Mercado

Biocombustíveis deverão ter novo ciclo de investimentos

DCI
07/12/2010 09:30
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O crescimento da frota de veículos flex no Brasil e as perspectivas de maior acesso aos mercados mundiais deverão ser o impulso de um novo ciclo de investimentos para expandir a produção do biocombustível no País. A avaliação foi feita pelo diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Eduardo Leão de Sousa, durante o III Workshop Infosucro sobre Economia do Bioetanol e Indústria Sucroenergética, realizado na capital fluminense no fim de semana pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


"A produção do etanol representa uma oportunidade excepcional para o Brasil e mais de 100 nações em desenvolvimento que já produzem cana-de-açúcar. A produção do etanol contribui para a segurança energética do planeta e para as metas de redução de emissões de gases poluentes principal causa do aquecimento global", afirmou Sousa durante o painel "Tendências da Produção de Etanol: mercado e aspectos institucionais".


Ele ressaltou, porém, a necessidade da definição de regras claras no ambiente regulatório do etanol no Brasil e políticas públicas que ofereçam as garantias de longo prazo para esses investimentos. "Dentre essas políticas, destacam-se as tributárias que efetivamente reconheçam e valorizem as vantagens do etanol em relação aos combustíveis fósseis, notadamente as ambientais, de saúde pública e as sociais."

O executivo disse ainda que os investimentos na expansão da indústria e da infraestrutura do setor sucroenergético precisam continuar recebendo apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme destacou outro palestrante do mesmo painel, o chefe do Departamento de Biocombustíveis do Banco, Carlos Eduardo Cavalcanti. "O BNDES vem tendo um papel fundamental no incentivo dos investimentos em produção de etanol, com recursos aprovados de mais de R$ 6 bilhões de reais por ano desde 2007", afirmou.


Eduardo Sousa destacou que tanto o setor privado quanto o governo devem continuar combatendo o protecionismo dos países desenvolvidos que interfere no mercado mundial do álcool. "Tarifas e medidas que distorcem o comércio internacional tem retraído os investimentos no Brasil e no mundo, postergando os benefícios que o etanol pode gerar para o combate ao aquecimento global. Um mercado livre e sem barreiras permitirá a efetiva democratização da energia no mundo", concluiu.
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