Biogás

Biogás pode aumentar em 66% a geração de energia no setor

Redação TN Petróleo/Assessoria Unica
08/10/2021 12:37
Biogás pode aumentar em 66% a geração de energia no setor Imagem: Divulgação Visualizações: 2300

De acordo com o Programa de Energia para o Brasil (BEP, em inglês), o potencial do aproveitamento do biogás no setor sucroenergético para a geração de energia elétrica é de 15 TWh, o que significaria aumentar em 66% o total da bioeletricidade ofertada à rede quando comparado ao ano passado. Em 2020, o volume de energia disponibilizada foi de 22,6 TWh.

A informação foi apresentada durante a palestra “Contribuições do Programa de Energia para o Brasil (BEP) para o Setor de Biogás na Indústria Sucroenergética”, dos representantes do Programa de Energia para o Brasil Leidiane Mariani e Jorge Vinícius Neto, no 15º Webinar sobre Cenários no Mercado de Energia Elétrica, promovido pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) e pela Associação da Indústria de Cogeração de Energia (COGEN). 

Segundo os analistas do BEP, o potencial total de biogás no Brasil é de 10,9 bilhões Nm3/ano, equivalente à produção de 22,9 TWh/ano ou quase 5% do consumo nacional de energia elétrica. Somente o setor sucroenergético seria responsável por 7,2 bilhões Nm3/ano desse potencial (66%), considerando apenas o aproveitamento da vinhaça e da torta de filtro para a produção de biogás.

Leidiane Mariani salientou em sua apresentação que esse potencial é de curto prazo apenas, supondo, a princípio, que a produção de biogás no setor sucroenergético não possui grandes barreiras tecnológicas para ser viabilizada e o combustível já está concentrada e disponível para uso.

Para Zilmar Souza, gerente de bioeletricidade da UNICA, o biogás é uma alternativa sustentável para a produção de energia no Brasil, pois é feito a partir de subprodutos da cana e da produção de etanol e açúcar, como bagaço, torta de filtro, palha e vinhaça. Além de ser usado para produzir bioeletricidade, o biogás também pode ser transformado em biometano e utilizado na matriz de transportes, sendo uma alternativa ao diesel.   

“Se agregarmos mais 15 TWh à oferta anual de bioeletricidade sucroenergética para a rede significaria termos uma produção equivalente à metade da geração anual da usina Itaipu, considerando a sua produção do ano passado. Como é uma energia renovável seria também equivalente a evitar a emissão anual de 10,5 milhões de toneladas de CO2, marca que somente seria atingida com o cultivo de 73 milhões de árvores nativas ao longo de 20 anos”, avalia.

Programa de energia

O Programa de Energia para o Brasil é parte do Programa de Cooperação UK-Brasil, do governo britânico em apoio ao desenvolvimento econômico em países parceiros, sendo implementado por um consórcio de cinco organizações – Instituto 17, Adam Smith International, Hubz, Carbon Limiting Technologies e FGV. Segundo o BEP, o objetivo do programa é acelerar a transição energética do Brasil com inovação em tecnologias limpas que serão utilizadas para enfrentar os desafios sociais, sendo realizado em parceria com o governo do Brasil, as indústrias de energia brasileiras e as múltiplas instituições locais envolvidas na preparação para o progresso por meio de políticas e regulamentações de ajuste fino para promover as energias renováveis.

O seminário online promovido pela UNICA e pela COGEN também contou com a participação de José Antonio Sorge, da Ágora Energia, que apresentou a palestra “Cenários no Mercado de Energia Elétrica”, trazendo uma visão de curto e médio prazo acerca das condições de oferta, de demanda, operacionais e temas regulatórios do Setor Elétrico Brasileiro.

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