Preços

Após trimestre desastroso, petrolíferas agora falam em preços abaixo de US$ 20

Investing.com, 02/04/2020
02/04/2020 11:28
Visualizações: 1402

Com as maiores perdas para um trimestre até agora e quedas piores ainda por vir, o petróleo pode ser negociado abaixo de US$ 15 em breve, à medida que os dados semanais dos estoques nos EUA se tornam mais altos, alertaram traders na quarta-feira (1).

"O principal fator que estamos vendo é a quantidade de petróleo que está sendo produzida, conforme ameaçado e prometido pela Arábia Saudita", disse Tariq Zahir, da Tyche Capital Advisors, focada em petróleo, em Nova York.

Os preços do petróleo caíram em até 6% depois que os dados semanais do petróleo do governo dos EUA mostraram máximas de três anos em estoques.

O WTI, índice de referência para os preços do petróleo dos EUA negociado em Nova York, subia 54 centavos de dólar, ou 2,64%, a US$ 21,04 por barril, após ter atingido níveis mínimos de US$ 19,93. Na segunda-feira, o WTI atingiu o patamar de US$ 19,27, mais baixo em 18 anos.

O Brent, índice de referência global para o petróleo negociado em Londres, caía US$ 0,94, ou 3,57%, para US$ 25,41 às 17h22 (horário de Brasília).

O WTI perdeu 66% no primeiro trimestre e o Brent, 61%, após as negociações para março terminarem na terça-feira.

Os preços do petróleo caíram após uma tempestade perfeita de destruição de demanda causada pela pandemia de coronavírus e aumentos da produção na Arábia Saudita, de 30% no último mês, para um recorde de 12,3 milhões de barris por dia, para caçar mercados atendidos por exportadores de petróleo da Rússia e dos EUA.

Divulgação

O conjunto de dados semanais de petróleo divulgado pela Administração de Informações de Energia dos EUA mostrou que os estoques brutos aumentaram em 13,8 milhões de barris na semana passada, o que corresponde a um crescimento semanal visto pela última vez em fevereiro de 2017.

A máxima de três anos no aumento do estoque não foi totalmente surpreendente, dada a quase paralisia no setor automobilístico e de transporte público dos EUA, pois mais de um terço de sua população estava confinado na tentativa de conter a propagação da pandemia.

O impacto do Covid-19 nas refinarias foi claro, com operação de pouco mais de 82% da capacidade na semana passada, abaixo dos 87% da semana anterior e muito abaixo do normal para esta época do ano.

"Os confinamentos adicionais implementados pelos governadores estaduais nos EUA e o mesmo tipo de restrições na Europa continuarão destruindo qualquer tipo de demanda por petróleo e derivados", disse Zahir.

Os estoques de gasolina aumentaram em 7,5 milhões de barris, contra as previsões de um aumento de cerca de 1,95 milhão de barris. Consequentemente, a produção de gasolina caiu na semana passada para 7,5 milhões de barris por dia, contra 9 milhões de barris por dia na semana anterior.

Os inventários de destilados caíram inesperadamente em 2,2 milhões de barris, em comparação com as expectativas de um crescimento de cerca de 1,03 milhão de barris.

A produção de combustível destilado também aumentou em 5 milhões de barris por dia. Na interpretação mais simplista, isso enfatizou o aumento das atividades relacionadas a caminhões e transporte, pois empresas de comércio eletr?´nico e de entregas como Amazon (NASDAQ:AMZN), UPS (NYSE:UPS) e FedEx (NYSE:FDX) correm 24 horas para atender a pedidos que aumentaram sua capacidade de entrega ao máximo.

Enquanto isso, a produção de petróleo dos EUA permaneceu perto das máximas históricas em 13 milhões de barris por dia, provando que o impacto na produção de shale ainda não está definido pelas estimativas da AIA.

Analistas disseram esperar que pelo menos 30% das perfuradoras de óleo de shale nos EUA - cujos custos estão tipicamente entre US$ 35 e US$ 40 por barril - quebrem no ambiente atual. A Whiting Petroleum, na quarta-feira, tornou-se a primeira perfuradora de shale dos EUA a cair no crash de petróleo da Covid-19, entrando com um pedido de proteção contra falência.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Shell destaca papel da capacitação para aproximar jovens...
25/09/26
Terminais
Ultracargo é reconhecida pelo quarto ano consecutivo com...
25/09/26
GNL
Edge e Governo do Rio Grande do Sul assinam Memorando de...
25/09/26
E&P
ANP contrata B3 para assessoria técnica às licitações de E&P
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e Perenco Brasil assinam acordo para primei...
25/09/26
Brandend Content
Brasil Aços amplia estoque de tubos de aço carbono NACE...
24/09/26
ROG.e 2026
Lideranças apontam o Brasil como pilar de segurança ener...
24/09/26
ROG.e 2026
Firjan SENAI e Sebrae Rio conectam MPEs a grandes empres...
24/09/26
ROG.e 2026
Estudo da PPSA identifica boas práticas para apoiar deci...
24/09/26
ROG.e 2026
EAS participa da ROG.e 2026
24/09/26
ROG.e 2026
ROG.e 2026 reforça agenda de DE&I no setor de energia co...
24/09/26
ROG.e 2026
Programa Offshore do Futuro deve chegar a Sergipe para f...
24/09/26
ROG.e 2026
Shell Energy Brasil destaca oportunidade de ampliar inte...
24/09/26
PPSA
A parcela de petróleo da União foi de 328 mil barris por...
24/09/26
Apoio Offshore
Afretado pela Petrobras, o PSV Starnav Elektra é batizad...
24/09/26
ROG.e 2026
SONDA aposta em IA e Drones para operações críticas no s...
24/09/26
ROG.e 2026
O papel da Lumina e o impacto da ROG.e 2026 para a indús...
23/09/26
Negócios
Avanço acompanha expansão da cadeia de petróleo e gás e ...
23/09/26
ROG.e 2026
A energia inteligente no poço
23/09/26
ROG.e 2026
Como o profissional de Química impulsiona a inovação e a...
23/09/26
ROG.e 2026
IBP lança caderno de Projetos e Iniciativas de Responsab...
23/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25