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Agência EFE
O petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) se vende pela primeira vez desde novembro acima dos US$ 40, ao alcançar os US$ 40,12, segundo calculou nesta terça-feira (11/01) a secretaria do grupo de Viena.
A cotação da segunda-feira se situou US$ 0,77 acima da do dia anterior e acumula uma subida de US$ 2 nas duas últimas jornadas.
O aumento foi produzida de forma paralela a alta do WTI, de referência nos Estados Unidos, que chegou aos US$ 47, um nível desconhecido desde dezembro.
Entre os fatores que impulsionaram a alta no valor do petróleo se encontra a instabilidade na Nigéria, a violência no Iraque e o decréscimo do abastecimento devido a um temporal no Mar do Norte.
Ainda assim, a cotação dos petróleo internacionais de referência ainda se encontra longe dos picos máximos alcançados em outubro, quando no mercado novaiorquino alcançou os US$ 55,67 e a cesta de sete tipo de petróleo da Opep superou amplamento dos US$ 46.
No mercado londrino a cotação do Brent, de referência no Velho Continente, se alçou também até os US$ 44,68, um dólar e meio mais do que na sexta-feia, ainda que depois terminou em baixa.
Os especialistas da empresa vienense de análise energética PVM destacam em seu último informe que por trás das subidas experimentadas nos últimos dias "os fundamentos do mercado não apoia uma corrida de alta até os US$ 50".
A PVM destaca hoje que desde o ponto de vista dos produtores se produziu um certo desengano pela queda dos preços nas últimas semanas devido às benignas temperaturas no Hemisfério Norte, que fizeram descender o consumo de produtos destilados de calefação.
Este fator faz temer uma súbita correção dos preços à baixa na temporada de primavera ao aflorar a superprodução ja ue o consumo registra um importante descenso em comparação com o inverno.
Este fator lançou as especulações sobre uma possível redução da produção na próxima reunião da Opep em Viena, no dia 30 de janeiro e arrastou os preços à alta.
Considerando esta possibilidade, na sexta-feira passada, o ministro iraniano do Petróleo, Bijan Zanganeh, declarou que a Opep deveria tomar medidas se o preço do petróleo se situasse abaixo dos US$ 40 no memento da próxima reunião.
Ainda assim, analistas recordam que as possibilidades de um corte de abastecimento no Iraque continuam muito presentes pela violência e continuam existindo outros fatores de instabilidade em zonas produtoras, o que pressionaria com força o preço para a alta.
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