Portos
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Glauco FigueiredoA nova diretoria da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) que tomará posse na
próxima quinta-feira, dia 27, terá como prioridade na sua primeira reunião, deliberar os
processos de arrendamento das instalações portuárias e de credenciamento de empresas brasileiras
de navegação. Os temas estão paralizados na agência desde novembro de 2005, devido a falta de
quórum mínimo para a sua votação, que é feita com somente com o colegiado completo da diretoria.
Os dois assuntos foram considerados como prioritários pelo diretor-geral da Antaq, Fernando
Fialho, que espera solucioná-los na próxima semana.
Nossa tarefa é liberar essa demanda que estava paralizada. Essa é principal prioridade no
momento, disse Fialho no encontro promovido pela Comunidade Marítima, nesta terça-feira, dia 25,
na sede do Clube Americano, no Rio de Janeiro. Ele considerou que o Brasil tem um baixo
aproveitamento na navegação de cabotagem quando comparado ao potencial hidroviário do país. No
entanto, o diretor-geral da Antaq disse que pretende criar um canal de diálogo entre os órgãos
governamentais e iniciativa privada para impulsionar o setor, considerado por ele como fundamental para o crescimento da economia do Brasil.
O meu principal objetivo é o de dialogar tanto nas esferas governamentais e privada para que nós
possamos criar um arcabouço jurídico que nos ampare, considerou Fialho. A aprovação dos
programas de arrendamentos de novas áreas nos portos também foi considerada como fundamental pelo
presidente da Companhia Docas do Rio de Janeiro, Antonio Carlos Soares. Ele ressaltou que além
dos portos localizados no estado do Rio de Janeiro, os do Espírito Santo, Bahia e
Santos também estão aguardando por deliberações favoráveis da agência.
Dragagem
Para o presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima e Atividades Afins do Estado do
Rio de Janeiro (SindaRIO),José Carlos Gomes, a navegação portuária no estado pode crescer caso os procedimentos de dragagem sejam agilizados. Ele comentou que em 2005, as exportações de ferro-gusa provenientes de Minas Gerais, via do Porto do Rio foram de 800 mil toneladas e que esse volume poderia chegar 1,7 milhão, caso os problemas com os calados dos navios não fossem tão constantes.
Precisamos apresentar um porto competitivo. Enquanto aqui nós estamos discutindo a formação de calados de 11 metros, em Vitória (ES), já se fala em calados de 12 metros ou 15 metros. Hoje o porto do Rio compete com o de Vitória. Temos que ser mais rápidos.
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