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Base portuária para a exploração do pré-sal deve sair em 2009

<P>A informação é do gerente da estatal para a área de Infra-Estrutura, Eduardo Diniz Prallon, que participou ontem de workshop promovido pela Comissão Especial de Petróleo e Gás Natural (Cespeg), criada pela Secretaria de Desenvolvimento paulista. Prallon destacou que a movimentação de car...

Agência Estado
27/11/2008 22:00
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A informação é do gerente da estatal para a área de Infra-Estrutura, Eduardo Diniz Prallon, que participou ontem de workshop promovido pela Comissão Especial de Petróleo e Gás Natural (Cespeg), criada pela Secretaria de Desenvolvimento paulista. Prallon destacou que a movimentação de cargas na região deve ter início antes da produção comercial dos blocos do pré-sal, portanto, nos próximos cinco a seis anos.

 As decisões são prementes, disse. O pólo pré-sal é formado por blocos pertencentes tanto ao Estado de São Paulo, que é o caso de Carioca, Bem-te-vi, Caramba e Guará, como ao Rio de Janeiro, que responde por Tupi e Júpiter.

Segundo Prallon, a estrutura deve ser suficiente para permitir até 12 atracações simultâneas - na base portuária de Macaé (RJ), são permitidas até sete atracações ao mesmo tempo. Por essa razão, a companhia pode verificar a necessidade de construir duas bases portuárias, em vez de apenas uma. Ele estimou que a área de pré-embarque e retroporto (área que armazena e administra as cargas que chegam ao porto) deve abranger aproximadamente dois milhões de metros quadrados.

A Petrobras estima que a movimentação de carga na região do pré-sal será de 1,63 milhão de toneladas em 2015, considerando o transporte de água e de insumos necessários para a atividade de exploração e produção na região. Para 2028, a projeção é de movimentação é de 2,8 milhões de toneladas. As estimativas consideram o atual cenário projetado para a produção do pré-sal. Atualmente, os trabalhos na Bacia de Campos exigem o transporte de cargas que totalizam 1,7 milhão de toneladas, aproximadamente.

Além da disponibilidade de área, Prallon apontou o licenciamento ambiental como ponto mais sensível na avaliação da Petrobras para a escolha das áreas. O ponto-chave está na questão ambiental, porque todo o processo de licenciamento é complexo, disse.

Ele considera que, em infra-estrutura, o estado de São Paulo é incomparável e, portanto, teria todas as condições para receber os investimentos que a Petrobras precisará fazer na base portuária. Mas ressaltou que o elevado ritmo de crescimento do estado acaba provocando gargalos. São Paulo já tem, naturalmente, um ritmo de expansão muito forte. É preciso avaliar se cabe uma expansão adicional por conta do pré-sal, afirmou.

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