado em agosto de 2025.

No contexto do Dia Mundial da Água, a iniciativa reforça a importância da gestão responsável dos recursos hídricos no desenvolvimento de novas cadeias produtivas ligadas à transição energética. "Cultivos de alta energia só fazem sentido ambiental se forem capazes de produzir mais biomassa e mais energia por unidade de água utilizada, um dos grandes desafios da agricultura voltada à produção de biocombustíveis", afirma Victor Barra (foto), diretor de Agronegócio da Acelen Renováveis.

Com 138 hectares, o Acelen Agripark funciona como um centro de pesquisa e desenvolvimento voltado à consolidação da cadeia produtiva da macaúba. O projeto está estruturado com foco em eficiência operacional e no uso responsável dos recursos naturais.

Pegada hídrica

Victor Barra reforça que, para a Acelen Renováveis, o debate sobre água na bioenergia vai além do uso direto do recurso e envolve compreender a relação entre clima, solo, fisiologia da planta e demanda hídrica ao longo do desenvolvimento da cultura.

"A macaúba apresenta um potencial relevante para sistemas produtivos mais resilientes às variações climáticas e com uso mais racional dos recursos hídricos. Mas esse potencial não é automático, ele depende de ciência, tecnologia, manejo responsável e decisões territoriais bem fundamentadas".

Segundo o diretor, a empresa vem estruturando uma agenda de pesquisa voltada à compreensão da pegada hídrica da cultura.

"Estamos investindo em modelagem agronômica preditiva, experimentação multiambiente e tecnologias operacionais que permitem compreender e otimizar a relação entre solo, clima, fisiologia da planta e demanda hídrica. O objetivo é produzir energia renovável com o menor impacto hídrico possível", afirma Victor.

A companhia também vem consolidando parâmetros técnicos para avaliar de forma comparativa o consumo de água da macaúba em relação a outras culturas agrícolas. Como destacado nas discussões técnicas do projeto, a cultura precisa de água, como qualquer sistema agrícola, mas apresenta potencial para operar com menor demanda hídrica quando comparada a outras oleaginosas utilizadas na produção de biocombustíveis, dependendo do manejo agronômico e das condições de solo e clima.

Bioenergia e recuperação de áreas degradadas

A macaúba apresenta potencial para cultivo em áreas de pastagens degradadas, contribuindo para tornar essas terras novamente produtivas sem pressionar a expansão agrícola sobre novas áreas. Esse modelo permite desenvolver novas cadeias de bioenergia ao mesmo tempo em que promove recuperação produtiva do solo e maior eficiência no uso de recursos naturais.

Para Victor Barra, construir uma nova geração de feedstocks energéticos não é apenas plantar, mas redesenhar sistemas agrícolas inteiros para que sejam mais eficientes, adaptativos e responsáveis no uso da água.

"Esse é um compromisso técnico, ambiental e social que precisa acompanhar o avanço da bioenergia".

O projeto prevê o plantio de mais de 800 mil mudas de macaúba em 1.500 hectares ao longo de 2026, parte de um investimento de US$ 3 bilhões. Quando a biorrefinaria da Acelen Renováveis estiver operando na Bahia, deverão ser produzidos 1 bilhão de litros de biocombustíveis por ano.

Potencial da macaúba

A macaúba é uma planta nativa do Brasil que vem sendo estudada há décadas pelo seu potencial na produção de óleo vegetal destinado à fabricação de biocombustíveis avançados, como o HVO e o SAF.

Além da elevada produtividade de óleo (7 a 10 vezes mais produtiva por hectare plantado em comparação com a soja, por exemplo), a cultura apresenta potencial para cultivo em áreas de pastagens degradadas, contribuindo para tornar essas áreas novamente produtivas e reduzindo a competição com a produção de alimentos.

O desenvolvimento da cadeia produtiva da macaúba envolve etapas de pesquisa genética, produção de mudas, experimentação agronômica e implantação de sistemas produtivos em escala, processos que vêm sendo conduzidos no Acelen Agripark.

Sobre a Acelen Renováveis - Acelen Renováveis é uma empresa de energia renovável do Mubadala Capital, uma companhia global de gestão de ativos com sede em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, criada para participar ativamente na transição energética global. Mais informações em acelenrenovaveis.com.

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