Petróleo
Gazeta Mercantil
Os preços do petróleo fecharam em baixa mais uma vez ontem nas bolsa de Nova York e Londres, com o barril cotado abaixo da barreira dos US$ 50 nos Estados Unidos, em um mercado em que os temores sobre o enfraquecimento da demanda voltaram a ficar em primeiro plano.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (WTI para entrega em maio fechou a US$ 49,15, em baixa de US$ 1,90.
Na InterContinental Exchange de Londres, o barril de Brent do mar do Norte com o mesmo vencimento teve desvalorização de US$ 1,02, para US$ 51,22, em comparação ao dia anterior.
A percepção dos investidores era negativa nos diferentes mercados, principalmente nas bolsas, horas antes do início da temporada de resultados nos Estados Unidos e em meio a novos temores sobre o setor bancário. Além disso, a situação beneficiou o dólar, o que encareceu as matérias-primas que são cotadas nesta moeda. “A rotação observada em várias oportunidades ocorreu nos mercados: a bolsa em queda, a energia em queda, o ouro em alta”, afirmou John Kilduff, da MF Global.
Os investidores antecipavam, por outro lado, um novo aumento dos estoques semanais de petróleo bruto nos Estados Unidos, pela quinta semana seguida - o departamento de Energia daquele país vai publicar hoje os dados da última semana. Segundo analistas entrevistados pela agência “Dow Jones Newswires”, as reservas do petróleo aumentaram em dois milhões de barris na semana passada. Espera-se, no entanto, uma queda das reservas de gasolina, de 900.000 barris, e das de produtos destilados (diesel e combustível para calefação) de 300.000 barris.
Aquecimento global
Especialistas de nove países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) se reuniram ontem em Quito, no Equador, para analisar planos de desenvolvimento tecnológico, com o objetivo de melhorar a produção e contribuir para o controle do aquecimento global.
A Opep está comprometida em impulsionar programas de cooperação para a proteção do meio ambiente e o uso de combustíveis limpos, disse o diretor de pesquisas do cartel, Hasan Qabazard, durante a abertura do encontro.
“Estamos envolvidos em várias iniciativas que incluem o compromisso de ajudar a reduzir as emissões de CO2, que está produzindo o aquecimento global”, disse o diretor de pesquisas.
Diante de delegados da Argélia, Angola, Equador, Irã, Kwait, Nigéria, Qatar, Arábia Saudita e Venezuela, Qabazard disse que a organização dos exportadores “tem de usar a tecnologia mais moderna do mundo” para proteger o planeta, para o qual o cartel promove a pesquisa científica.
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