Infraestrutura

Appa apresenta o Plano de Zoneamento do Porto de Paranaguá ao CAP

Com a identificação de 50 milhões de metros quadrados disponíveis, o porto poderá dobrar o volume de carga nos próximos 20 anos. Isso significa dizer que o porto, que atingiu um volume de 41 milhões de toneladas movimentadas em 2011, poderá che

APPA
24/05/2012 12:28
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A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonia (Appa) acaba de concluir o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado (PDZPO). O relatório do plano foi apresentado nesta quinta-feira (24) aos membros do Conselho de Autoridade Portuária de Paranaguá (CAP), que irão analisar o conteúdo do plano para, posteriormente, submetê-lo à aprovação. Quanto mais rápido for o tempo de tramitação junto ao Conselho, mais rápida também será a implantação do PDZPO.

O plano de zoneamento destacou a possibilidade de o porto diversificar e dobrar o volume de carga nos próximos 20 anos. Isso significa dizer que o porto, que atingiu um volume de 41 milhões de toneladas movimentadas em 2011, poderá chegar a mais de 80 milhões nos próximos anos. “O Governador Beto Richa nos determinou otimizar todas as áreas disponíveis nos Portos do Paraná no sentido de promover seu desenvolvimento e a implantação da infraestrutura necessária para atender a indústria e o Agronegócio”, afirma o superintendente dos portos paranaenses, Luiz Henrique Dividino.

O PDZPO também identificou um total de 50 milhões de metros quadrados disponíveis para crescimento de área e retro área. “Mesmo com esse crescimento previsto, o Porto ainda vai conseguir manter 80% de área preservada na baía”, completa Dividino.

O documento, que abrange toda a área de influência do Porto, em Paranaguá e Pontal do Paraná, funciona como um plano diretor. A partir deste levantamento completo e atualizado da área, o crescimento da autarquia fica bem mais ordenado e nada pode ser feito sem que esteja de acordo com o plano.


Etapas

Foram duas as etapas para a conclusão do trabalho, executado em parceria com a Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (FEESC) e o Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans) da Universidade Federal de Santa Catarina. Um primeiro relatório levantou os dados e fez um diagnóstico. Foram considerados o tamanho do Porto de Paranaguá, a abrangência, as cargas com as quais opera, infraestrutura, entre outros quesitos.

A segunda, e mais importante etapa, foi a de prognóstico. “É esse relatório que vai nos dizer como e para onde temos que crescer, que segmentos de carga temos que expandir. Enfim, é o que nos dita as diretrizes para colocar em prática o plano de expansão”, afirma Dividino.

A ideia é que o PDZPO seja revisado a cada cinco anos ou quando houver um evento não previsto - seja um acidente ou uma mudança econômica drástica. A última atualização do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto de Paranaguá foi em 2002. Depois disso o documento nunca havia sido atualizado, mesmo depois do acidente com o Navio Vicunã, em 2004, e com a crise econômica de 2008.

De acordo com o diretor de desenvolvimento empresarial da Appa, Lourenço Fregonese, historicamente o PDZPO não tinha um norte que definisse os parâmetros do documento. Em 2009, a Secretaria de Portos (SEP) emitiu a portaria 414, dando esse norte. O documento da Appa atende em plenitude essa portaria, assim como o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP). Segundo Fregonese, este Plano resultará na apresentação das medidas necessárias para crescimento dos portos, bem como em oportunidades de investimentos por parte da iniciativa privada.

Após ser aprovado pelo CAP, o PDZPO será enviado também à SEP e à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
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